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BÔNUS I - CURSO ATENDIMENTO - ORIENTAÇÕES E INSIGHTS

BÔNUS I - CURSO ATENDIMENTO - ORIENTAÇÕES E INSIGHTS
Liane Antonelli
mar. 30 - 11 min de leitura
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Este módulo foi muito rico em conteúdo teórico e prático. Adquiri muitos conhecimentos  com  situações e histórias de vida diferentes das que eu conhecia  e que muito contribuíram para o meu desenvolvimento pessoal e como consteladora.

Muitas fichas caíram! Muito conhecimento obtive quando conheci sintomas de doenças relacionadas ao sofrimento de povos indígenas e povo nordestino que sofreram atrocidades onde habitavam e com lampião e seu bando. Aprendi também sobre o sofrimento dos escravos que eram abusados pelos seus donos e também o sofrimento dos imigrantes que vieram atrás da terra que jorrava mel e leite.

Embora tenha assistido à todas, segue comentários e insights de 5 constelações, como foi solicitado. 

2ª Constelação

Insight: Assistindo a 2ª constelação, de posse do meu estudo genético, me identifiquei com as mulheres ciganas que apareceram na constelação. Tenho 10% de origem da região dos Bálcãs onde se encontram ciganos que migraram para o Brasil.

Assim como os ciganos, já fiz várias mudanças, sendo 3 de cidade e 4 de casa. Sempre tive vontade de viajar de motor home e de fazer uma viagem só levando uma mochila. Na minha infância via sempre ciganos na minha cidade que se instalavam no caminho da fazenda do meu pai. Eles pediam água e usavam a luz da fazenda. Meu pai sempre os tratou bem mas eu sempre tive receio.

Durante o período de faculdade em Campinas, via muitos ciganos querendo ler a mão. Soube que moravam em casas de luxo. Certa vez, voltando da faculdade numa época que podíamos usar joias no dia a dia, fui abordada por 3 ciganas que passaram por mim e gritando “olha o ouro, olha o ouro, olha o ouro”, passaram a mão no meu pescoço, onde tinha uma gargantilha de ouro e no meu braço onde tinha uma pulseira só para me assustar e não levaram nada.

3ª Constelação  

Olinda fala do campo que informa. “Entre o céu e a terra não tem segredo”. Tudo que fazemos e falamos deve ser correto porque se for contra nossos princípios virá à tona. Fala da métrica para escolha dos representantes a partir de elementos significativos do cliente. Primeiro tem o problema e a frase de intenção, a escolha dos representantes se baseia na frase de intenção e complementa com a intenção, que podem ser pessoas também. A frase de intenção tem que ter sentimento de amor, da força do cliente para que tenha resultado no campo.

Olinda completa dizendo: “Tudo que toca nosso coração nos completa e tudo que nos completa nos constela. Constelamos a todo momento quando ao ouvimos uma música nos emocionamos, ao ler um livro e se identificar na história, ao conversar com uma amiga e se identificar com o sofrimento dela ao assistir um filme, fazendo as tarefas da casa, etc.

Após os estudos das constelações enxergamos além do aparente, ficamos mais conectados e fazemos conexões com o momento atual e nossa história de vida. Constelações acontecem o tempo todo quando estamos conscientes dos pilares do pertencimento, ordem e equilíbrio.

Olinda diz que: “Quem fala demais pranteia”, ou seja tem um pranto. Adulto chora por meio das palavras. Desequilíbrio do masculino é o poder do feminino, é o afeto. Origem: vínculo de amor interrompido, criança abandonada, mães que choram os mortos da guerra. Pode ficar gaga ou falar demais.

Insight: Meu pai tinha o lado feminino muito forte, era um homem sensível e extremamente gentil com todos que convivia. Era considerado um gentleman por ser muito educado e respeitoso, se destacava entre os irmãos, que eram mais rudes. Lembro dele contar que quando foi para o 1º ano escolar teve que morar na casa de um padrinho na cidade, pois morava na roça.

Ele e dois irmãos mais velhos iam de carroça na segunda-feira e voltavam no sábado. Ele dizia que ia chorando porque não queria ficar longe da minha avó. Associei ao vínculo de amor interrompido.

Meu pai gostava de conversar e falava muito, sempre tinha uma história para contar e era difícil contê-lo. Vejo como um pranto. Minha irmã fala sem parar, como meu pai, e ela chorou muito, até um ano e ninguém descobriu o porquê. Associei à sentimento de abandono quando ela era deixada no berço.

4ª Constelação 

Olinda fala sobre a atração que existe no universo. O campo informa!

Insight: Eu me identifico com a seguinte situação, sempre que entro numa loja vazia imediatamente outras pessoas entram. Isso já me incomodou algumas vezes, agora entendo. Como fui lojista sempre gostei de loja cheia e agora fico feliz quando vejo que atraio pessoas.

Insight: Princípio da reciprocidade: Vejo situação de pessoas desempregadas que quando são contratadas várias outras empresas chamavam também.

“A vida dá para gente aquilo que a gente se dá. Nossos pensamentos são preces, são energia que mandamos para o Universo”.

Olinda sugere: Uma vez por semana olhar no espelho e se perguntar: Eu sou uma pessoa boa para consumo, as pessoas querem ficar perto de mim? Você está sendo agradável aos olhos de Deus? Ter contato com pessoas que te inspiram. Ler livros bibliográficos de pessoas que você admira.

