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A razão que as emoções desconhecem

A razão que as emoções desconhecem
Simone Belkis
out. 23 - 4 min de leitura
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Eu me apaixonei muitas vezes, e isso é sempre algo especial. O amor real e comprometido, confesso, ainda não conheci. Fui sozinha por muito tempo, mesmo quando acompanhada. Isso é normal no mundo e no modo como vivemos hoje. Pessoas buscando fora o que só existe dentro. São lições que devemos aprender.

Eis o que aprendi. Nosso primeiro amor é fatalmente uma mulher, a mais sagrada e mais verdadeira parceria que qualquer ser terá um dia, a mãe. É nesse enlace que tudo começa... ou pelo menos deveria. Assim nos prognosticou a natureza. É bem verdade que nem sempre é desse jeito, mas vá lá, era para ser.

Quando não acontece assim, saímos em desvantagem. Mas, sem julgamentos, isso não tem sido privilégio de poucos. O mundo sofre por falta de "mãe". Elas deram seu melhor e o fariam melhor ainda se pudessem. Tenho que esclarecer aqui, não sou mãe. Sou apenas filha, e venho aprendendo a tomar aquilo que me foi dado, estou buscando concordar como nos ensina a Constelação Sistêmica.

Saindo para o mundo desequipados de amor, precisamos criá-lo por nossa conta e risco. Difícil reconhecer algo que não se conhece, mas não porque não exista, apenas por que não foi suficientemente estimulado. Todos somos feitos de amor, apenas esquecemos. A dor tem perseverado como professora da vida.

Começamos por gostar do mundo e das oportunidades, e nos apaixonamos por homens e mulheres que nos lembram alguma coisa lá de trás. Mas, esse apaixonar-se logo se esvazia, porque paixão é fogo e fogo é efêmero.

Caímos na dor, e nela nos perdemos, julgando, chorando, vitimizando. Não na dor propriamente, mas no sofrimento. A dor é apenas a mensageira, entrega a encomenda e se propõe a sair, mas nos é que insistimos que fique, porque até a dor é melhor do que o vazio.

Crescemos sem amadurecer, tornamo-nos duros e defensivos. Deixando, lá dentro da alma, nossa criança chorar. Já não podemos mais aprender como aprenderia uma criança, precisamos olhar o amor com olhos adultos, com os olhos da razão.

E essa razão as emoções desconhecem. Foi isso que aprendi. Quem perderia a oportunidade de entregar o coração a alguém que lhe fizesse sentir-se especial, que lhe trouxesse sorriso aos lábios, desejo e acalento? Quem? Eu não!!! Pois foi esse o meu erro, esperar de fora algo que só poderia vir de mim. Apenas as crianças são amadas, os adultos amam. A razão da lógica e da observação me fez entender que precisava fazer escolhas, que precisava construir e não apenas ganhar pronto. Não existe isso no mundo adulto, nesse rincão é preciso colocar a mão na massa e crescer, construir e não apenas receber.

No começo me pareceu estranho que o amor pedisse razão, não seria mais apenas ceder aos desejos e carências, mas era preciso pesar na balança valores e vantagens, saber até que ponto valeria ou poderia pagar o preço.

E quando me dei conta que deveria fazê-lo, mais surpresa fiquei ao perceber que não perderia nada que não fosse meu, apenas o que achava que poderia ganhar. Entendi que dizer não ao outro pode ser o maior ato de amor por mim mesma.

Não é preciso sair por aí agora dizendo não porque não. A razão pede clareza, discernimento, maturidade, abnegação, mas em troca pode dar o que mais vale a vida, o amor.


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