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A CORAGEM DE NÃO AGRADAR

A CORAGEM DE NÃO AGRADAR

DADOS DO EXEMPLAR LIDO

Título: A CORAGEM DE NÃO AGRADAR

Autor(es): Ichiro Kishimi e Fumitake Koga

Edição: 1.a Local de Publicação: Rio de Janeiro

Editora: Sextante Ano: 2018


QUESTÕES ORIENTADORAS PARA FICHAMENTO:

1) Qual a mensagem global que o autor deixou para você? Resuma em, no máximo, 4 linhas.

Quando tentamos mudar de estilo de vida, colocamos nossa coragem à prova. A mudança gera ansiedade e a inércia causa desapontamento. Tenho certeza de que você preferiu a segunda opção.

A psicologia adleriana é uma psicologia de coragem. Sua infelicidade não pode ser atribuída ao seu passado ou ao ambiente atual. Podemos dizer que lhe falta coragem de ser feliz.

O que você deve fazer agora é tomar a decisão de interromper seu estilo de vida atual.

2) A partir do que você leu, enumere 10 dicas para você criar excelência para sua vida.

1- É graças ao seu medo que você consegue aceitar sua insatisfação consigo mesma, com o mundo ao seu redor e com uma vida que não está indo bem.

2- Solidão é ter outras pessoas, a sociedade e a comunidade a volta e, mesmo assim, se sentir excluído. Para nos sentirmos solitários, precisamos de outras pessoas. Em outras palavras, uma pessoa só se torna um indivíduo em contextos sociais.

3- Sentimento de inferioridade, é um termo ligado ao julgamento de valor da própria pessoa.

As pessoas entram nesse mundo como seres impotentes e têm o desejo universal de escapar desse estado de impotência. Adler chamou isso de busca da superioridade.

4- Como diz Adler, o sentimento de inferioridade pode estimular o esforço e o crescimento. Por exemplo se alguém tivesse um sentimento de inferioridade em relação a sua instrução e pensasse: tenho uma deficiência nos estudos, por isso vou ter que me esforçar mais que os outros, esta seria uma direção desejável. O complexo de inferioridade, por outro lado, surge quando o indivíduo usa o sentimento de inferioridade como uma espécie de desculpa.

5- Você não está equipado com a coragem de mudar o seu estilo de vida. É mais fácil deixar as coisas como estão, ainda que você tenha algumas queixas ou limitações.

6- Não importa se alguém está tentando andar na frente ou atrás dos outros. É como se todos estivéssemos nos movendo por um espaço plano sem eixo vertical. Não andamos para competir com alguém. O valor está em tentar evoluir em relação ao que somos agora.

7- Adler distinguiu três categorias de relacionamentos interpessoais que surgem desses processos: tarefa do trabalho, tarefa da amizade e tarefa do amor e referiu-se a todas juntas como tarefas da vida.

8- A psicologia adleriana não é uma “ psicologia da posse” mas uma “psicologia do uso”.

Todos os problemas têm base nos relacionamentos interpessoais, isso é um grande insight.

9- Quando você deseja muito ser reconhecido, acaba vivendo para satisfazer as expectativas das pessoas que querem que você seja isso ou aquilo, você joga fora quem realmente é e vive a vida alheia.

10- A coragem de ser feliz também inclui a coragem de ser detestado e de agir sem se preocupar em satisfazer as expectativas dos outros. Quando você adquire essa coragem, seus relacionamentos ganham uma nova leveza.

3) Considerando a realidade onde vive, o que você aplicou, imediatamente, assim que leu? (Qual tópico, qual ideia? - cite o capítulo, página e a ideia)

Na página 23 do capitulo por que as pessoas podem mudar: “Mas por que todos sentem que querem mudar? Só há uma resposta: querem porque não conseguem. Se fosse fácil, não passariam tanto tempo desejando.

4) O que você transformou em si mesmo com a leitura deste livro?

