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COMPLETANDO A MINHA HISTÓRIA

COMPLETANDO A MINHA HISTÓRIA

Hoje me dou conta que me sinto a filha preferida do meu pai, em relação ao meu irmão mais velho. Isso já me incomodou mais. O maior incômodo, na verdade, é quando me sinto no lugar de “esposa” do meu pai. É uma violação de ordem que vem de longe, de outras gerações. Sigo curando isso, pois sou apenas a filha do meu pai. Digo para mim mesma: papai, sou apenas a sua filha.  

Gosto de silêncio, de tom de voz suave, de meditar. Puxei meu pai nisso e no jeito calmo de ser, assim como a minha avó paterna era. 

Sempre fui muito dedicada aos estudos, como meu pai. Quem me acompanhava nas tarefas escolares era a minha mãe. Fui muito, muito incentivada nesse aspecto. Gratidão mamãe e papai! Minha mãe sempre dizia: “Estudo em primeiro lugar”. Ela queria muito que eu fosse independente financeiramente, algo que não ocorreu com ela após se casar.

Graças a tudo que meus pais me deram e ao meu esforço, eu adquiri essa independência financeira há muitos anos. Agora, como autônoma, serei mais e mais próspera. Eu mereço a prosperidade e o universo quer que todos sejamos prósperos. Estou estudando sobre dinheiro e prosperidade, aprendendo a investir. Gratidão!

Desde criança valorizo a minha privacidade e tenho medo de ser invadida. Isso pode ter relação com a invasão que meu pai sofreu na época da ditadura militar. Tenho a sensação de ter havido muitas outras invasões no meu sistema. Curo isso agora. Já passou.

Agora estou protegida. 

Tenho muita dificuldade para ver pessoas sangrando. Na adolescência quase desmaiei ao ver meu irmão chegando de ambulância uma vez. Talvez tenha relação com o acidente do meu avô paterno. Olho para isso com amor, completando essa história.

Já passou. 

Em relação aos abandonos que as mulheres do meu sistema viveram, diversas fichas caíram. Por muitos anos eu “abandonei” os namorados que tive (rompi o relacionamento), antes de ser abandonada. Tinha muito medo de ser abandonada (coloquei no passado de propósito). Agora percebo que posso ter me “vingado” inconscientemente dos homens, por lealdade às mulheres do meu sistema e à dor que viveram. Neste exato momento eu curo isso dentro de mim. Deixo essa dor com elas e sigo a minha vida de forma mais leve. Quero viver um relacionamento amoroso, de modo mais curado e saudável. 

Nos meus primeiros meses de vida, amamentei pouco, assim como minha mãe. Pode ser que minha mãe tenha repetido seu trauma comigo de ter sido pouco amamentada. Houve um vínculo de amor interrompido. Eu olho para isso agora com amor e decido seguir de forma diferente. Quero ter um filho e amamentá-lo por todo o tempo que ele precisar.   

Sobre o meu amor e a minha conexão com a natureza, sei que veio de mãe e de pai e de outros antepassados. Gratidão aos meus pais. Amo todos os seres!

Tenho a consciência de que meus pais se casaram em um momento de sofrimento, ou seja, se atraíram pelo corpo de dor um do outro. Não quero escrever isso com julgamento, pois respeito o destino deles. Digo a mim mesma que quero ter um relacionamento amoroso funcional, no qual eu e meu parceiro possamos florescer. 

Outra ficha que caiu foi a respeito da minha própria beleza. Às vezes não quero ficar tão bonita por medo do que as pessoas vão pensar. É uma crença do tipo: “Se sou bonita, não tenho conteúdo”, ou “a beleza tem um preço alto”, pois a beleza da minha mãe gerou impactos profundos na vida dela.

Agora, com toda essa consciência divina, com meu eu superior, eu curo tais crenças errôneas dentro de mim. Sou bonita por dentro e por fora pois beleza e inteligência são parceiras. Eu vejo a minha própria beleza e sou grata a ela. Sou grata à mamãe e ao papai que me deram a vida e a beleza. 

Gratidão à mestra Olinda, Susy e Sizumi =)

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Juliana Menuzzo Lauandos
Juliana Menuzzo Lauandos Seguir

Sou psicóloga, terapeuta sistêmica, consteladora, simples e poética! Sou aprendiz de Olinda Guedes e da equipe da Escola Real. Sou feliz!

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