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Como eu sou? Quem eu sou?

Como eu sou? Quem eu sou?

Essa com certeza em muitos aspectos é uma pergunta fácil e também difícil de responder. Fácil porque basta nos descrever, mas difícil porque se pararmos para pensar, a partir de que perspectiva nos vemos. Parando por um momento, voltando no tempo e divagando dentro de minhas memórias, é como se em um determinado instante eu acordo e percebo: Eu existo.

Estou na rua andando de bicicleta, eu tinha ganho ela de segunda mão, mas me levava onde eu quisesse, ela agora era minha. Isso me trazia a sensação de liberdade, de existir, de pertencer.

Então começaram as minhas percepções sobre mim e como os outros me viam. Percebi como as pessoas nos identificam através de nossos familiares. Eu era a filha do Pedro, da Nairzinha, a neta da Lourdes, a irmã, a sobrinha, enfim. Aqui comecei a perceber que carregava um pouco de cada um deles dentro de mim. E comecei a buscar quem eu sou, como eu sou.

Descobri então que sou a individualidade e a soma. Eu sou o que vejo e sinto, mas também sou o que está intrínseco e até imperceptível, mas que faz parte que eu me tornei. Eu sou a resposta de todos que calaram, dos gritaram, dos que sonharam, dos amaram antes de mim. E todos eles vibram hoje em mim e a partir de mim. Pois já gerei sementes e frutos e espero ter passado para eles o que tenho de melhor e o que carrego dos meus antepassados com o olhar de cura e libertação.

Honro à todos os que vieram antes e agradeço por suas vidas, suas lutas, suas dores, suas alegrias, suas conquistas e até suas decepções. Tudo foi como tinha que ser! E eu vejo vocês!

E voltando aquele dia do passeio de bicicleta eu percebo que foi quando eu comecei a me ver. E hoje nessa busca de conhecer o passado e olhar para todos os meus antepassados, percebo o quanto somos complexos e completos. Porque sou o passado por todos que vieram antes de mim, o presente pelo que sou e o futuro por aqueles que nasceram de mim e dos nascem dos meus.

Hoje eu me reconheço, pela minha história e pelo que tenho dos meus antepassados. Quem sabe a minha contribuição para todo meu sistema seja resumida nessa frase de Bert Hellinger:

“Quando em uma família surge um buscador é porque este encarna o desejo do todo clã de sair das repetições e do conhecido e ir adiante.”

Que eu possa ser esse buscador, que através das Constelações Sistêmicas seja a voz que diga: Eu vejo vocês! Eu honro vocês! Gratidão!

Para que todos tenhamos aquela sensação de quando eu andava na minha bicicleta: liberdade, existir e principalmente pertencer.

Juliema Trein  

 

Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. - I João, 3:2

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Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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