O nosso relacionamento com um grupo, mas a verdade é que seu primeiro relacionamento é com você mesmo. Quando se está preso ao desejo de reconhecimento, as cartas do relacionamento estão sempre nas mãos dos outros.

Separar as tarefas e aliviar a carga de seus relacionamentos é o mesmo que cortar os laços com outras pessoas.

Eu sou eu e você é você.

Em primeiro lugar, etimologicamente falando, a palavra “individual” tem sentido de “indivisível”.

5) Quais as mudanças que você se compromete em tornar real a partir desta leitura?

Aplicar na vida: A separação de tarefas é, na verdade, o ponto de partida para as relações.

Todos os problemas têm base nos relacionamentos interpessoais.

Eles são a fonte da infelicidade. E podemos dizer o inverso: os relacionamentos são a fonte da felicidade.

Considere a realidade do desejo de reconhecimento. Quanta atenção dos outros prestam em você?

Como julgam você? Ou seja, em que medida satisfazem seu desejo?

Apesar de parecer que as pessoas obcecadas com o desejo de reconhecimento estão olhando para as outras, na verdade, estão olhando para si mesmas. Elas não se preocupam com os outros, só com o ”eu”. Resumindo, são autocentradas.

6) Se você encontrasse o autor do livro, o que você diria à ele?

A infelicidade é algo que você escolhe para si, a vida pode ser curta porém não admito que ela seja pequena. Foi de muito proveito ler esta obra e fichá-la para compartilhar os conhecimentos no Blog Saber Sistêmico.

7) Enumere 3 pessoas para as quais você sugeriria este livro e justifique.

Terapeutas, Jovens, Casais e psicólogos.


Abaixo um resumo da leitura desta obra:

A CORAGEM DE NÃO AGRADAR

As pessoas podem mudar, o mundo é simples e todos podem ser felizes.

As crianças não têm obrigações óbvias, como pagar impostos ou trabalhar.

Quando crescer a criança vai se envolver em relacionamentos e receber todo o tipo de responsabilidades. É assim que a vida será para ela no trabalho, em casa ou em qualquer papel que assumir na sociedade.

Como assim? Qualquer um vê que o mundo é cheio de contradições.

Mas isso não acontece porque o mundo é complicado. Acontece porque você está transformando o mundo em algo complicado.

Adler foi um dos membros originais da Sociedade Psicanalítica de Viena comandada por Freud, por isso ele se separou do grupo e propôs uma “psicologia individual” baseada em suas teorias originais.

Mas porque todos sentem que querem mudar? Querem porque não conseguem. Se fosse fácil, não passariam tanto tempo desejando.

Por que acha que ele não consegue sair?

Não sei bem, pode ser por causa do relacionamento com os pais ou porque sofreu bullying na escola. A partir daí pode ter desenvolvido um trauma. Mas também pode ser o inverso. Talvez ele tenha sido mimado demais na infância  e não consiga encarar a realidade. Eu não sei e não posso bisbilhotar o passado ou a situação familiar dele.

Antes ou agora (o efeito) é determinado por ocorrências no passado (as causas) Estou entendendo certo?

A ansiedade e o medo de seu amigo são reais?

Etiologia o estudo do propósito de determinado fenômeno, em vez de suas causas.

Na psicologia adleriana, o trauma é categoricamente negado.

Nenhuma experiência é em si, a causa de nosso sucesso ou fracasso. Nós não sofremos do choque de nossas experiências, o chamado trauma, mas o transformamos em algo que atende aos nossos propósitos. Não somos determinados por nossas experiências, mas o sentido que damos a elas é autodeterminante.

Somos nós que determinamos a nossa vida de acordo com o sentido que damos às experiências passadas.

Para alcançar a meta de gritar, você criou a emoção da raiva. A raiva é uma ferramenta que pode ser empregada na medida do necessário.

Se o passado determinasse tudo, não seríamos capazes de dar passos significativos.

Então devemos sempre partir da premissa de que as pessoas são capazes de mudar? Claro, e por favor atenda, é a etiologia freudiana que nega o livre arbítrio e trata os homens como máquinas.

