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AUTOCONHECIMENTO PARA QUÊ?

AUTOCONHECIMENTO PARA QUÊ?

"Na filosofia socrática o “conhece-te a ti mesmo” se tornou uma espécie de referência na busca não só do autoconhecimento, mas do conhecimento do mundo, da verdade. Para o pensador grego, conhecer-se é o ponto de partida para uma vida equilibrada e, por consequência, mais autêntica e feliz". (Referência: Escola Brasil).

Eu acredito que o autoconhecimento é, realmente, a porta de entrada para o equilíbrio, e consequentemente, da felicidade. Desde que se compreenda o que significa a real felicidade. Segundo o que se ouve falar por aí, existem tantos conceitos de felicidade quanto pessoas para conceituá-la, não é mesmo?

O que é ser feliz para mim, pode ser a tortura e o horror para você.

Mas, o que realmente eu considero como o principal do autoconhecer-se está no fato de um indivíduo saber quem é a tal ponto, que seja capaz de olhar a si mesmo, e vendo-se diferente do outro consiga, também, VER o outro.

O verdadeiro motivo de eu estar escrevendo esse artigo hoje não passa por um ato de pura nobreza, mas sim de ( leve!!!😡) indignação . Eu venho em uma ferrenha luta pessoal por equilíbrio (desculpe a contradição entre ferrenho e equilíbrio, hehe), procurando compreender-me e domar (no melhor sentido da palavra) os meus próprios demônios, passando por altos e baixos, tirando as cascas de feridas semi-abertas, para ouvir de "qualquer um" o que devo ou não fazer? Já sei que estou pagando um certo karma com isso. Já me arvorei de "conhecedora" do outro por tempo demais.

Mas, uma das coisas mais significativas que venho aprendendo sobre mim mesma é quanto o respeito é bom e todo mundo gosta. Agora, eu me pergunto:  - Quantos por aí estão disponíveis para "arrancar" a própria pele, para expor sua essência e, se conseguir, transmutá-la?

Porque autoconhecer-se não é uma brincadeira de fim de semana, não é um cursinho online e muito menos sair contando vantagens sobre o quanto eu sei sobre mim mesma ou ficar ditando frases feitas.

Eu confesso que desde que aprendi a diferença entre a Ira Santa (que nos move adiante) e o Ódio Paralisante (que nos estagna e envenena) tenho posto para fora os demônios sem muita cerimônia. Porque autoconhecimento é isso, é se redimir de tudo aquilo que não é perfeito como quem é perdoado por seus "pecados". 

E não, eu não acredito em pecado. Sou adepta do real significado da palavra, que nada mais que é "errar o alvo", coisa que, aliás, TODO MUNDO FAZ.

Minha indignação vem da falsa impressão que as pessoas vendem, quando se sentem no direito de lhe dizer como você deve ou não ser, que você deve olhar assim ou assado para X ou Y, sem nem sequer saber pelo que você passa ou quem é você. Quando muitos desses "bons samaritanos" só estão espelhando em você aquilo que não conseguem nem sequer reconhecer em si mesmos.

Mas, deixando de lado a indignação (que também precisa de limite), o autoconhecimento serve para a libertação de sua essência, e não tem forma melhor de provar isso senão sendo um exemplo a ser seguido. Eu sei que falar é fácil, mas creio que a maior virtude daquele que se autoconhece é não dar conselhos, mas guiar o outro às portas de seu próprio conhecimento.

Acho que esse artigo é o "mea culpa" por ter sido tão intrometida, querendo ajudar, achando que era o máximo da boa intenção apontar o dedo para as "falhas" do outro.

Eu aprendi, e ainda preciso praticar mais, mas compreendi o verdadeiro sentido de colocar o sapato alheio e caminhar suas mil milhas (ou algo do tipo).

Enfim, um dos maiores presentes que ganhamos por buscar o autoconhecimento é a verdadeira felicidade, que é a aceitação de si mesmo e a promessa certa de ser alguém digno de ser quem é. O autoconhecimento é o presente do Divino para aquele que for capaz de alcançar sua própria essência e saber, principalmente, que é um presente individual e intransferível.

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Simone Belkis
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Simone Belkis se formou em Letras na UFPR. É uma estudiosa do esoterismo e cantante. Seu amor maior são os livros. Escrever é sua forma de criar o famoso mundo melhor, e sua praia é contar suas próprias descobertas para inspirar pessoas.

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