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Covid-19, uma experiência

Covid-19, uma experiência

Como já tenho por hábito falar sobre minhas opiniões e pontos de vista, não poderia deixar de falar da minha mais nova experiência. Fui positivada no teste da covid-19. Tudo começou com minha mãe, que foi internada às pressas porque tem problemas crônicos de pulmão. Fomos todos arrastados pelo susto ao posto de saúde e meu pai ao hospital. Aos poucos os resultados foram saindo, todos positivos.

Os sintomas que tive foram devido à rinite, não estou apresentando sintomas graves. E meus pais estão se recuperando. Portanto, não é exatamente sobre doença que quero falar, mas sobre a experiência e como me percebi dentro dela.

Desde o início da Pandemia, não dei muita bola. Não sou do tipo que toma vacinas, embora não estimule ninguém a fazer o mesmo. Quando vi que a questão era séria, procurei seguir a risca o mais possível os procedimentos, mas como não vivo sozinha, era eu e os procedimentos contra o resto. Não tivemos quarentena em casa. Vida normal. Eu persisti, até que fui afrouxando aos poucos, como todo mundo, aliás.

Eu pensava que essa experiência não seria para mim, não encanei e nem fiquei com medo. No início, ficava um pouco incomodada de sair a rua, tanta gente. Depois, relaxei. Usava máscara e me sentia meio peixe fora d'água. Mas, fiz, minimamente, a minha parte.

Como nos infectamos, jamais saberemos e acho que é melhor assim. Fiquei bastante preocupada com meus pais no início, têm bastante idade. Durante os 5 dias de espera pelo meu resultado, estava tranquila e tinha (a tola) esperança de que continuasse não sendo para mim, mas foi. 

Gostei de perceber que anos de terapia e autoconhecimento me ajudaram a lidar com a situação e a não entrar em desespero. Sempre sonhei com a ideia de não me apavorar diante dos desígnios da vida. Taí, consegui! Até estranhei um pouco essa tranquilidade. 

Quando vivemos experiências extremas, temos a oportunidade de conhecer um pouco mais de nós e perceber o que realmente importa, quem está ao nosso lado e o que isso representa. Recebi o carinho de muitos amigos, pessoas dispostas a orar e mandar boas vibrações. Também tive a oportunidade de me dar conta que pessoas que julgava importantes, não estavam comigo nesse momento, porque tinham optado por si mesmas antes.

Foram várias lições, extensas demais para contar aqui, mas que me fizeram enxergar a realidade com olhos mais despertos, deixando de lado algumas ilusões. Devido ao momento que estou vivendo, buscando respostas para questões interiores já antigas, venho obtendo esclarecimentos muito válidos e que vão além mesmo do que esperava ter como resposta. 

A vida segue, estou apenas nos primeiros dias da "nova" quarentena e não sei o que vai acontecer.

Não estou pensando nisso, estou apenas observando. Tenho reparado no comportamento das pessoas ao redor, quase todas já vivendo como se tudo estivesse terminado.

Pensando inclusive, quanto tempo passou desde março, e quando já se esperava (ou mais se desejava) que isso estivesse por terminar, cá estou presa em casa, refletindo sobre a vida e sobre como nada sabemos sobre ela de verdade.

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Simone Belkis
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Simone Belkis se formou em Letras na UFPR. É uma estudiosa do esoterismo e cantante. Seu amor maior são os livros. Escrever é sua forma de criar o famoso mundo melhor, e sua praia é contar suas próprias descobertas para inspirar pessoas.

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