“As pessoas não são impelidas por causa do passado, mas avançam para cumprir metas que elas próprias fixam”: está era a alegação do filósofo.

O primeiro passo para a mudança é o conhecimento.

Olhe, sinto muito lhe dizer isto, mas, por mais conhecimentos que adquira, seu temperamento e sua personalidade permanecerão os mesmos. Se sua base for distorcida o que você aprendeu será inútil.

Se você não consegue se sentir feliz, é claro que as coisas não estão bem do jeito atual. Você precisa dar um passo à frente, depois outro e não parar mais.

Estilo de vida são as tendências de pensamentos e ações. Quando você fala de um estilo de vida, está falando de um modo de viver? Sim, você pode se referir a isso, desta maneira.

Resumindo, as pessoas tem queixas e mais queixas, porém é mais fácil e mais seguro continuarem do jeito que estão. Mesmo que se sintam insatisfeitas.

Quando tentamos mudar de estilo de vida, colocamos nossa coragem a prova. A mudança gera ansiedade e a inércia causa desapontamento. Tenho certeza de que você preferiu a segunda opção.

A psicologia adleriana é uma psicologia de coragem. Sua infelicidade não pode ser atribuída ao seu passado ou ao ambiente atual. Podemos dizer que lhe falta coragem de ser feliz.

O que você deve fazer agora é tomar a decisão de interromper seu estilo de vida atual. Por exemplo, você disse: “Se eu pudesse ser como Y, seria feliz.” Enquanto vier assim, nos domínios da possibilidade do “posso fazer se tentar” e continuar sem se comprometer com nada.

A de que a teleologia, atribuição do propósito de determinado fenômeno era uma falácia e a de que a existência do trauma era inquestionável. As pessoas não podem simplesmente esquecer ou se libertar do passado.

É graças ao seu medo que você consegue aceitar sua insatisfação consigo mesma, com o mundo ao seu redor e com uma vida que não está indo bem. É graças ao seu medo de curar que você suporta os problemas causados por esse mesmo medo de errar. Ela perguntou: Como isso é possível? Eu respondi: “Se eu curasse seu medo e sua situação não mudasse em nada, o que você faria? Provavelmente, voltaria aqui e diria: Devolva meu medo. E isso estaria além de3 minhas possibilidades.

Solidão é ter outras pessoas, a sociedade e a comunidade a volta e, mesmo assim, se sentir excluído. Para nos sentirmos solitários, precisamos de outras pessoas. Em outras palavras, uma pessoa só se torna um indivíduo em contextos sociais.

Todos os problemas têm base nos relacionamentos interpessoais.

O ser humano tem problemas mais relevantes, maiores do que questões de relacionamentos interpessoais. O que é felicidade? O que é liberdade? Qual é o sentido da vida? Não são estes os temas que os filósofos vem investigando desde a Grécia Antiga? E então você diz “E daí?” e “Os relacionamentos são tudo”? Isso me parece meio prosaico. Difícil acreditar que um filósofo diria essas coisas.

Você começou a se odiar para evitar os relacionamentos.

Não podemos alterar fatos objetivos. Mas interpretações subjetivas podem ser mudadas à vontade. E a verdade é que habitamos em um mundo subjetivo. Conversamos sobre isso logo no início, lembra?

Sentimento de inferioridade, é um termo ligado ao julgamento de valor da própria pessoa.

As pessoas entram nesse mundo como seres impotentes e têm o desejo universal de escapar desse estado de impotência. Adler chamou isso de busca da superioridade.

O problema é que certas pessoas perdem a coragem de dar um passo à frente e não conseguem aceitar que a situação pode ser mudada se fizerem  esforços realistas.

Esse é um uso equivocado do termo. Basicamente, “complexo” refere-se a um estado mental anormal formado por um grupo de emoções e ideias, e isso não tem nada a ver com o sentimento de inferioridade. Por exemplo, existe o complexo de Édipo, expressão, criada por Freud e usada para descrever a atração anormal do menino pela mãe ou da menina pelo pai.

