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Curar a Mãe da Criança Ferida

Curar a Mãe da Criança Ferida

Olinda,  querida!

Ao final do mês conduzirei um Encontro de Mulheres.

Os grupos antigos que já conduzi tem um módulo que trabalhamos a relação com a mãe e isto era feito de uma forma que a partir da visão das constelações penso que talvez devesse ser mudada.

Era assim:

  1. Num primeiro momento é feito uma carta de acusação a mãe onde o cliente coloca toda sua raiva, mágoa etc... plasmando bem o papel com toda essa carga emocional...  Então, com uma música alta de fundo todas ao mesmo tempo lêem as cartas colocando toda essa emoção para fora...
  2. Num ritual levamos ao fogo para que seja transmutado...  Após, escrevemos uma resposta da mãe ... que conta um pouco da sua história de menina... trazendo um novo olhar... que essa mulher trás consigo também histórias de dor, etc.  Ali trabalhamos um olhar compassivo e acolhemos à história da mãe e sua criança ferida. Desamparada. A partir deste processo tomamos responsabilidade e assumimos que apenas nós podemos cuidar da nossa criança ferida reconhecendo que a mãe a me fez o que pôde fazer.
  3. Exercícios são dados para a semana:
  • cortar laços negativos entre mãe e filha (visualizações) e a criança da mãe (atitude de ver além da Mulher adulta e de alguma forma acolher a criança da mãe.)
  • Às vezes, dando um carinho, um reconhecimento, um amparo, um doce ou chamando para um passeio, etc.) olhar apreciativo a mãe (característica Femininas que recebi da minha mãe)
  • Em casa encontrar uma forma de honrar a mãe na sua vida - foto dela ou da família, usar um presente que recebeu dela ou simplesmente colocar a foto dela no seu altar pessoal como agradecimento e honra pela primeira mulher na sua vida e pela vida que recebeu dela.  

Mais ou menos isto com algumas modificações em função da demanda do grupo formado. A pergunta é: Será pertinente essa descarga emocional que passa pela acusação e entrar em contato com essas mágoas e dor?

Será que é imprescindível?

Até hoje funcionou para essas relações sofrerem mudanças positivas mas a partir do estudo da sistêmica não se questiona os pais...

Ao longo deste mês aprenderei uma forma efetiva e talvez mais amorosa de fazer esse resgate?!

Minha querida!

Sim, grata por seu carinho e cuidado em descrever exatamente como faz.

Minha melhor resposta é: Sim!  Funciona. Entretanto, podemos ir direto ao ponto: Compaixão e empatia.

Se conseguir colocar o grupo, as pessoas, a atenção dela no exercício pleno da Compaixão, não precisará passar pela primeira etapa – falar todo sofrimento que sente em relação ao mãe.  Porque nestes sentimentos já vivemos a maior do tempo.

Sempre exercícios que tocam o coração, que nos colocam em sintonia com o amor falam mais alto. Talvez uma outra pessoa escrever para a Colega, como se fosse mãe dela todo o amor que precisou na infância e que ainda espera.

Jirina Prekov uma terapeuta maravilhosa, fala sobre a importância da Contenção, da Escuta Amorosa. Isso é um jeito de ouvir o pranto, sem julgamento, mas sem dar lugar também ao papel de vítima que muitas vezes assumimos ao sentir o quão menos tivemos do tudo que precisávamos.

Um exercício assim consistiria em: Grupo formado com 3 ou 4 pessoas. Uma pessoa fala de tudo o que precisou e não teve. De tudo o que viveu e foi sofrido. E as outras apenas dizem:

“Eu vejo você. Você tem razão! Você é um de nós.”  Ou frases similares, de forma empática e com sentimento sincero.

Ao final, quando a pessoa que está se expressando tiver liberado todo seu sofrimento, e não tiver mais nada a falar, o Terapeuta sabe disso e o grupo também, então, essa pessoa é abraçada por mais algum tempo até que seja suficiente para ela e o grupo. A pessoa sente-se pronta para agora assumir o compromisso de ser boa e generosa consigo, com sua história, com todo seu sistema. Reescrevendo sua vida.

Gosto demais.

Você pensa que poderia experimentar esse exercício?

Eu vou gostar muito de saber sua experiência e resultados.

 

Um abraço feliz e florido!

Olinda Guedes

 

P.S. Ao longo de todo meu trabalho é só sobre isso que ensino: como Cuidar do Ser!

 

 

OLINDA GUEDES é mãe da Nina e Camila Maria, apaixonada pela vida, escreve com o coração o que cabe em palavras.  É mãe de mais outros cinco príncipes na terra, e quatro anjos no céu.

Considera que a gentileza é uma das formas mais bonitas de compaixão.

Conduz, no Instituto Anauê-Teiño, a Escola de Saberes Úteis. Uma iniciativa cujo objetivo é trocar saberes das diversas ciências com o propósito de uma vida mais feliz, próspera e saudável.

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Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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Oilá, gente linda! É uma boa história a minha vida... ainda temos muito a viver. A parte mais linda é ser "Mamain" das duas princesas Nina Maria, Camila Maria e dos cinco príncipes cavalheiros...

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