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A MEMÓRIA DE MINHA MÃE

A MEMÓRIA DE MINHA MÃE

"Mamãe, de onde eu vinha quando me encontraste?" Perguntou o menino à sua mãe.

A mãe, entre rindo e chorando, estreitou o menino ao peito e respondeu:"Tu estavas escondido em meu coração, como desejo dele, meu amor. Estavas com as bonecas com eu brincava na minha infância. E, a cada manhã, quando eu fazia com barro a imagem do meu Deus, era a ti que eu fazia e desfazia. Estavas no altar, com o deus de nosso lar; ao adorá-lo, era a ti que eu adorava. Vivias em todas as minhas esperanças e em todos os meus amores. Viveste em minha vida e na vida de minha mãe. Vieste pouco a pouco, um século depois do outro, no seio do Espírito imortal que dirige nosso lar."

Quando eu era jovem e meu coração desabrochava, tu flutuavas ao meu redor como perfume. Tua suavidade terna floresceu primeiro no meu corpo de jovem, como a cor da alvorada, antes do sol despontar. Primeiro amor do céu, irmão gêmeo da luz matutina, tu desceste ao mundo no rio da vida e, finalmente, vieste pousar em meu coração..." Que enlevo me arrebata quando te contemplo, meu filho!  Eras tudo e te tornaste meu.  Que medo tenho de te perder.... É por isso que te estreito em meu peito. Ah! Que milagre envolveu o tesouro do mundos nestes meus tão frágeis braços? RABINDRANATH  TAGORE- POESIA MÍSTICA- pag.226

Obrigada mãe, pelo seu "amor de graça", que me fez transbordar. Seu amor me trouxe de volta ao coração, lugar onde só você pode me acalmar, sua força me protege. Ainda sinto seu abraço quente. No coração  sou forte, lugar onde aprendi que forte é quem se reparte sem se quebrar para multiplicar. Hoje digo com o coração doído de saudade: Gratidão

Que pena mãe, dizem que Deus é incriado, então, não teve mãe, porque se tivesse teria feito as mães eternas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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