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A VACINA DA DISCÓRDIA

A VACINA DA DISCÓRDIA

Eu sempre reluto um pouco em tratar de temas públicos e/ou políticos, não por temer represálias, mas porque quando se trata disso, todos temos os "mesmos" direitos a opinar e isso nem sempre dá certo. Mas, não posso deixar de refletir sobre a nova polêmica (meus dedos coçam). 

Primeiro, devo fazer um mea culpa bem sincero, honesto, retumbante e redundante. Eu não sou exatamente uma tomadora de vacinas, confesso. A última vacina que tomei foi lá nos meus tempos infanto-juvenis. Mas, de forma alguma, saio por aí negando o tema ou desestimulando outros a tomá-la. E não tenho filhos, mas se os tivesse, teriam suas carteirinhas de vacinação rigorosamente em dia. Nunca pensei muito sobre o assunto, só isso.

Pois, diante disso, vocês hão de concordar que não sou a mais indicada para falar sobre vacina, não sou mesmo e também não é disso que quero falar. Mas, da discórdia que mais esse tema vem criando entre "Xises e Ípsilons".

Eu fiquei meio sim e meio não surpresa em ouvir pessoas dizendo que não tomariam a vacina, porque não seriam cobaias. Até onde entendo, as cobaias (que recebem o cordial nome de voluntários) já sobreviveram e por isso estão liberando o material. Achei divertida a ideia de virar jacaré ou o papo de que ela alteraria o DNA. Fakenews, gente!

Por outro lado, como nunca acompanhei esse tema, também não teria fundamentados argumentos para refutar ou defender a vacina. Tomei algumas vacinas na infância, muitos remédios (inclusive controlados), comi coisas com agrotóxicos e coisas que nem sabia o que tinha dentro e sigo viva, talvez não tão bem como estaria se tivesse deixado de comer tanta besteira e, talvez, morta se não tivesse tomados as vacinas. Mas, com certeza não fiquei louca por deixar os remédios controlados.

Enfim, o que me choca mesmo nisso tudo é que as pessoas se veem no direito quase irrefutável de escolher entre a vacina e o vírus, como se isso fosse uma escolha pessoal, intransferível e obrigatória, como no caso do voto, onde pessoas escolhem candidatos por propagandas de 30 segundos no intervalo das novelas e depois nem sequer lembram seus nomes. Eu não sei vocês, mas não entendo isso como escolha ou acho que prefiro virar jacaré.

Eu vi, literalmente, meu pai morrer em consequência desse vírus, eu mesma estou lidando com os sintomas, que tive a sorte de serem leves e administráveis (embora estejam me enchendo de remédios, o que sinceramente não curto) e minha mãe segue usando um aparelho respirador.

Eu até posso compreender a "histeria" em massa que vem assolando o mundo com esse "diabo pandêmico" rodando nossas portas, que aliás, em muitos casos seguem abertas e sem máscaras ou álcool em gel. Duros e tristes tempos de falta de empatia, compaixão e, porque não, autorrespeito.

Eu sei, só estou dando a minha opinião e fazendo minhas reflexões. Não passo de mais uma palpiteira de plantão, que não entende nada de tecnologia, mas usa isso todo o dia, adoidado, sem questionar ou ler manuais, e que tem uma pressa ansiosa que venha rápido o novo modelito tecnológico da moda, mas quando se trata de vida e morte, acha-se no direito de querer impor sua vontade, negando-se a tomar algo que só terá eficácia se a maior parte se comprometer em cumprir com seu dever cidadão que, a despeito de alguns, não se limita a votar.  

Eu também sei, estamos em um momento de transformações planetárias inevitáveis, inegáveis e sem volta, e que isso está dando nó na cabeça de muita gente. As pessoas querem seu velho normal, pobre, podre e seguro, porque é conhecido.

Mas, ao meu ver, o mais importante é compreender que por trás de tantas polêmicas, brigas, rixas, politicalhas e outros babados, existe um medo mórbido de enfrentar a dura verdade de que já não existe mais espaço para a negação do real e da responsabilidade, de todos e cada um de nós, pela existência da humanidade, porque a Natureza sempre se safa, porque é um ser uniconsciente com o Todo, enquanto o todo poderoso humano se arrebenta nos escombros de uma ignorância tratada a pão de ló. 

Onde é que vamos parar com isso?

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Simone Belkis
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Simone Belkis se formou em Letras na UFPR. É uma estudiosa do esoterismo e cantante. Seu amor maior são os livros. Escrever é sua forma de criar o famoso mundo melhor, e sua praia é contar suas próprias descobertas para inspirar pessoas.

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