Como diz Adler, o sentimento de inferioridade pode estimular o esforço e o crescimento. Por exemplo se alguém tivesse um sentimento de inferioridade em relação a sua instrução e pensasse: tenho uma deficiência nos estudos, por isso vou ter que me esforçar mais que os outros, esta seria uma direção desejável. O complexo de inferioridade, por outro lado, surge quando o indivíduo usa o sentimento de inferioridade como uma espécie de desculpa. Minha instrução é deficiente por isso não vou alcançar o sucesso ou não tenho boa aparência por isso não consigo casar.

Você não está equipado com a coragem de mudar o seu estilo de vida. É mais fácil deixar as coisas como estão, ainda que você tenha algumas queixas ou limitações.

Aplicando-se nos estudos, participando de treinamentos constantes ou sendo cuidadoso no trabalho. Entretanto, pessoas que não estão equipadas com essa coragem acabam caindo no complexo de inferioridade.

Essas pessoas tentam usar suas experiências ruins para se fazerem de especiais e seu infortúnio para se colocarem acima das outras.

Na nossa cultura a fraqueza pode ser bem forte e poderosa.

O bebê domina e não pode ser dominado. O bebê domina os adultos com sua fraqueza.

No mesmo campo de jogo, algumas pessoas vão adiante e outras seguem atrás, como se aproveitassem o caminho trilhado.

O sentimento de inferioridade saudável não nasce da comparação com os outros mas com nosso próprio eu ideal.

Os seres humanos são todos iguais mas não idênticos. Não importa se alguém está tentando andar na frente ou atrás dos outros. É como se todos estivéssemos nos movendo por um espaço plano sem eixo vertical. Não andamos para competir com alguém. O valor está em tentar evoluir em relação ao que somos agora.

Mesmo que você não seja um perdedor, mesmo que esteja sempre vencendo, se você se colocou em competição, jamais terá um momento de paz.

Depois que a pessoa se liberta do esquema de competição, a necessidade de triunfar sobre alguém desaparece. Também pode se tornar capaz de contribuir ativamente para a felicidade do outro. O companheiro é aquele que está sempre disposto a ajudar o outro em momento de necessidade.

A raiva pessoal passa rápido, já a indignação moral perdura. A raiva como uma expressão de ressentimento pessoal não passa de uma ferramenta para fazer os outros se submeterem a você.

A meta é a vingança?

Exato. E, quando o relacionamento atinge o estágio da vingança, fica quase impossível para ambas as partes encontrar uma solução. Para evitar que isso aconteça, nunca se deve responder a uma luta pelo poder.

Não responda ação do outro com uma reação. A raiva é uma ferramenta. Um meio de atingir uma meta.

Ferramentas de comunicação mais eficazes do que a raiva. Dispomos da linguagem. Podemos nos comunicar por ela. Acredite no poder da linguagem e na linguagem da lógica.

No momento em que alguém se convence em que está certo em um relacionamento, já entrou numa luta pelo poder.

Muitas pessoas começam uma luta pelo poder e tentam obrigar o outro a se submeter a elas. Por isso acham que “admitir um erro” é “admitir uma derrota”.

Não se busca a superioridade competindo com outras pessoas.

Vamos voltar a infância para pensar na palavra vida. Durante a infância, somos protegidos pelos pais e podemos viver sem precisar trabalhar. Mas chega o momento em que devemos nos tornar autossuficientes.

Adler distinguiu três categorias de relacionamentos interpessoais que surgem desses processos: tarefa do trabalho, tarefa da amizade e tarefa do amor e referiu-se a todas juntas como tarefas da vida.

Os relacionamentos interpessoais estão no núcleo das relações de trabalho.

A psicologia adleriana é uma psicologia para mudar a si mesmo, não para mudar os outros. Em vez de esperar que os outros mudem ou que a situação mude, você mesmo dá o primeiro passo.

