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CARTA AOS MEUS ANTEPASSADOS - INICIANDO A MINHA CURA

CARTA AOS MEUS ANTEPASSADOS - INICIANDO A MINHA CURA
Cleide Freitas de Souza
jul. 1 - 4 min de leitura
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10/09/20

Queridos antepassados,  

Inicio essa carta com a família da minha mãe Maria, minha avó materna Liberalina N. Paniago, pessoa maravilhosa, coração manso e puro, descendente de indígenas, passou por muitas dificuldades, teve muitos filhos, na velhice não gostava de ficar sozinha, gostava de ter a casa sempre cheia de familiares, amigos e principalmente de crianças, quando alguma mulher da família dizia que estava grávida ela irradiava alegria, adorava crianças. Nas datas especiais reuníamos todos em sua casa era uma grande festa.

Hoje sinto saudade, mas sei que ela está em um bom lugar. 

Da minha bisa tenho poucas lembranças me lembro vagamente de sua fisionomia, não me esqueço de que era uma indígena vaidosa, usava saias longas gostava de óculos de sol e batom vermelho. Gratidão aos meus antepassados da família Paniago.

Meu avô materno Hernandes A. de Freitas, não sei sua origem, tinha olhos claras e pele branca, acredito que era descendente de europeus, adorava contar histórias aos netos; lembro-me da história dos revoltosos, segundo meu avô os militares passavam nos lugarejos pegando os homens pai de família para irem para guerra (revoltas).

E ele, muito jovem, foi pego e, no meio do bando, conseguiu com seu cavalo entrar na mata, ficou escondido lá por um tempo e depois procurou ajuda e refúgio em uma casa que encontrou, enquanto isso minha avó Liberalina sofria em casa com a captura do marido, com os filhos pequenos,

O tempo foi passando, novos filhos foram surgindo, do primeiro casamento eram três,  minha avó teve 14 filhos, num total de 17. Posso imaginar que a vida não foi fácil, mas eles nunca reclamavam de nada, parecia que problemas nem existiam, minha avó dizia: onde come um come 20, ou seja, tinha comida para todos; eram ensinados desde muito pequenos a dividir a comida e o que tinham em igualdade.

Meu avô foi delegado em minha cidade. Ele contava que a lei era feita conforme a tradição das famílias, não tinha a lei bonita no papel, a palavra de um homem valia muito, e a justiça era feita, eu sei que vovô era bravo e enérgico, gostava de beber e fumar fumo de corda; sinto saudade de seus causos, quando ele faleceu eu tinha 21 anos e pude desfrutar um pouco da sua história.

Quanto aos meus bisavós, não tenho conhecimento, mas sinto profunda gratidão por eles, e por fazer parte desta família.

Da família do meu pai Oraci sei pouquíssimas coisas, meus avô paterno Jeronimo P. de Souza e minha avó materna Gerônima F. de Souza faleceram quando meu pai era muito pequeno e ele foi criado por uma família amiga.

Seus irmãos eram duas mulheres e cinco homens, cada qual ficou em uma família diferente, uma história triste, memória de abandono sofrido pelas crianças; somente hoje posso entender e tento ressignificar, dizendo aos meus avós:

Eu vejo vocês. 

Meus avós morreram do coração, e todos meus tios e meu pai também morreram de infarto do coração, eu tinha muito medo de herdar essa doença cardíaca, mas agora sei estudando as constelações que meus tios e meu pai tomaram as dores de seus pais, e nesse momento eu reverencio meu pai meus tios e meus avós dizendo que:

Sinto profunda gratidão por todos eles, que esse ciclo de repetição foi interrompido, eu vejo e reconheço todos eles com muito respeito, agradeço por terem constituído a maravilhosa família Pereira de Souza.

Agradeço ao meu pai e minha mãe, aos meus avós e bisavós paternos e maternos e todos os que fazem parte nessa imensa fila que iniciou um dia. Gratidão eterna a meu paizinho no plano espiritual; dele só guardo boas recordações, as ruins eu apaguei da memória, hoje só tenho a agradecer pelo pai maravilhoso que tive que me ensinou as virtudes, a honestidade, a moral.

Homem simples que saiu da roça e se tornou um grande carpinteiro, com suor e honestidade criou seus quatro filhos dando o melhor que podia oferecer

Gratidão a todos!

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