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A tecnologia muda o humano?

A tecnologia muda o humano?

As pessoas que me dão o prazer de ler meus textos já sabem que eu falo a respeito de minhas experiências e com a intenção de refletir em formas de melhorar como ser humano. Então, hoje quero falar sobre uma situação que tem se repetido comigo e tenho certeza que com muitos de vocês leitores também.

Eu tenho um perfil no Facebook, como tantos outros milhões de pessoas. Não tenho uma lista de amigos muito extensa, gosto de usar alguns critérios, que vou adaptando conforme a necessidade, para selecionar e aceitar convites. Não faço muitas solicitações também.

Pois, de uns tempos para cá, e devido a vários fatores diversos, comecei a receber muitas solicitações de amizade. E dos mais variados tipos. Sei que muitos amigos meus estão vivendo essa mesma experiência. É um reflexo pandêmico, naturalmente.

Tenho recebido desde cantadas, passando por todo o tipo de produtos à venda, até solicitação de ex-governador do Estado onde moro, entre outros políticos, principalmente, pré-candidatos. Mas, digo isso sem pretensão alguma, pois é perceptível o interesse e as segundas intenções.

Eu, confesso, sou uma pessoa extremamente seletiva (e, às vezes, isso não é tão ideal quanto possa parecer), e não gosto de ser abordada de forma direta. Eu explico, quando eu estou buscando algo de meu interesse, prefiro que sejam diretos e objetivos comigo. Sim, eu sou do tipo que quando precisa de algo, faz questão de procurar pessoalmente. Mas, quando não estou buscando nada, acho que é muito mais gentil ser abordada de forma indireta e, de preferência, bem educada.

O que se passa, no entanto, é que são pessoas que querem algo de você sem lhe oferecer um mínimo de empatia ou interesse. Tudo bem, nós sabemos que as interações humanas se dão em função do atendimento de necessidades, é certo. Mas, se ainda somos humanos, não precisamos dar tanta bandeira, não é?

Por isso, eu pergunto se a tecnologia é capaz de mudar o ser humano. Pois que as facilidades em atingir um maior público, seja com qual intenção for, traz a possibilidade de um maior número de contatos (e com humanos). Porém, o que percebo não é interesse em saber com quem se fala, mesmo sabendo que algumas pessoas simplesmente viram do avesso os perfis alheios, mas enfim isso faz parte do jogo.

Para mim, o que se passa é a falta de empatia, a falta de interesse pelo humano. E isso bate de frente, principalmente, com a minha forma de ver a vida e os meus objetivos pessoais. Eu quero empatia!! O que vier depois será lucro para todos.

Infelizmente, eu mesma respondo a pergunta que fiz. Não!!! A tecnologia não muda o humano, até porque esse não é seu papel. Temos em mãos tantos recursos incríveis que nos tornam mais poderosos materialmente falando, mas que não têm a capacidade de nos fazer mais humanos, mas empáticos, mais solidários.

Aliás, esse é mais um dos N traços que a Pandemia está expondo sobre quem somos realmente. O momento que estamos passando vem escancarando muitas das nossas infinitas limitações, e até aí nada de novo, uma vez que não somos perfeitos. E eu acredito que a intenção desse estado de coisas não é julgar o bom caráter de ninguém, mais sim apontar os erros que nos fizeram chegar até aqui. Porém, o que está faltando, na minha opinião são os famosos "olhos de ver e ouvidos de ouvir". É preciso que a gente desperte, antes que seja tarde demais.

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Simone Belkis
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Simone Belkis se formou em Letras na UFPR. É uma estudiosa do esoterismo e cantante. Seu amor maior são os livros. Escrever é sua forma de criar o famoso mundo melhor, e sua praia é contar suas próprias descobertas para inspirar pessoas.

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