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Estar no mundo sem ser do mundo

Estar no mundo sem ser do mundo

Costumamos ouvir por aí frases como: Estar no mundo, sem ser do mundo, somos seres espirituais vivendo uma experiência física, vois sois Deuses. Mas eu, pelo menos, dei-me conta que sempre entendi tudo isso como uma metáfora. Não que não acreditasse no chamado mundo espiritual ou em Deus, longe disso. Mas, no fundo também não acreditamos em certos contos de fadas? Quero dizer, eu pensava que isso poderia sim ser uma hipótese, mas vivia como se não fosse.

Algumas pessoas vivem experiências religiosas muito pontuais, e são elas que geralmente nos mostram que estamos muito além dessa realidade material e "palpável". A própria ciência vem mostrando (estupefata) que as coisas não são bem como vemos. Enfim, existem teorias das mais diversas, e como gosto de dizer, tantas visões quanto olhos para ver.

Mas e eu? Como afinal eu preciso enxergar essa realidade interior? Será que eu mesma posso ter minha própria experiência religiosa? Vale aqui abrir parênteses e explicar o que quero dizer com isso. A grande maioria entende a palavra religião como o dogma da Igreja, como verdade absoluta ditada e não discutida. Não é disso que estou falando. Estou falando do "Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará". Mateus 6:6.

Eu estou usando essa passagem da Bíblia como um modelo do que quero dizer. Meu entendimento sobre esse orar em seu quarto é entrar no silêncio e ouvir a voz de Deus, que imagino se manifesta como a sensação que teremos de que somos parte do todo, porque o todo é tudo o que existe. Essa é a minha ideia de experiência religiosa. Muitos de nós acreditam que essa oportunidade vem apenas para alguns poucos privilegiados, como os santos, os gurus e os esotéricos. Mas, não!! Essa é a promessa de Deus para nós, a volta ao lar.

Agora começo a compreender o verdadeiro significado de estar no mundo sem ser do mundo, porque somos movidos por uma energia invisível, alma, espírito, centelha, mônada, ela tem muitos nomes, muitas formas de ser explicada, mas ela é a única "eletricidade" que nos mantém "ligados". Estamos mesmo acostumados a acreditar que milagre é algo extraordinário, sem perceber que somos o próprio milagre que anda, fala, pensa, sente e ama.

Então estar no mundo da matéria, ter que submeter-se à lei da gravidade, precisar do alimento, envelhecer e morrer são as crenças que nós mesmos criamos, porque podemos incrivelmente mais. Já faz parte do processo passar pelo plano físico, como uma etapa de "vídeo game" (hehe), mas é preciso preparar-se para as próximas fases, pois que a vida continua.

Ser espiritual em uma experiência física só fará sentido quando compreendermos o que realmente significa "ter" uma centelha divina dentro de si. Isso apenas para começar, pois que mais tarde iremos compreender que somos essa centelha, ou melhor, ela é o que nós somos. 

Eu entendo que essa é a "proposta" da transição planetária, a mudança da 3º para a 5º dimensão. A mudança de padrão de pensamento, o respeito pela vida, a compreensão de que o Planeta também é o ser vivo, perder o medo de não ter ou não ser o suficiente, dizer não ao sistema criado pelo medo.

Essas são as experiências divinas pelas quais precisamos passar, perceber que estamos vivendo uma realidade dentro de outra realidade, entender que somos Deuses. Mas, não tenhamos ilusões de milagres vindos de fora. É preciso conhecer-se a tal ponto, que a essência divina se derrame pelos poros e se faça perceptível. Entra no "teu quarto" e ora (medita). Você vai ter a resposta.

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Simone Belkis
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Simone Belkis se formou em Letras na UFPR. É uma estudiosa do esoterismo e cantante. Seu amor maior são os livros. Escrever é sua forma de criar o famoso mundo melhor, e sua praia é contar suas próprias descobertas para inspirar pessoas.

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