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COMO ESTRELAS NA TERRA, CADA CRIANÇA É ESPECIAL

COMO ESTRELAS NA TERRA, CADA CRIANÇA É ESPECIAL

Este texto é sobre como devemos tratar as crianças a partir da fala da Olinda. Depois de terminar o módulo, ler os livros e fichar, percebi que faltava algo e que gostaria de compartilhar.

Uma vez assisti a um filme chamado Como estrelas na terra, toda criança é especial. É um filme indiano premiado de Aamir Khan que trata da beleza da realidade de uma criança disléxica. O filme faz chorar mas vale a pena cada minuto: ele é longo, comovente e empolgante.

Esse filme conta a história do garoto Ishaan Awasthi de apenas nove anos de idade que sofre com dislexia e custa ser compreendido. Repetiu o terceiro período e pode repetir mais uma vez. Para ele as letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai que é muito rígido, acredita apenas na de falta de disciplina e o trata com muita rudez e falta de sensibilidade.

Quando são chamados na escola para falar com a diretora, o pai o leva para um internato que tem como regra: "disciplinar cavalos selvagens", sem que a mãe possa dar opinião alguma. Essa atitude tira da criança a vontade de aprender e de ser uma criança e sonhar. Ele, sentindo a falta da mãe e do irmão, entra em depressão. Sua vida muda com a chegada de um professor substituto de artes.

Ele tem esse olhar especial e percebe o há de errado com o menino.

Mas porque quero falar desse filme? Nossa amada Mestra Olinda deixou claro que a criança que não aprende não tem problema: o problema é de quem ensina, ou seja, o adulto. Quantas crianças são rotuladas e colocadas de lado por não "aprenderem como deve"?

Seu tempo não não está sendo respeitado, ela não está sendo vista em suas necessidades básicas. Querem que aprendam muitas coisas, quanto mais cedo, melhor. As crianças estão sendo violentadas por uma sociedade que valoriza quem domina mais e quanto mais cedo melhor. Ninguém se pergunta se a criança está feliz, se está bem.

Toda criança é especial: são como estrelas na terra e seu tempo dura tão pouco. Precisamos olhar com muito carinho para as creches, que na minha forma de pensar deveriam ser banidas para bebês e os pequenos. As crianças são obrigadas a ficar em pequenos espaços e com muitas atividades para desenvolver, porque tem que cumprir direitinho o projeto daquela semana ou mês. Ela não tem liberdade para fazer o que gosta e na hora que quer: todas as atividades são iguais e na mesma hora.

Ao concluir esse módulo ficou muito claro que nenhuma relação com o pai ou a mãe, pode ser substituída pela educação como instituição. Então, nós como educadores, terapeutas sistêmicos, precisamos adentrar nesses ambientes para ajudar todas as crianças que for possível a encontrarem seus caminhos no aprendizado, sendo para elas a referência que precisam para seguirem suas jornadas.

Toda criança é especial! Olho para a minha mãe e para as mães das gerações anteriores. Sou muito grata por tantos irmãos e por ter sido criada na roça, na liberdade.

Toda criança é especial! Sinto que peguei muitas caronas nesse módulo e se tinha alguma coisa que ainda não estava de acordo com meu sistema, pude dar mais um passo.

Gratidão Olinda por ser essa pessoa de muita luz em minha vida.

 

☮ * ° ♥ ˚ℒℴѵℯ cjf

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Alzenir Maria Severino Barbosa
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Sou Alzenir Barbosa, tenho 48 anos, sou a oitava filha de José Pedro Barbosa (já falecido) e Odete Severino Barbosa. Moro atualmente em Belo Horizonte para estudar.

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