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ARTIGO DE FINAL DE CURSO: CERIMÔNIA SISTÊMICA

ARTIGO DE FINAL DE CURSO: CERIMÔNIA SISTÊMICA
Kelim Valentini
jun. 17 - 6 min de leitura
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Em maio de 2022, a minha filha me ligou no sábado para domingo do dia das mães, falando algumas coisas que eu não conseguia encaixar a Jhei que sempre conversávamos com a Jhei que estava no telefone.

Aos poucos, ela e meu genro foram relatando que ela teve um súbito, que ela não conseguia sair de casa, precisava ficar no quarto pois tinham pessoas a perseguindo e ela precisava ficar no escuro.

De junho a outubro, fiquei na casa deles e foi o período que vivi um estado de muita tensão, sofrimento e também muito amor, sabedoria e espiritualidade.

A minha filha teve uma dissociação de personalidade, isso ocorreu por conta de um período de muita tensão, muito estresse que ela teve por conta de estudo, trabalho e aperfeiçoamento do idioma do país onde ela mora.

Dissociação de personalidade é uma alteração da consciência que distancia a pessoa da realidade, geralmente é uma reação a um trauma como forma de ajudar a evitar memórias ruins. O diagnóstico foi de depressão por psicose.

Durante esses cinco meses, passamos por psiquiatras e psicólogos, dando assistência médica e psicológica.

No começo, a Jhei teve crises, teve momentos em que ela queria fugir de madrugada, era um sofrimento e tanto para ela. Ela vivia em uma outra realidade, pensava que estavam atrás dela, que os moradores da cidade onde ela mora estavam contra ela, eles queriam prejudicá-la, ela tinha dúvida se realmente ela tinha presenciado eventos como o velório da minha tia, se realmente o meu pai tinha falecido, ela queria se separar do marido por conta que achava que o casamento era forjado, entre outros eventos.

Ela se isolou de todos os amigos, familiares e conhecidos.

Pedi ajuda a um amigo psicólogo e ele foi me orientando em como podíamos ajudá-la nesse processo.

Toda realidade diferente, que ela nos contava, ao que estávamos vivendo, nós não negávamos, nós ouvíamos atentamente e procurávamos dar segurança a ela, pois ela estava totalmente reativa naquele período.

Como tínhamos muito tempo juntas, fizemos programações, ela estava aberta para isso e fizemos uma agenda, de manhã nós tínhamos atividades e à tarde com o meu genro (depois que ele voltava do serviço).

Pintamos à guache, à lápis, fizemos bolo, bolachas, Qi Gong, Yoga, leituras, caminhadas, etc... fizemos um planner com as atividades da semana.

Depois de algumas semanas, inserimos a bicicleta. Foi aí que não paramos mais. Andamos muito de bike, chegamos fazer em um dia 50 km.

No período em que não estava acompanhando-os, eu recebi um insight e decidi fazer corações para cura da minha filha.

Lembrei de uma das mentorias da Profa. Olinda, lá fui atrás de pano, linha, tesoura e comecei a fazer corações amarelos com bordas laranjas e não parei mais.

Para mim foi um ritual, o fato de modelar, cortar, costurar ... foram sessões e sessões de agradecimentos, de memórias de quando ela era pequena, de atitudes que deveria ter feito e não fiz, entre outros pensamentos.

Vou dizer que não parei só nos corações, fiz móbiles, fiz travesseiro para o Theo (amável cachorrinho)... foi uma cura para mim.

Faltava a minha expressão materna, faltava eu tomar o papel de mãe e achava que não tinha direito.

Esse período foi muito constelatório.

Dias após que ter chegado à casa deles, entrei em contato com a Marcia Regina Valderamos, terapeuta sistêmica, minha colega da Escola Real, e pedi ajuda a ela, eu estava realmente muito vulnerável. Ela me atendeu prontamente e indicou a Marisa de Souza, outra terapeuta da nossa Escola.

A Marisa fez a constelação no mesmo dia, isso porque tínhamos um fuso horário, mas foi como a Marisa disse: "o Aparente do Aparente", tudo fluiu para acontecer aquela constelação.

Agora me emocionei, revivi a constelação.

Depois da sessão, a Marisa me ensinou a fazer um exercício sistêmico aos meus antepassados que foram para a guerra.

Todas as noites eu me deitava de barriga para o chão, com as mãos estendidas e agradecia aos antepassados da família paterna.

Pedi a eles para nos liberassem daquela tensão, que a guerra já tinha acabado, que tudo estava em paz.

Toda semana ia na igreja da região, acendia uma vela, orava muito pela cura e discernimento da família. É como aquele versículo de Mateus:

"Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á.

Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á." Mt. 7:7-8.

 

Antes de pegar o avião e voltar para casa, fiz uma carta para minha filha, meu genro (meu filho do coração), relatando o período que passamos juntos, coloquei corações e um móbile. Pedi que lessem quando estivesse chegado em casa. Foi um ato totalmente sistêmico, todos estavam emocionados.

Quando colocamos o sentir em nossos atos tudo se transforma, há amor, presença, pertencimento e tudo entra em harmonia.

Retornei para casa há um mês e a minha filha já está muito melhor, ela está consciente do que aconteceu, vive na realidade, se dispôs a retomar o contato com a sociedade e hoje está me orientando a colocar em andamento as mídias sociais quanto a minha profissão.

Agradeço a Deus, aos Anjos Marido, Profa. Olinda, Marcinha, Marisa e a todos que me ajudaram nesse período.



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