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As relações são de alma

As relações são de alma

Eu tenho passado por um processo terapêutico bastante difícil, e quem conhece meus textos já sabe um pouquinho do que significa ter TEPT. Mas, hoje não vim falar sobre a parte física que é afetada pelo transtorno, como acontece com os traumas de choque (que ocorrem em casos de risco de morte). Vim mesmo falar do que tenho aprendido sobre a energia que é movida nesse processo. Esse é, certamente, um tema extenso e meu entendimento sobre ele não é técnico, portanto, e como sempre costumo frisar, vou falar apenas sobre o meu ponto de vista.

Dentro do processo terapêutico, e quero acrescentar que não há aqui nada de esotérico ou místico, lidamos com as memórias que ficam registradas no inconsciente e se manifestam em forma de tensão física criada pela química hormonal. Se partimos do princípio que emoções não são coisas visíveis, mas que somos perfeitamente capaz de percebê-las, não fica difícil compreender que estamos tratando da manifestação energética que nos move de diversas maneiras. Ou seja, nosso corpo tem uma memória que manifesta ipsis litteris a experiência vivenciada como em tempo real, quando por alguma razão acessamos tal memória.

Para alguns isso já parece ser bastante extraordinário, e percebo isso pelas caras de dúvida que as pessoas fazem quando tento explicar as razões "estranhas" dos meus bloqueios. Então, dizer que sou capaz de reconhecer uma emoção ou sentimento que não é meu dentro do meu próprio campo pode parecer para alguns loucura, delírio ou mentira mesmo. 

Fiz esse pequeno preâmbulo para introduzir o real assunto de quero tratar. Nossas relações pessoais não existem apenas no plano físico, e volto a frisar que isso não tem nada de esoterismo, espiritualidade e outros ismos e dades. Isso faz parte de nossos corpos energéticos, coisas que não vemos e por isso, alguns acham que é balela de Nova Era, e eu garanto a vocês que não é. Como disse antes, não sou especialista no assunto, mas gosto de instigar a curiosidade das pessoas sobre temas que talvez elas não conheçam. E possam vir a querer conhecer.

Quem conhece a lei da atração, sabe que o semelhante atrai semelhante e que esse papo de opostos se atraírem é coisa apenas de imã. Também já é um tema bastante conhecido as descobertas sobre as frequências vibratórias e seus efeitos sobre nós. Sabendo que tudo é onda, entendemos que a raiva ou o medo que sentimos, por exemplo, são capazes de atrair para nosso campo energias semelhantes. Vamos ver: Você sabe que se passar por um cão, e ele sentir o cheiro do seu medo, pode lhe atacar, certo? E que se em um momento de raiva você ofende alguém, o mais provável é receber de volta uma resposta raivosa. Pronto, a questão energética está explicada de uma forma prática e clara (espero).

Nossos corpos sutis são formados de energia menos densa que o corpo físico, mas movem-se e se misturam com energias alheias, é por isso que, às vezes, ao pensarmos em alguém, esse alguém nos telefona. Eu sei que estou entrando em um terreno (para alguns) perigoso. E que estamos mesmo mais acostumados a delegar esses assuntos aos esotéricos  (os cartomantes que o digam).  

Mas, quando entramos em contato com nossas memórias inconscientes, seja da forma que for, terapêutica, esotérica ou traumática, entramos em contato com memórias registradas em um campo muito maior, que chamamos inconsciente coletivo e dele retiramos as informações. E isso explica uma série de fenômenos que julgamos ser até loucura.

Tudo bem, como já disse antes, o tema é extenso. E o que eu queria mesmo dizer é que sendo nossas relações energéticas e não apenas físicas,  podemos reconhecer como em um espelho as energias e sentimentos de outras pessoas, por isso podemos nos sentir energizados quando essas frequências são positivas, ou tristes e cansados quando não são. 

A implicação desse fato é muito maior do que esse pequeno texto pode abarcar, mas é importante refletir que nos ligamos às pessoas por energias que vão muito além dessa terceira dimensão e que isso tem, sim, um sentido muito maior do que podemos compreender por não saber que nos relacionamos com almas e não corpos.

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Simone Belkis
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Simone Belkis se formou em Letras na UFPR. É uma estudiosa do esoterismo e cantante. Seu amor maior são os livros. Escrever é sua forma de criar o famoso mundo melhor, e sua praia é contar suas próprias descobertas para inspirar pessoas.

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