Se o amor romântico é um relacionamento ligado por um cordão vermelho, o relacionamento entre pais e filhos é ligado por correntes rígidas. E tudo o que você tem à mão é uma tesourinha. Esta é a dificuldade entre pai e filho.

A autossuficiência como indivíduo e a cooperação entre a sociedade são considerados objetivos fundamentais.

A psicologia adleriana não é uma “ psicologia da posse” mas uma “psicologia do uso”.

Todos os problemas têm base nos relacionamentos interpessoais, isso é um grande insight.

Nós temos a necessidade constante de reconhecimento.

Nós temos a necessidade constante de reconhecimento dos outros. Isso acontece porque a outra pessoa não é um inimigo detestável, não acha? Então, sim, está certo: eu queria obter o reconhecimento dos meus pais.

Se ninguém vai me elogiar, não vou fazer a ação apropriada e se ninguém vai me punir, vou me envolver em ações impróprias.

Quando você deseja muito ser reconhecido, acaba vivendo para satisfazer as expectativas das pessoas que querem que você seja isso ou aquilo, você joga fora quem realmente é e vive a vida alheia.

Estudar é a tarefa da criança. Quando um pai obriga a criança a estudar, está cometendo um ato de intromissão na tarefa de outra pessoa. Dificilmente se evita um conflito assim. Precisamos sempre nos perguntar de quem é a tarefa e separar as nossas tarefas das outras pessoas.

Não interferência é a atitude de não saber e sequer ter interesse em saber o que o filho está fazendo que você o protege. Se o estudo é o problema, você diz ao filho que a tarefa é dele e deixa claro que está disposto a ajudar sempre que ele sentir vontade de estudar. Mas você não deve se intrometer na tarefa do filho. Quando nenhum pedido é feito não se deve interferir nas situações.

Na psicologia adleriana, a orientação psicológica e todos os outros auxílios partem desse pressuposto. Forçar a mudança ignorando as intenções da pessoa só servirá para causar uma reação intensa.

Por maior eu seja o peso que ele carregue por causa da tarefa do filho, o filho continua sendo um indivíduo independente. Ele não se torna o que os país desejam que se torne. Não vai escolher a faculdade, o emprego, o cônjuge ou as ações cotidianas de acordo com o desejo dos pais.

Você se preocupa com outras pessoas olhando para você. Teme ser julgado. Por isso deseja o reconhecimento dos outros. Por que você se preocupa com o olhar dos outros? Você ainda não está fazendo a separação de tarefas.

Esses nós intrincados os grilhões dos relacionamentos interpessoais não devem ser defeitos por métodos convencionais, mas cortados por uma abordagem completamente nova. Sempre que explico separação de tarefas me lembro do nó górdio.

Crianças que não foram ensinadas a enfrentar os desafios tentarão evitar todos os desafios.

Devemos escolher o reconhecimento alheio ou o caminho da liberdade sem reconhecimento?

A coragem de ser feliz também inclui a coragem de ser detestado e de agir sem se preocupar em satisfazer as expectativas dos outros. Quando você adquire essa coragem, seus relacionamentos ganham uma nova leveza.

A posição teleológica adleriana inverte completamente a interpretação de causa e efeito. Ou seja, eu trouxe à tona a lembrança de ter sido espancado porque não quero que o relacionamento com meu pai melhore.

Muitas pessoas acreditam que o outro é quem dá as cartas do relacionamento, por isso pensam: como tal pessoa se sente em relação a mim?? Com isso, acabam vivendo para satisfazer os desejos alheios. Mas, quando compreendem a separação das tarefas, percebem que elas é que dão. Esta é uma forma nova de pensar.

De qualquer forma mudar sua conduta para manipular outra pessoa é claramente uma forma errada de pensar.

O nosso relacionamento com um grupo, mas a verdade é que seu primeiro relacionamento é com você mesmo. Quando se está preso ao desejo de reconhecimento, as cartas do relacionamento estão sempre nas mãos dos outros.

Separar as tarefas e aliviar a carga de seus relacionamentos é o mesmo que cortar  os laços com outras pessoas.

