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CONHECIMENTO, O PODER QUE LIBERTA

CONHECIMENTO, O PODER QUE LIBERTA
Elizabeth Manhães Ribeiro
set. 12 - 4 min de leitura
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Que processo mais intenso está acontecendo comigo ao estudar as “ordens do amor”.

Eu já participo das imersões com a Professora Olinda Guedes, assisto grande parte das lives realizadas por ela, mas nada é tão intenso quanto mergulhar, com mente e coração aberto, nas leituras do mestre Hellinger e nas orientações da amada facilitadora deste curso.

E, sabendo que estou só no início destas descobertas, fico entre apreensiva e estimulada, para fazer os exercícios, por reconhecer que algo novo vem ocorrendo no íntimo do meu ser.

O saber nos empodera e liberta!

Compreendo agora que, pela lealdade ao meu sistema familiar, fui uma criança tímida e solitária, que vivia com a cabeça em outro lugar e pouco me lembro da minha infância. Contudo, uma informação, que até antes não era relevante para mim, chega revelando o porquê do esquecimento da minha infância.

Vou explicar melhor. Ao iniciar a produção textual, para a conclusão do módulo II, vou organizando minhas ideias e, para minha surpresa, me ocorreu um assunto, que minha tia mais velha, minha estimada madrinha, me contou nos últimos dias da sua existência terrena, em 2019.

O que ela me disse, agora dói, pois tem significado além do aparente.

Já doente, no auge de seus 90 anos de vida, ela ainda recordava que seus irmãozinhos morriam bebês, pela ausência de cuidados maternos, pois minha avó não dava conta de cuidar de todos os filhos e das atividades domésticas. Então, ela, uma menina entre 8/9 anos, passou a cuidar dos irmãos-bebês, como se fossem seus filhos.

E, como mágica, as fichas vão caindo, pois eu a considerava como minha avó, tinha uma admiração incrível por ela, assim como seus irmãos mais novos a respeitavam como mãe.

“Antes da felicidade somos leais ao sistema”. Essa foi a frase que, para mim, traz toda a força das ordens do amor do pertencimento, da ordem e do equilíbrio entre o dar e receber. E, agora eu sei, a infelicidade e a depressão, da minha mãe e de todas as minhas tias, foi por lealdade a tudo que foi vivido, de forma automática, sem o amor genuíno da força feminina da mãe, pois só existia a genitora.

Esse exercício, como todos os demais, será minha valiosa oportunidade de trazer do “agora eu sei”, para o “agora eu sinto”. As histórias que eu conhecia, como meramente assuntos de “velhos ranzinzas”, vou incluindo com muito amor, compreensão e gratidão no meu coração, para honrar todos os órfãos do meu sistema familiar.

E assim, vou aprendendo que eu posso fazer da Constelação um estilo de vida diário, pois agora essas histórias, ao tocarem o meu coração, vão completando as lacunas que existiam em minha vida, sem que me atentasse para tantos desequilíbrios, desamores e desordens hierárquicas

Contudo, eu continuo trazendo a garotinha órfã, que precisa explicar com lógica, as questões que surgem na vida, pois aprendi a compreender, mas não sentir as novas situações da vida. E, ao buscar o significado do que é emaranhar, compreendo que é confundir-se, complicar-se e envolver-se em embaraços.

Mas hoje, escolho ultrapassar a razão que me faz contar as histórias, para sentir, no coração, toda dor não revelada das crianças desassistidas e esquecidas do meu sistema familiar. Hoje eu sei que não é somente a minha criança interior que precisa ser curada, mas é necessário incluir todas as crianças órfãs que se perpetuaram nas informações destas memórias que trago em meu DNA.  

É sempre tempo de ter uma infância feliz!

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