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E por falar em criança...

E por falar em criança...

Nesse mês de outubro em que comemoramos o “Dia das Crianças”, estamos sendo convidados a olhar para a criança que fomos ou deixamos de ser um dia.

Apesar de toda questão ideológica que envolvem as datas comemorativas, eu escolho ficar com a melhor parte: elas nos trazem um lembrete para relações que precisamos cuidar.

Fazendo uma retrospectiva na minha fase infantil e analisando o adulto que me tornei, posso me perguntar:  me senti acolhido, nutrido, valorizado, amado, seguro? Ou me senti amedrontado, ridicularizado, solitário, inadequado? Nas minhas memórias sou visitado pela sensação de suficiente ou ainda me pego conectando com o escasso?

A partir das respostas podemos começar o ajuste naqueles comportamentos que apresentamos na fase adulta em que buscamos nas diversas relações a aprovação que não tivemos dos genitores na nossa infância.

Essa análise ainda pode indicar o caminho que precisamos percorrer para a cura de nossa criança ferida, que muitas vezes nos impede de ter uma idade emocional condizente com nossa idade cronológica.

Depois de uma reflexão honesta sobre nossa criança, podemos então, enquanto pais, educadores, terapeutas, estabelecer um olhar saudável com os pequenos do nosso convívio nos perguntando: como me posiciono diante das crianças das minhas relações?

Eu as vejo, ouço, acolho, valido, estimulo? Tenho paciência? Me permito ser criança ao lado delas? Permito que elas sejam crianças ao meu lado? Ou ainda, sou capaz de dizer:

Sim, você pode!

Sim, você tem o meu amor!

Sim, pode confiar eu te protejo!

Sim, eu vejo você...

Como pedagoga nos caminhos sistêmicos, desenvolvi e aplico na escola que trabalho, uma técnica: “Escutar o Coração da Criança”, que consiste em encostar o ouvido ali no seu coraçãozinho e perceber as batidas e reações do órgão quando pronuncio palavras como: mãe, pai, irmão, professora, medo, alegria, colo... Esse é o ponto de partida para estabelecer um vínculo de escuta generosa, que se expande dentro da grandeza que apresenta no campo e também do que é permitido perceber “Além do aparente”. A partir daí, vou oferecendo estímulos (frases, toques, músicas) para que criança se complete. Vivencio experiências de cura maravilhosas que tem mudado o ambiente da escola, as relações e ainda reverberando nos pais, educadores, na vida.

Fico pensando que presente lindo seria, se conseguíssemos, cada vez mais, desenvolvermos práticas que propiciassem as crianças a graça de serem acolhidas, ouvidas, amadas, nutridas.

E não esqueçamos que intervenções sensoriais, sistêmicas, estão a nossa disposição para nos tornarmos adultos mais curados emocionalmente com condições de olhar e ofertar para nossas crianças as condições que elas merecem para viverem a infância mais seguras, felizes e floridas!!!   

 

Eu sou Georgeana Carneiro Severino, Filha de Valneir e Ormênio, mãe do Guilherme e da Emiliana, avó do Otávio e a espera da chegada da neta Emília.

Feliz nesse momento por dar colo a minha criança e dar passos mais seguros pelos caminhos da vida!

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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