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Conclusão do módulo 3 - Relacionamentos Conjugais

Conclusão do módulo 3 - Relacionamentos Conjugais

Os relacionamentos do meu sistema, vejo que mulheres eram submissas, homem na roça e a mulher em casa cuidando dos filhos e dos afazeres domésticos. A educação era um tanto quanto autoritária. Meus avós, especialmente minha avó paterna era dota de sabedoria e não permitia que se falasse da vida alheia, sempre tinha uma palavra reflexiva e com muita empatia que cada um tinha a sua própria história que não cabia a nos julgá-los. Foi parteira Benzedeira, tinha uma sensibilidade grande em sentir os sentimentos dos outros. Minha avó materna era dotada de alegria e riso no rosto tal qual a alegria das aldeias indígenas em noite de comemorações.

Meu avô materno tinha a paciência e a calmaria, vivia em paz, que certamente tinha uma relação amigável com minha avó. Após a morte da minha avó, casou-se e tanto que se deixou levar pela opinião da sua segunda esposa a doar todos os filhos do primeiro casamento, gerando muitos emaranhados, que só hoje posso compreender minha mãe e como consequência desses emaranhados, relações conjugais dolorosas. Casamento sem amor traições, doação de filhos etc.

Meus pais se conheceram ainda adolescentes, e segundo conta meu pai, minha mãe tinha uma vida muito sofrida, se conheceram e logo ele disse que era ela que ele queria pra viver o resto de sua vida. A pobre menina órfã de mãe foi morar com o padrinho de batismo, que aos 10 anos levantava de madrugada pra trabalhar na roça, não tinha um calçado para por nos pés. 

Ajudou o madrinha criar os filhos e ali vivenciou histórias de um relacionamento  conjugal abusivo, violência, traição, autoritarismo entre outros. Minha mãe era analfabeta e meu pai era viajado, moravam em Minas Gerais, no interior, mas meu pai conhecia o Paraná, São Paulo etc. E o pai adotivo da minha mãe achava que ele não servia pra ela por ser muito namorador. Meu pai conta que nos bailes ele dançava com outras, mas sempre de olho na minha mãe. Casaram tiveram filhos e até hoje vivem juntos.

O relacionamento no início da vida não foi fácil. Deixaram a terra natal para vir para o Paraná onde estão até hoje, um filho a cada 2 anos, meu pai gostava de beber que no fim era um alcoólatra da paz, não era violento, poucos recursos, mas aguentaram firme, meu pai trabalhando na roça e minha mãe dos afazeres domésticos e dos filhos, muita submissa, até fazer o prato de comida para meu pai ela fazia. Mas mesmo diante de toda dificuldade vivem até hoje juntos, 58 anos juntos.

Há uns 10 anos minha mãe teve um AVC e tem dificuldade de mobilidade na perna  e mão esquerda, e como ela muitas vezes arrastou ele bêbado pra dentro de casa, hoje ele carrega ela e ajuda em tudo, um cuidado especial de muito amor e gratidão à ela e se tornou sua direção.

Assim como meus pais, também tenho um relacionamento conjugal em bases de rocha, somos casados há 30 anos, dois filhos. Não é um relacionamento autoritário nem de submissão, cada um faz a sua parte, tanto no financeira, trabalhos domésticos e etc., escolhemos juntos ajudar na igreja, uma causa sem fins lucrativos, e isso contribui para que o nosso amor conjugal seja fortalecido, nos respeitamos, compreendemos, digo que foi um casamento de adulto.

Vejo o quanto o relacionamento do meus pais e dos pais do meu cônjuge contribuíram para que hoje tivéssemos esse relacionamento harmonioso. Sou muito grata a cada um que veio antes e em muitos momentos optamos pra carregar só o que é nosso deixando com eles os que é deles, mesmo sem conhecer as constelações familiares. 

Sou grata em saber que posso melhorar cada dia mais esse relacionamento e assim contribuir para que meus filhos sejam melhores que nós e seus avós.

Gratidão pela oportunidade de relembrar tudo isso através da Formação Real em Constelações Sistêmicas.

“Relacionamento duradouros traz paz para vida”.

obrączki :) na Stylowi.pl

Iraci Ferreira Costa Ciconello – Mamborê - PR

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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