“Não deixe para amanhã a pessoa maravilhosa que você pode ser hoje”.

A constelação foi sobre depressão e suicídio na família, mais de 8 pessoas.

Aprendi que quando tem início uma dor, o vazio normalmente é numa situação de orfandade. A dor da orfandade leva à depressão.

Insight: Dor de orfandade dos meus tios e tias avós que perderam a mãe muito cedo. Minha mãe e irmãos eram depressivos. Herdei esta depressão do sistema.

Olinda fala que nunca dizer ao deprimido: Vai passar. É preciso dar carinho, atenção. Ver o que a pessoa precisa. Dar um comando: “Aqui cessa a escuridão e entra a luz. Eu vejo você! Em nome de Deus isto está repreendido”.

Outra situação que gera depressão é seguir alguém que morreu anteriormente na família. Eu sigo você! A energia permanece no sistema, nunca se perde, ela se manifesta no sistema.

Insight: Minha avó materna faleceu aos 60 anos e minha mãe falava muito em morte.  A morte para ela era natural. Ela dizia que queria morrer na idade da mãe que era uma idade bonita. Ela morreu aos 59 anos de forma repentina, uma choque para todos. Hoje reconheço que ela seguiu a mãe e com certeza está muito feliz e descansando em paz.

5ª Constelação: O contexto que eu vivo hoje tem a ver com o futuro que eu quero experenciar? Você é o resultado das 5 pessoas que você convive!

Perguntas que devemos fazer para saber se somos felizes:

Você é feliz com que convive?

Você é feliz onde você convive?

Você é feliz com o que você trabalha?

Para ser próspero é preciso aprender a viver com menos. Quanto maior a necessidade maior a escassez. Reconheça o quanto você já tem e Deus te proverá muito mais.

Necessidade chama necessidade e não saciedade. Isto é o campo!

Olinda fala da síndrome do amor tardio. Pessoa diz depois do falecimento: queria tanto ter dado um abraço! Nossa, cresceu e eu não vi o tempo passar! Não tem como voltar no tempo, é preciso agir a partir de agora, devemos viver de decisões e não de arrependimentos.

Olinda dá a dica: Ao se deitar pense o que você se arrependeu de ter feito. Um arrependimento verdadeiro aumenta a oportunidade de se corrigir e não repetir o erro.

Pela manhã dizer: o que eu fiz ontem que eu posso fazer melhor hoje?

Na Constelação a cliente coloca a Intenção de querer ser feliz, descobrir e cumprir a missão que Deus lhe deu.

Olinda explica que atitudes de desprezo dos pais para com os filhos faz com que percam o pátrio poder sobre eles. A cliente diz que sentia muito culpa pois era pecado maldizer a mãe o que trouxe muito sofrimento. Nascimento foi contra a vontade da mãe. Frase de solução: Eu sou a vida e eu posso, nós podemos! Nós merecemos! Levanta-te e anda!

6ª Constelação: doenças mentais

Olinda inicia falando das psicoses que ocorrem nos sistemas e que correspondem à um grande sofrimento humano que ocorreu em várias gerações e se manifesta no agora. O sistema não consegue mais guardar. As pessoas do sistema falecem mas a memória permanece no sistema e quando um descendente apresenta sintonia com a situação a memória chega depois de 3, 4 5 gerações.

Olinda fala que as doenças mentais não são tratadas como deveriam. A sociedade não vê a doença mental como coisa séria, tacham o doente como louco e pronto.  É mais fácil de tratar doenças com sintomas visíveis como exemplo a hemorragia porque é vista já os problemas mentais, as dores da alma não são vistos. Os pacientes sofrem muito porque ficam sozinhos enquanto os outros familiares estão livres. O atendimento terapêutico não deve ser mecanicista e a família deve ser tratada primeiro para que entenda como a constelação atua no sistema familiar. Não há culpados. A família deve ressignificar o problema para ficar mais leve, porque o desgaste familiar é grande. Ela nos fala que o tratamento é longo e pode durar gerações mas o primeiro passo é dado quando um membro da família se interessa pela história da família e diz “agora eu sei” do fundo do coração. A doença, o sofrimento não pode ser combatido e sim entendido. Há sofrimentos individuais e coletivos que precisam ser vistos.

Precisamos estar equilibrados pai e mãe, feminino e masculino. A ansiedade é falta de pai. O doente mental deve ser reverenciado por todos do sistema. Devemos ter compaixão com todos os sofrimentos. Olinda coloca que o terapeuta deve se importar, fazer pelo menos uma prece por aqueles que sofrem.

Insight: Meu genro tem sonambulismo e pesadelos durante a noite. Soube que a avó dele era esquizofrênica. Há pouco tempo soube que a avó foi casada uma primeira vez, não teve filhos e que abandonou o marido sem mesmo assinar a separação. Depois de alguns anos casou-se de novo e procurou o primeiro marido para conseguir a separação e não conseguiu sendo que nunca mais soube dele. Tiveram 2 filhas, uma delas mãe do meu genro. Agora eu sei que foi a exclusão do primeiro marido pela avó a causa dos pesadelos. Meu genro era muito apegado a avó. Reconheço que é preciso incluir o primeiro marido da avó no sistema.


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