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Crianças bolhas e os perigos da superproteção dos pais

Crianças bolhas e os perigos da superproteção dos pais

Não devemos confundir proteção com superproteção. A nossa proteção é vital para os nossos filhos, que quando são pequenos precisam de nós para quase tudo. Poderíamos dizer que superproteger um filho é ir além de proteger e satisfazer as suas necessidades e cuidados básicos. É pensar pelo filho, tomar decisões por ele e solucionar todos os seus problemas. É viver pelo filho, mas ele é uma pessoa que precisa desenvolver a suas habilidades para viver neste mundo. Estes são aqueles pais que vivem repetindo todos os dias para os seus filhos: “Não faça isto, você pode se machucar”...  “Você não vai dormir na casa do seu amigo, porque eu não conheço essa família“... “Você não vai para essa excursão porque os animais podem ser perigosos”... e muitos outros nãos.

Quais as consequências da superproteção? Pessoas medrosas.

Se passarmos a vida toda alertando os filhos sobre todos os perigos, por mais improváveis ou insignificantes que sejam, criaremos pessoas medrosas. Viverão com medo de tudo o que pode acontecer. Baixa tolerância à frustração.

Como seus pais sempre lhe deram tudo para que não sofressem e nem ficassem frustrados, não conseguem tolerar as frustrações e não aprenderam que na vida as coisas nem sempre acontecem como queremos. Pessoas dependentes.

Se você não os ensinar a tomar as suas próprias decisões, a gerenciar a sua própria vida ou resolver os seus problemas, sempre dependerão de alguém porque não sabem fazer sozinhos. Isto cria problemas de autoestima, porque a pessoa percebe que não consegue resolver os problemas sozinho, não toma iniciativa em nenhuma situação e se sentirá um “inútil” porque sempre precisa de alguém ao seu lado.

Nos dias de hoje precisamos criar filhos seguros, filhos responsáveis pelos seus atos, por suas escolhas. Quando incentivamos nossos pequenos a fazer as coisas, a elogiar pelas pequenas conquistas e a dizer não quando for necessário, vamos construir uma criança independente, que saberá em qualquer situação a se defender, a ter opinião própria, a querer ir em busca dos seus sonhos.  

Superproteção não é sufocar, fazer pelo filho as tarefas que cabem a ele e sim dar liberdade e autonomia para buscar sozinhos o que realmente tem importância e significado em determinado momento da sua vida. Crianças incentivadas e motivadas pelos seus pais crescem adultos seguros e responsáveis pela sua própria vida.

 

Luciane Santos

Pedagoga e Terapeuta

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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Olá!! Sou Luciane Santos Pedagoga e Terapeuta . Apaixonada pelo Aprendizado e Desenvolvimento Humano. Acredito que estamos nessa vida para sermos cada dia melhores, realizados e felizes com nossas escolhas. Seja Bem Vindo!!

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