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Carta aos Antepassados

Carta aos Antepassados

Queridos antepassados meu nome é Ronaldo, filho do Adalberto e da Olina. Hoje estou com 47 anos, casado há 28 anos com a Grêici, temos 03 filhos, o Gabriel 28 anos, Eduardo 15 e Maria Eduarda 13 anos. Estou vivendo uma linda fase em minha vida, acredito que encontrei meu propósito de alma, depois de contribuir no comércio de móveis por quase 30 anos, precisei me reinventar e atualmente estou atuando como terapeuta e ministrante de cursos de Reiki e Apometria.

Hoje a pedido da Olinda Guedes, venho até vocês expressar meu carinho e minha gratidão por tudo o que foi vivenciado por cada um de vocês, na certeza de que cada um fez o seu melhor dentro daquilo que recebeu. Espero que estas palavras alcancem as dimensões, que estão muito além do que eu possa imaginar com minha mente racional e que sejam acolhidas com muito amor, afim de que possamos nos libertar das amarras emocionais que ainda possam estar atuando em nossas relações.

Sinto saudades de você avó paterna Darciria, suas visitas foram motivo de muitas alegrias e que marcaram  minha infância de uma forma muito positiva, sua dedicação, sua persistência na fé e no amor ajudaram muito meu querido Pai a se reencontrar nesta caminhada, sinto que você cumpriu sua missão com louvor e te reverencio por nunca ter desistido.

Ao meu avô paterno Octalidio, o qual dizem que tenho muitas semelhanças físicas, mesmo não tendo memórias visuais, pela pouca idade que eu tinha em sua partida, honro o nome que me deste, sua força e seu espírito empreendedor. 

A minha querida avó materna Santina, uma guerreira, um grande exemplo de superação, lembro de você bem agachadinha trabalhando no atelier de costura junto com minha mãe, também lembro fazendo pão e cuca  no forno de lenha, e do dia que fez um churrasco no meu aniversário, um dos melhores da minha vida. Tanto amor e simplicidade fizeram de você alguém muito especial em nossas vidas.

Ao meu avô materno José, desejo que seu coração esteja em paz, não tenho referencias pessoais, apenas o relato de algumas pessoas e prefiro não entrar em julgamento.

Meu querido Pai Adalberto, nossa... já fazem 24 anos que partiste deste plano físico, sou muito grato pelos últimos anos em que podemos conviver juntos. Acredito que ainda houve tempo para preencher um vazio em nossos corações, honro sua força, sua alegria, sua determinação e superação. Lembro da celebre frase dita na noite de reinauguração da loja, quando você disse: “As cinzas do meu passado, umedeci com lágrimas e suor e criei a Oliveira móveis”. Bom, eu segui esses passos pelo tempo que foi necessário, hoje sou mais feliz em outra caminhada, trabalhando como terapeuta encontrei minha missão de alma. Meu filho Gabriel, segue feliz no ramo moveleiro e assim está dando continuidade ao seu sonho, de passar esse legado dos seus filhos para seus netos.  Também lembro quando me ensinou a dirigir e em pouco mais de meia hora pediu para descer do carro e disse agora vai sozinho, eu disse como assim? E você respondeu vai que estou mandando.  Gratidão por toda a confiança que sempre depositaste em mim.

Minha querida Mãe Olina, ainda tenho a felicidade de ter você ainda bem perto de mim, me desculpe pelas vezes que não me faço tão presente, tu sempre foste a melhor referência de honestidade e de amor. Me ensinou a trabalhar bem cedo e muito me orgulho disso e por poder estar ao seu lado nos momentos mais desafiadores de nossa caminhada. Você é um dos presentes de Deus em minha vida. Sempre trabalhou muito para que não faltasse o essencial em nossa mesa. Por vezes percebo toda a carência de uma criança que teve parte de sua infância ceifada, pelos compromissos assumidos, pelos abusos, pela rejeição  e pela falta de oportunidade para estudar. Mesmo diante de tantas dificuldades você deu conta, do seu jeito, sempre deu conta. Te amo!

Aos demais antepassados, sinto muito por todas as dores sofridas pelas crianças, pela tristeza ou pela fome que possam ter sentido, por todas as mulheres que possam ter sido abusadas físicas ou emocionalmente, por todos os homens que possam ter sido subjugados, escravizados, explorados ou fracassados. Que todos estejam em paz, na certeza que cada um fez o que e passou o que passou devido as circunstâncias daquela época.

Neste momento eu peço a benção de cada um de vocês, recebendo assim as suas forças e entregando a vocês o que é de vocês. Seguirei assim mais leve para poder me curar, a minha cura, também é a cura de cada um de vocês.

Que o manto azul de nossa mãe Maria, esteja cobrindo a todos neste momento com seu amor incondicional, sigam em paz na luz e no amor de nosso amado mestre Jesus.

#Mod01

#Carta aos antepassados

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