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COMO SABER O QUE NÃO SE FALA?

COMO SABER O QUE NÃO SE FALA?
Lina Onodera Mukuno
abr. 17 - 3 min de leitura
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Tenho uma certa dificuldade quando o assunto são as experiências dos meus antepassados.

Não sei se por questões culturais orientais ou por modo de vida, não se comenta muito sobre o passado na minha família.

Tenho um quadro construído em minha cabeça, com alguns relatos da infância do meu pai, mas faltam imagens.

Sempre tive a percepção de que meu pai teve uma primeira infância feliz, brincava na rua com os amigos do bairro, apesar dos meus avós terem que sair para trabalhar e se ausentarem durante o dia, ele sempre teve o acalanto paterno e materno muito forte na figura de meus avós paternos.

Minha mãe por outro lado, a penúltima de 12 filhos, apesar da casa cheia, passa uma impressão de uma infância solitária. Até hoje é muito reservada. Mas sempre sentiu a presença amorosa do pai.

No caso da família da minha mãe os maiores emaranhamentos foram causados pela minha tia e a tia da minha mãe.

Neste caso, tenho uma dúvida: qual a influência que recaí sobre mim e meus descendentes?

Não percebo machismos, em ambos os lados (paterno e materno);houve um profundo esforço para que todos tivessem estudo e pudessem seguir a carreira que escolheram, inclusive o casamento que desejavam, alguns sob protestos, mas somente por um impulso do momento. Cada um casou com quem quis, e estudou o que quis, e seguiu a vida que escolheu.

Percebo que meus avós criaram a família juntos, cada um contribuindo com o que tinham para oferecer, na condição que podiam oferecer. Minhas avós sempre batalharam junto dos meus avós e vejo nesse companheirismo o que melhor posso dar no meu casamento hoje.

Nada é perfeito, lembro dos meus avós paternos discutindo acaloradamente dentro do quarto. Mas nada grave (até engraçado lembrando agora), a gente quando é criança acha que nossos avós não entram em desacordo e que o mundo é lindo. Eu confidenciava para o meu irmão “o ditian e a batian estão brigando?!!” e dávamos risada de tudo aquilo, pois ainda brigavam e em  japonês misturado com português,  e a gente nunca soube os motivos das discussões, mas geralmente era alguma teimosia de uma das partes.

Dos meus bisavós não sei muito.

Uma parte era do Japão e nunca vieram para cá. Dos que eu conheço a história, sei que minha bisavó era matriarca, mesmo tendo casado com um militar muito austero e estudado, no melhor estilo “o Último Samurai”, foi ela que fez com que a família mudasse do interior de São Paulo para a capital para que os filhos e netos pudessem estudar, e a isso eu devo muita honra e gratidão.

Talvez por isso sinto uma enorme obrigação em ser uma boa aluna, daquelas bem caxias mesmo. Hoje percebo que não preciso tanto, a época da escola acabou e não tenho que me provar para mais ninguém.

Nossa acho que constelei aqui (risos).

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