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AMOR QUE CURA

AMOR QUE CURA
Wilma Sakai
jul. 24 - 4 min de leitura
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Mesmo sem nenhum conhecimento sistêmico, eu sempre senti que estava à serviço do meu Sistema, como aprendi aqui na Escola Real que devemos chamar o conjunto de todas as gerações que compõe nossa família.

De acordo com o que sei até o momento, sou a primogênita dos filhos dos meus genitores; tive um irmão dois anos mais novo que eu que não sobreviveu e tenho mais um irmão e irmã que são 4 e 8 anos mais novos, respectivamente.

A vida na nossa casa sempre foi de muito trabalho e desafios no dia-a-dia. As desavenças entre os nossos pais eram para mim momentos muito dolorosos, com meu pai como um provedor e pessoa de comando e minha mãe como vítima e subserviente.

Quando pais estão em conflito os filhos se sentem culpados, agora eu sei. Talvez devido a isso, por muito tempo, achei que fui inadequada por ter tomado as dores de minha mãe e ter, praticamente, obrigado meu pai a tomar a atitude de sair de casa e assumir seu relacionamento extra conjugal. Porém, nunca contei nada sobre isso para a minha mãe.

Hoje sei que, por não saber o que estava fazendo, tomei a frente e inverti a ordem. Passei a dizer aos meus pais o que deveria ser feito.

Isso cortou meu coração e, sem me dar conta, fui me machucando, pensando que estava protegendo a todos.

Mas, a partir do momento que tomei conhecimento dos Saberes Sistêmicos através dos ensinamentos da Mestra Olinda Guedes, aprendi que tudo o que fiz e tudo o que aconteceu tinha que ser como foi, que tudo foi por um grande amor, mesmo sendo um amor cego, mesmo sendo um amor que adoece. Os emaranhamentos do nosso Sistema puderam começar a ser tratados quando reconheci que, devido a fome de pertencimento, a necessidade de aprovação, eu me tornei grande diante de meus pais.

Agora eu sei! E sabendo posso fazer diferente daqui por diante. Em mim, todos ficam em paz.

Hoje sei que o medo que sentia de ficar só, sem o homem que escolhi como o amor da minha vida, na verdade era o amor sem consciência, é o amor doentio, pois amor de verdade, o amor que cura, sabe que nunca nos separamos realmente.

A distância física não consegue separar quem ama com a alma, como eu e meu marido nos amamos.

Os ensinamentos da Escola Real, nossa querida Mestra Olinda, nos fazem seguros em relação ao fato de que o que Deus uniu nem o homem, nem nada separa. Nunca haverá um fim, porque todos os nossos vivem em nós, nas nossas células.

Um homem e uma mulher quando se unem e tem filhos, projetos em comum, se entrelaçam também nas almas e nas entranhas. Tudo o que aconteceu no Sistema de cada um tem continuidade nessa união.

Agora está claro para mim que meu marido não é meu pai e eu não sou minha mãe. Não é porque aconteceu com os que nos antecederam que necessariamente tem que nos acontecer igual.

O amor que cura é o que constitui o físico, o mental e o emocional do ser humano que obteve, como eu, a graça da transformação e evolução, fazendo da dor adubo para um jardim de flores e pássaros.

Hoje consigo amar o amor que sinto em mim e sou muito grata por tudo como foi e como é.

O amor sempre traz de volta!


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