Eu sou eu e você é você.

Em primeiro lugar, etimologicamente falando, a palavra “individual” tem sentido de “indivisível”.

Adler era contrário a qualquer tipo de sistema de valor dualista que tratasse a mente separada do corpo, a razão separada da emoção ou a mente separada da inconsciente.

Na psicologia adleriana, os sintomas físicos não são considerados de forma separada da mente (psique). Mente e corpo são vistos como uma coisa só, indivisível.

A visão do ser humano como um “eu como um todo” um ser indivisível que não pode ser decomposto, é chamada de “holismo”.

A separação de tarefas é, na verdade, o ponto de partida para as relações.

Todos os problemas tem base nos relacionamentos interpessoais. Eles  são a fonte da infelicidade. E podemos dizer o inverso: os relacionamentos são a fonte da felicidade.

Considere a realidade do desejo de reconhecimento. Quanta atenção dos outros prestam em você? Como julgam você? Ou seja, em que medida satisfazem seu desejo? Apesar de parecer que as pessoas obcecadas com o desejo de reconhecimento estão olhando para as outras, na na verdade, estão olhando para si mesmas. Elas não se preocupam com os outros, só com o ”eu”. Resumindo, são autocentradas.

O fato de pessoas não gostarem de você prova que você está vivendo em  liberdade, viver preocupado com a visão que os outros têm de você é um estilo de vida autocentrado, que tem como única preocupação o “eu”.

Sentir que temos nosso local de refúgio dentro da comunidade, sentir que é bom estar aqui e ter a sensação de pertencimento: estes são desejos humanos básicos. Estudos, trabalho ou amizades, amor ou casamento: tudo isso está ligado a nossa busca de lugares e relacionamentos nos quais podemos sentir que é bom estar aqui. Concorda?

E o protagonista da nossa vida é o “eu”. Não há nada de errado com a linha de pensamento até este ponto.

Eles dão um salto de protagonista da vida para protagonista do mundo. Por isso sempre que entram em contato com outra pessoa tudo o que conseguem pensar é: o que está pessoa me dará?

Pessoas que acreditam ser o centro do mundo sempre acabam perdendo os companheiros rapidamente.

Na psicologia adleriana, porém, só se alcança a sensação de pertencimento assumindo um compromisso ativo com a comunidade de forma espontânea, e não simplesmente estando aqui.

É natural que, quando buscamos a sensação de pertencimento, sejamos atraídos pela comunidade menor.

Se você tem medo de que seus relacionamentos desmoronem, é porque está vivendo sem liberdade, está vivendo para outras pessoas.

Não se deve elogiar e não se deve repreender. Este é o ponto de vista da psicologia adleriana. Quando uma pessoa elogia outra, o objetivo é manipular alguém menos hábil do que você. O elogio não é feito por gratidão ou respeito.

A psicologia adlerina critica a educação por recompensa e punição porque a intenção desse tipo de educação é manipular as crianças.

Você deseja ser elogiado exatamente por estar vivendo em relacionamentos verticais. A psicologia adleriana rejeita todas as formas de relacionamentos verticais e propõe que os relacionamentos sejam horizontais.

Igual, ou seja, horizontal.

Provavelmente, eles têm medo de que as mulheres se conscientizem da situação, comecem a ganhar mais do que os homens, com isso, venham a se impor. Eles veem os relacionamentos interpessoais coo verticais e temem ser vistos pelas mulheres como inferiores. Ou seja, têm um forte sentimento de inferioridade oculto.

Um exemplo típico é o dos país que obrigam o filho a estudar. Eles podem agir com a melhor das intenções, mas no fundo estão se intrometendo e tentando manipular o filho para que vá na direção que desejam.

O auxílio por outro lado, pressupõe a separação de tarefas e relacionamentos horizontais.

Este tipo de auxilio baseado em relacionamentos horizontais denomina-se, na psicologia adleriana, “encorajamento”.

