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Abortos espontâneos – São filhos?

Abortos espontâneos – São filhos?

Todos os filhos eles fazem  parte de nossas vidas, de nossas famílias.

Um filho que tem 50 anos, como esta que vos fala, não é menos filhos do que um filho que tenha 60 anos, e não é mais filhos do que um irmão que tenha 30 anos.

O que a vida? A vida dentro do sistêmico é: houve fecundação, já é uma vida. Houve fecundação, houve encontro entre um sêmen e um óvulo, já  é um ser.

Eles ficam na nossa família, eles ocupam um lugar que nós deveríamos dar  a eles, que é um lugar de filhos, a ordem com que ele  haveria  de nascer, a ordem das gestações. Muitos sistemas pensam que filhos são aqueles que estão num corpo físico, mas filhos são aqueles que também deixaram um corpo físico, não importa se com um dia, dois dias, ou se foi com três meses, ou 20 anos, ou 18 anos. Todos continuam filhos.

Tenho uma amiga, uma aluna muito querida, que teve quatro filhos, três desses na terra e um no céu, que foi morto.

Não existe diferença entre os filhos que aqui estão e que aqui não estão. Todos os filhos ocupam lugar na construção afetiva dessa família, na construção energética, na construção do todo esse sistema.

Jung dizia: a gente conhece muito um povo, pela maneira com que  tratam os mortos.

O que dizer de um povo que considera a morte um fim?  Que morreu acabou tudo... ?

Rubem Alves fala dessa condição de quando eu penso  que não existe fim, que existe uma  eternidade, uma infinitude, que as  coisas vão se transformando que não existe fim, que nada se acaba, que tudo se transforma, e quando nós temos essa postura, quando temos esse pensamento, essa premissa, essa crença , internamente  nos tornamos pessoas mais reverentes pela vida.

Como nos sentimos quando olhamos para a nossa vida  e pensamos:  existe uma impermanência porque tudo se transforma ao mesmo tempo, mas existe uma eternidade?

Nada se acaba. Nada! Nem sorriso, nem uma lágrima, nada.  Nenhum abraço. Nenhuma declaração de amor e nenhuma guerra. Nada. Segundo a física nada se acaba. Nada.  Tudo se transforma.  Olha que coisa mais linda!

O que faz uma intervenção de constelação? Apenas completa, inclui, ressignifica.

Tudo pode se transformar. Tudo pode se harmonizar.

Quantos  irmãos você sente que tem?  Isso é tão simples, você pode fazer isso agora. Ao ler esse texto. A partir  do seu estado de presença,  estado meditativo .

Eu por exemplo numa meditação que eu fiz, a muitos anos, muitos anos!  Não sei se  2005, há muitos anos, conduzida por Bert Hellinger, eu percebi claramente que eu tinha mais um irmão, até hoje não me foi importante saber se era irmã ou irmão, eu tenho  a impressão que era um irmão, meu coração fica pleno quando penso assim.

Não anunciei, não preciso falar com meus irmãos. A verdade basta a cada um.

Naquele dia que eu senti, senti como um grande verdade.

Interessante.   Aprendemos nas constelações que muitas vezes os pais nem sabem que eles  perderam um bebê. As vezes foram dois dias de vida apenas. A menstruação apenas atrasou,  já  era um ser, que estava ali!  

Portanto, não sejamos  cartesianos com o saber sistêmico. Sejamos sistêmicos  com o saber sistêmico.

O efeito e ter irmãos não incluídos ou filhos não incluídos é sempre inquietude. Quando existe exclusão, existe inquietude.

Ao receber um cliente, ao estar diante de uma pessoa inquieta é porque está faltando alguém.

Respira e sente.  Perceba  o que efetivamente está faltando.

Como é que nós sentimos quando está faltando algo?  Algo essencial, algo importantíssimo?

Nós nos sentimos inquietos, não tem como  ficar tranquilo, sereno.

Se você sabe que você vai viajar daqui três dias,  e  não sabe onde está seu passaporte, certamente não dormiria tranquilo. Muita gente levantaria no meio da noite despertaria e ficaria acordado até encontrar tal documento. Perderia o sono.

Portanto, hiperatividade,  inquietação,  agitação, insônia tem a ver com a exclusão a ansiedade tem a ver com a exclusão. Exclusão do que? exclusão daquilo que é importante, daquilo que essencial.

Se apenas um par de chinelos desaparecesse não nos importaríamos tanto. Contudo,  com algo que valoroso, algo de valor inestimável, algo que assegura que a vida siga para adiante, enfim, ficaríamos imediatamente inquietos ou agitados. Muito agitados.

 

 

 

OLINDA GUEDES é mãe da Nina e Camila Maria, apaixonada pela vida, escreve com o coração o que cabe em palavras.  É mãe de mais outros cinco príncipes na terra, e quatro anjos no céu.

Conduz, no Instituto Anauê-Teiño, a Escola de Saberes Úteis. Uma iniciativa cujo objetivo é trocar saberes das diversas ciências com o propósito de uma vida mais feliz, próspera e saudável.

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Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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Oilá, gente linda! É uma boa história a minha vida... ainda temos muito a viver. A parte mais linda é ser "Mamain" das duas princesas Nina Maria, Camila Maria e dos cinco príncipes cavalheiros...

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