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CONSTELAÇÕES EDUCACIONAIS E ORGANIZACIONAIS

CONSTELAÇÕES EDUCACIONAIS E ORGANIZACIONAIS
Maria Eni Santana Pereira
dez. 19 - 7 min de leitura
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É impossível falar da estrutura da vida de uma pessoa sem passar pelas etapas de sua existência, isto é, infância, adolescência, juventude, vida adulta, profissional, e claro, não deixar de falar da educação e consequentemente, da escola.

A escola é o lugar onde o individuo chega com a esperança de evoluir e expandir sua inteligência nata para expressá-la no mundo do trabalho. Mas, será que a escola tem feito seu papel? A família, o aluno e a escola têm construído esse processo de evolução juntos? Não é bem isso que temos visto nas escolas, ou na melhor, nas organizações educacionais e familiares.

A escola até tem procurado fazer o seu papel e também, o papel da família; ainda falta parceria entre família e escola. Família e escola precisam estar de mãos dadas; é importante que a criança perceba que ela vive em casa, tem continuidade na escola.

Se ela sente amada, importante, pertencente, em ambos ambientes, consequentemente, resultará em um adulto seguro, que se relaciona levemente com a vida, com o meio profissional, tornando prospero e feliz. É preciso dez escolarizar a vida e levar a vida para a escola, para que assim a escola possa ter valor e fazer diferença no desenvolvimento e crescimento geral do aluno.

As crianças refletem os problemas dos pais, ou da família, quando ela dá problemas e não se desenvolve bem na escola e muitas vezes, a escola confirma e reforça, o que ela já está recebendo, ou trazendo de sua casa. Muitas pessoas tem sofrimento oriundos da escola e na maioria das vezes, esse sofrimento pode ser acentuado pela vida.

Sabendo que “A esperança nasce em casa, passa pela escola e se expressa no mundo do trabalho”, como olhar de forma saudável para vida de um adulto que transitou por esse caminho?

Inicialmente é olhar para seu contexto de vida, partindo da sua relação com seus pais e ancestrais e entender os seus emaranhados, porque como diz Bert Hellinger, “Quando os nós do passado são liberados, a pessoa libera seu futuro.”  Quando a vida do indivíduo não caminha, tem problemas na profissão, com dinheiro, está amarrada, é preciso alinhar a frequência presente, considerando o seu passado, e compreender o que está ligado ao seu sistema familiar.

O indivíduo órfão funcional, ou seja, aquele que sempre teve a presença dos seus genitores, porém, lhe faltou o afeto, atenção, carinho, amor e cresce com a sensação de não ter sido visto, amado ou percebido pelos pais, torna um adulto carente, revoltado, que reclama,  luta e reivindica atenção pelos seus direitos; esse adulto enfrentará problema em algumas áreas da sua vida, por exemplo: na escola, na profissão, na  financeira, na saúde...

Doenças que muitas vezes aparecem com frequência e não sabe o porquê, significa voltar para mãe, para casa, para infância, ou seja, sair do lugar, entrar em movimento de volta.

Profissão é mãe; Tempo é Mãe. Problemas aparentes, como atraso no trabalho, falta de compromisso, não tem rotinas, disciplina, é questão de reconciliação energética com a mãe; isso também influencia quando o trabalho está se tornando sem sentido, a pessoa tem seu trabalho como um peso e não uma satisfação, não tem uma profissão que lhe traz felicidade.

“Ninguém abre o caminho do amor entre a criança e o pai, é a mãe que abre o caminho do amor entre a criança e o pai”.

Adulto que teve na sua infância, uma mãe que fez questão de passar sua imagem negativa do pai, não  consegue ter um bom relacionamento com o trabalho e com o dinheiro, porque a mãe é responsável de levar o filho até o pai; a criança tem a necessidade do sentimento paternal para sentir seguro no caminhar rumo a sua profissão e as finanças. Adulto bem resolvido profissionalmente e financeiramente, feliz e próspero, é adulto reconciliado com pai e mãe.

Olhando para minha vida em relação a esse módulo, quanto ao meu curriculum das profissões.

Comecei trabalhar muito cedo; aos 14 anos iniciei minha profissão, dando aula numa escola rural, onde lecionava para as séries iniciais (1ª a 4ª), todas juntas ao mesmo tempo.

A idade era pouca, para se ter certeza de uma escolha vocacional, era um trabalho que gostava de realizar, mas pesou também, o financeiro, pois morávamos na roça e precisava ajudar.

Trabalhei ali, por 6 anos, depois mudei para cidade para continuar os estudos, fazer faculdade, onde optei por pedagogia, primeira graduação e depois ciências 1º grau (habilitação em matemática, como segunda habilitação.

Durante esse tempo, trabalhei no comércio, fui professora CLT pelo Estado, prestei concurso e trabalhei nos correios e depois assumi como professora estadual concursada, onde estou até hoje.

Apesar de gostar da minha profissão, não me sou feliz, principalmente, porque a realidade da educação em que vivemos nos dias de hoje não condiz com uma educação de qualidade, é uma situação onde nossos alunos não tem interesse, família não tem compromisso, e joga tudo para a escola.

Tenho a sensação e inutilidade, não sinto preenchida; vejo escola, amis como um deposito de gente do que um lugar onde encontra algo de valor para a vida.

Agora, olhar para o meu passado e responder esses questionamentos: qual é a profissão e talento de meus antepassados? Qual é a sua história epigenética? Qual é a memória ancestral referente a profissão de seus antepassados?.

A escolha da carreira ou profissão  olhando para os antepassados, buscando encontrar os problemas que me impedem de ir para o futuro e onde está a situação, não encontro tanta clareza, porque pelo pouco que conheço da minha história transgeracional, venho de família com trabalhos rurais, que dependiam de serviços de terceiros, sendo trabalhos duros, pesados, poucos valorizados, até humilhante, muitas vezes, feitos em troca de sustento.

Cresci vendo meu pai trabalhando o ano inteiro na roça, com esperança sempre de que no final do ano, ou da colheita de café, pudesse pagar dívidas e ainda sobrar algo para o sustento da família. E assim, passava de um ano para o outro, vivendo sempre de esperança e muito trabalho “escravo”.

Com o estudo das constelações sistêmicas, muitas fichas estão caindo e começo entender melhor o porquê de muitas situações recorrentes, referentes às doenças, profissão, dinheiro, relacionamentos, em minha vida e no meu sistema familiar.

É um clarear, uma luz que ilumina e me leva avançar em buscar de curas e libertação.

#mod5, #educacionais, #organizacionais

 

 

 

 

 

 

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