Quando alguém, não está realizando suas tarefas, não é por falta de habilidade. A psicologia adleriana ensina que o problema não é este, mas simplesmente “falta de coragem” de enfrentar as tarefas, neste caso a primeira coisa a fazer é recuperar a coragem.

Quanto mais você é elogiado, mais acredita que não tem habilidade. Faça um esforço para se lembrar disso.

Mesmo que você sinta prazer em ser elogiado, isso é o mesmo que ser dependente de relacionamentos verticais e reconhecer que você não tem habilidade. Porque um elogio é um julgamento feito por uma pessoa hábil sobre uma pessoa inábil.

Quando receber elogios se torna nosso objetivo, estamos escolhendo uma forma de vida alinhada com o sistema de valores de outra pessoa. Refletindo sobre sua vida até agora, você ainda não se cansou de tentar corresponder às expectativas dos seus pais?

Julgamento é uma palavra que nasce de relacionamentos verticais. Se você desenvolve relacionamentos horizontais, surgem palavras de gratidão, de respeito e alegria mais diretas.

Ser elogiado essencialmente significa ser julgado como bom por outra pessoa.

É uma pessoa de ter preocupação com os outros, desenvolver relacionamentos horizontais e adotar a abordagem do encorajamento. Tudo isso está ligado à profunda consciência da vida que diz que sou útil a alguém e por sua vez á sua coragem de viver.

E só é possível ter uma consciência real do próprio valor quando você sente que é útil a alguém.

A idade não importa no amor e na amizade.

Autoafirmação é dar sugestões a si mesmo, do tipo sou capaz de fazer isso ou sou forte, mesmo quando algo está além da sua capacidade. Essa ideia pode provocar um complexo de superioridade e até ser considerada um estilo de vida no qual você mente para si.

Só é possível desenvolver um relacionamento profundo porque criamos uma base de confiança incondicional.

A confiança incondicional é um meio de melhorar seu relacionamento com outra pessoa e desenvolver um relacionamento com outra pessoa e desenvolver um relacionamento horizontal. Se você não deseja melhorar o relacionamento, é melhor rompê-lo, porque isso é tarefa sua.

Você só está preocupado com as situações em que foi passado para trás. Só se concentra na dor das feridas. Mas se você está preocupado com as situações em que foi passado para trás, só se concentra na dor das feridas... mas, se você está com medo de ter confiança nos outros, a longo prazo não será capaz de desenvolver nenhum relacionamento profundo.

De onde vem a coragem para superar o medo de ser passado para trás?

Vem da autoaceitação. Se alguém consegue se aceitar é e avaliar o que pode ou não pode fazer, compreende que “ passar para trás” é tarefa da outra pessoa. Com isso fica mais fácil chegar ao núcleo da “confiança nos outros”.

Quando você está triste, deve deixar a tristeza agir. Quando você tenta escapar da dor e da tristeza, fica paralisado e não consegue desenvolver relacionamentos profundos. Pense da seguinte maneira: podemos acreditar e podemos duvidar, mas nosso objetivo é enxergar os outros como companheiros. Acreditar ou duvidar: a opção deve ser clara.

Na verdade ter confiança nos outros está ligado a vê-los como companheiros. É por serem seus companheiros que você pode confiar neles. Quando você considera as outras pessoas suas companheiras, encontra refúgio na sua comunidade a que pertence e pode adquirir a sensação de pertencimento de que “ é bom estar aqui”.

Contribuição para os outros não necessariamente implica sacrifício. Adler chega a dizer que aqueles que sacrificam a vida pelo outro se conformam demais com a sociedade. E não esqueça que só temos consciência real de nosso valor quando sentimos que nossa existência e nosso comportamento são benéficos à comunidade, ou seja, quando sentimos que somos úteis a alguém.

O trabalho não é um meio de ganhar dinheiro. É pelo trabalho que você dá contribuições aos outros, se empenha por sua comunidade, sente que é útil e até aceita seu valor existencial.

O dinheiro é a liberdade cunhada.

