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AMOR OU DOR: OPÇÕES DE CRESCIMENTO?

AMOR OU DOR: OPÇÕES DE CRESCIMENTO?
Simone Belkis
mai. 7 - 5 min de leitura
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Eu agora estou começando a compreender que crescer tem fases.

Mas, espere, preste bem atenção!!!! Eu disse compreender e não entender. Porque entender é até fácil quando somos pessoas um pouco conscientes. Agora, é da natureza humana saudável ser um buscador, que exige mais que entender, que pede questionamento, pede reflexão.

Entender, desse ponto de vista, é pouco.

Eu posso entender o significado de algo, mas posso não saber o que fazer com ele, por exemplo.

Como saber o que fazer com um martelo, mas não ser hábil em usá-lo. E acredite, eu sei o que é um martelo, mas para usá-lo eu ainda preciso treinar um pouco mais (meus dedos que o digam, hehe).

O que quis dizer mesmo é que eu tenho um objetivo muito claro, que é ser uma pessoa completa, ou ao menos, chegar o mais perto possível disso. Mas, ter um objetivo é uma coisa, realizá-lo leva tempo. Lembra de quando você tinha 13 anos e queria sair com o carro de seu pai, mas sabia que só poderia começar a dirigir com 18? Esse é um objetivo que leva tempo. Tecnicamente, você entendia que era a lei, mas compreender exigia mais da sua boa vontade, e talvez, tenha saído escondido com o carro, não? Confesse!!!

Acho que já entendemos. Mas, e compreender? Isso é um pouco mais desafiador, porque envolve conhecer o processo, perceber-lhe as etapas, não queimar a largada. Muito bem, ter um objetivo claro já é um ótimo começo, até porque sem isso não se tem nada. Mas, é preciso viver cada etapa  e entender que algumas se sobrepõem às outras.

- Mas, afinal do que você está falando, criatura? você pode perguntar. E eu respondo: -  Eu compreendi que para alcançar  meus futuros objetivos, primeiro eu tive que fazer uma faxina nas energias ruins, ou seja, limpar memórias dolorosas, entender suas funções no meu processo e jogar isso tudo no lixo, o que já me tomou um certo tempo. Mas, apesar de eu entender o que tinha ocorrido, trabalhado as minhas projeções, eu ainda me sentia (sinto) presa a dor. Vale lembrar que o que nos faz remoer memórias é o sofrimento, é contar a nós mesmos o quanto fomos injustiçados e vitimizados.

E muitos de nós não sairemos desse ponto e aí "c'est fini", é o fim do processo e, portanto, do crescimento.

Eu entendi e compreendi que precisava mais, teria que ir mais fundo, e olhar o que tinha causado o fato de ter guardado X e não Y memórias. Compreender para poder aceitar que fiz as "melhores" escolhas para aquele momento (e no meu caso, eu tinha só alguns minutos de vida naquele momento), escolhas essas que me mantiveram viva e me foram úteis até a página 2 (acho que já devo estar lá pela página 500, mas enfim...).

Isso é um processo, tem fases, e se focamos somente no objetivo ou nas etapas lógicas e visíveis, ficamos patinando pela eternidade. Foi isso que eu compreendi.

Então, eu compreendi que algumas escolhas minhas são o que agora estão me segurando, boicotando, escravizando e mais um monte de "andos". Nessa hora, meus amigos, somos só nós, eu e eu, você e você. Já não dá mais para projetar, culpar os pais, os irmãos, o cachorro.

É hora de olhar para nossas escolhas e abrir mão do que realmente não dá resultado, como crenças limitantes e falsas necessidades. E isso não é fácil, quem sabe seja o mais difícil, porque pode exigir o autoperdão, que parece ser o mais difícil de todos.

É um processo.

E vai exigir seguir suas etapas uma a uma, sem trapaças, sem jogos, sem vitimismo. Pelo menos, é o que estou percebendo. Embora, eu tenha questionado muito certas funções que caberiam só a mim, como amar a mim mesma primeiro, sendo que não aprendi isso quando deveria (lá na infância) e porque ainda não sei como é que se faz isso, não tem jeito!!

Não importa os questionamentos, por mais justos que pareçam, as coisas aconteceram e acontecem sim do jeito que, mas a verdade é que esse jeito possível nunca é o ideal se faz com que sejamos menos do que podemos ser.

Crescer como crescemos, com dor e sofrimento, parece fazer parte do processo evolucionário, já que a grande maioria vai por esse mesmo caminho. E já que temos duas opções: amor ou dor, podemos começar a optar pelo amor, largando o sofrimento pelo caminho.

Não parece ser algo fácil, mas o Paraíso depende disso.

 


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