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Dor - Início, meio e fim

Dor - Início, meio e fim

Todas as pessoas que eu conheço e a grande maioria das pessoas não gostam de sentir dor. (Quem é que gosta de dor?). A dor é uma sensação desagradável, as vezes até traumática, e é a principal causa para as pessoas irem em busca de ajuda e tratamentos na área da saúde.

Entretanto, por incrível que pareça, a dor, é extremamente benéfica e necessária para nossa autopreservação, pois ela nos alerta imediatamente, que algo está errado, prejudicando o nosso corpo.

O incômodo, é um aprendizado, pois ensina à você a não repetir tal atitude, funcionando como uma proteção e evoluímos com isso.

A dor é ensinada e aprendida. A dor é sempre subjetiva. Cada indivíduo apreende sobre o que é dor através das suas experiências, significados, exemplos e importância dada, dependendo de como as lesões foram sofridas e de que forma foram resolvidas nos primeiros anos de vida.

Sentir dor é considerado um sinal de vida, uma linguagem, uma forma do seu corpo se comunicar com você, enviando sinais e dizer que tem algo errado com você. O seu corpo emite estes sinais que podem ser traduzidos em dor dependendo de como você interpreta (entende ou sente) estes sinais. 

Estes sinais, são estímulos que são enviados pelos nervos ao cérebro, que responde a sensação que bem conhecemos.

A dor é classificada como: Somática ou visceral.

Dor Somática → Também chamada de dor física, dor traumática, é quando os estímulos de dor são sentidas pelo corpo tais como: Pele, músculos, periósteo, articulações ou de tecidos de suporte do organismo, tendões, meniscos, etc.

Dor Visceral → Também chamada de dor interna, localizada em órgãos e cavidades internas do corpo. Normalmente uma sensação intensa de dor, mas difícil de localizar. Muitas vezes o paciente sente dores em regiões totalmente diferentes do verdadeiro local da lesão. No ataque cardíaco a pessoa pode sentir dores nos ombros, estômago, braços, por exemplo.

E ainda temos a somatização da dor:

A somatização, também chamada de dor emocional, dor psicológica, dor mental, dor internalizada, é a geração de sintomas físicos a partir de uma condição psicológica ou emocional, como a ansiedade, ou depressão por exemplo. O termo somatização foi introduzido por Wilhelm Stekel em 1924.

Muitas dores de cabeça estão associadas a fatores psicológicos, e o estresse e o hormônio cortisol têm um impacto negativo nas funções imunológicas.

Além disso, as emoções e memórias (fatores pessoais) podem influenciar também no processo da dor. A dor pode piorar, ou parecer mais grave se forem associadas com lembranças e traumas negativos.

Podemos classificar as dores como:

Aguda → A dor aguda é uma reação rápida do organismo, aquilo que você sente logo após uma queda ou um corte, por exemplo. Manifesta-se por um período de tempo curto, menos de 1 mês, e é facilmente identificada. Funciona para o corpo como um sinal de alerta para inflamações, lesões, doenças, como cólicas menstruais e extração de dentes.

Crônica → Manifesta-se por um período de tempo muito longo, mais de 3 meses, e pode debilitar, exigindo maior atenção por parte de quem a está sentindo. Ainda é considerada crônica, a dor que surge várias vezes, de forma recorrente, intermitente ou regular por longos períodos.

 Artrite, gota, câncer são exemplos de doenças que causam esse tipo de dor.

O cérebro é o responsável pela sensação, mas não sente dor. Entenda!

É no cérebro que a informação é detectada e processada, que o estímulo é reconhecido como doloroso; e então temos a sensação da dor. Isso tudo acontece em uma fração de segundo. Porém o cérebro não é capaz de sentir dor alguma.

Apesar da dor possuir uma linguagem universal, com padrões semelhantes na sua grande maioria. Porém, ela também possui uma linguagem própria, ou seja, cada pessoa pode sentir uma sensação diferente e traduzir como dor.  

Muitas vezes aquilo que você interpreta como dor para umas outras pessoas ela não sentem da mesma forma.

A fisiopatologia da dor

Existem células nervosas especializadas para sentir a dor (chamadas nociceptores), que existem aos milhares em cada milímetro de nossa pele, as fibras nervosas periféricas que transmitem estes impulsos ao nosso sistema nervoso central (SNC), que responde tentando afastar a parte do corpo afetada do estímulo doloroso.

A dor, atualmente é considerada como um fenômeno ‘biopsicossocial’ que resulta de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos, emocionais, comportamentais, sociais e culturais.

A intensidade da dor, assim como o quanto e o como a dor se manifesta, variam para cada indivíduo.

Envolvem a sensibilidade, o tipo e a caracterização, estão associada aos aspectos bioquímicos e físicos da lesão e também a componentes culturais, emocionais e ambientais.

TRATAMENTO

Como você deve ter observado, não basta apenas medicamentos, e exames clínicos fisiológicos, eles são importantes, porém é necessário a integração de fatores emocionais, mentais e espirituais para solução do problema.

O importante é buscar a verdadeira causa do problema e resolve-lo se forma holística, integrativa para se obter o máximo de satisfação e resultado positivo.

Para realizar um tratamento eficaz da dor, seja ela dor crônica, aguda, física, emocional, visceral, é necessário, uma abordagem global, holística, integrativa, unindo mente, o corpo e o espírito.

A compreensão da necessidade de união de todos esses fatores resulta na possibilidade de um excelente resultado.

Para o seu conforto e cura é necessário que você adquira ferramentas físicas, mentais e emocionais, onde se obtenha mais satisfação e alivio.

Busque realizar atitudes preventivas, procure respeitar e fique atento (a) aos sinais que seu corpo, sua mente emite.

Tome atitudes positivas, melhore sua qualidade de vida, pratique regularmente atividades físicas, o lazer, faça meditações, reflexões, sociabilização, faça terapias, leituras, que promovam exercícios de controle emocional, autodesenvolvimento e autoconhecimento.

Quando for necessário, busque escolher sempre um tratamento integrativo para que você obtenha o melhor resultado.

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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