Por outro lado, se faz tudo de bom humor, cantarolando, talvez as crianças apareçam para dar uma mãozinha. No mínimo, ela estará criando uma atmosfera mais propícia a receber ajuda.

Aquela pessoa que ataca você é que tem o problema e não é verdade que todo mundo seja mau.

Uma pessoa sem harmonia de vida verá apenas a pessoa que a detesta e julgará o mundo com base nela.

Trabalho não significa ter um emprego em uma empresa. Trabalho doméstico, criação dos filhos, contribuição para a sociedade local, hobbies e muitas outras coisas são trabalho. As empresas são uma pequena parte desse universo. Um estilo de vida que só reconhece o trabalho nas empresas carece de harmonia de vida.

Para um ser humano, a maior infelicidade é não ser capaz de gostar de si mesmo.

Resumindo, felicidade é sensação de contribuição. Esta é a definição de felicidade.

Todos os seres humanos podem ser felizes. Mas entenda: isso não significa que todos os seres humanos são felizes. No nível das ações ou no nível do ser, a pessoa precisa se sentir útil a alguém. Ou seja precisa ter a sensação de contribuição.

As pessoas só conseguem ter consciência real do seu valor quando são capazes de se sentir úteis a alguém. Entretanto, não importasse a contribuição é visível. Basta que o indivíduo tenha a sensação subjetiva de ser útil, ou seja, a sensação de contribuição. E ai o filósofo chega a seguinte conclusão: felicidade é a sensação de contribuição. Com certeza, parecia haver alguma verdade nisso. Mas será que a felicidade se resume a isso? Não se for a felicidade que eu estou buscando!

A vida é uma série de momentos, que você vive como se estivesse dançando agora, em torno de cada instante passageiro. E, quando você observa o que está ao redor, se dá conta; Acho que tive sucesso até aqui. Entre os que dançaram a dança do exame da Ordem dos Advogados, alguns se tornam advogados, alguns se tornam advogados. Existem outros que dançaram a dança da literatura e se tornaram escritores. Claro que, as vezes, as pessoas vão parar em ligares totalmente diferentes, mas nenhuma dessas vidas chegou ao fim transito. Basta se sentir realizado no aqui e agora enquanto esta dançando.

Também podemos imaginar energia como um movimento em que o próprio processo e tratado como o resultado. A dança e dessa forma, assim como uma viagem.

Entretanto a vida e uma serie de pontos, uma serie de momentos. Se você entender isso, não vai mais precisar de uma história.

A vida e sempre simples, não exige excesso de seriedade. Se alguém vive cada momento intensamente, não precisa ser serio demais. Quando você adota um ponto de vista energético, a vida e sempre completa.

A maior de todas as mentiras da vida e não viver o aqui e agora. E olhar para o passado e o futuro, lançar uma luz fraca sobre toda a sua vida e acreditar não conseguiu enxergar alguma coisa. Ate aqui, você se afastou do aqui e agora e lançou uma luz ou inventou passados e futuros. Você contou uma grande mentira para sua vida, para esses momentos insubstituíveis.

Todos queriam viver intensamente, mas muitos haviam sido aconselhados pelos mais velhos, com experiência de vida e saturados, a serem mais realistas, e estavam prestes a desistir de seus sonhos. Eram pessoas que, exatamente por serem puras, haviam tido experiências difíceis com relacionamentos interpessoais.

Se você não sabe desenvolver bons relacionamentos, pode acabar tentando satisfazer as expectativas alheias. E, mesmo tendo algo  a dizer, a pessoa e incapaz de se comunicar por medo de ferir o outro, por isso acaba abandonando o que realmente quer fazer.

 

 

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Iraci Aparecida Franceschini
Iraci Aparecida Franceschini Seguir

Sou Partner da SBC Sociedade Brasileira de Coaching e Master coach, fundadora do Instituto D´ORO Treinamento e Desenvolvimento Ltda, apaixonada por contribuir com o desenvolvimento humano de pessoas, times e empresas utilizando soluções on-line .

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