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EU ME ENSINEI, EU ME ESTUDEI, EU ME APRENDI E ME CUREI

EU ME ENSINEI, EU ME ESTUDEI, EU ME APRENDI E ME CUREI

O título desta publicação faz referência a um livro lindo que eu conheci, quando visitei um Museu em Curitiba, na maravilhosa companhia de Olinda Guedes e alguns dos seus príncipes.

Há alguns anos venho estudando essa Mestra das intervenções sensoriais e, esses conhecimentos dos quais ela é fonte e ponte, tem feito a diferença em minha vida.

Por isso faço questão de deixar registrado aqui, neste breve relato, um fato que foi para mim muito significativo.

Este momento diferente que estamos vivendo, por conta da pandemia, trouxe algumas alterações na rotina de vida de todo o mundo e, eu que muitas vezes ouvi minha mãe dizer: “mas você não é todo mundo”, não fiquei imune a essas alterações. Uma dessas alterações foi, de repente me ver morando sozinha em uma casa que cabe, no mínimo 5 pessoas. Isso acontece comigo, justamente porque eu sempre disse que eu não tenho medo de nada nem de ninguém. Em toda e qualquer circunstância eu sempre acredito que “Deus Cuida”.

Mas desta vez foi diferente...

Neste período em que a escola, que fica juntinho da minha casa, está vazia, os vizinhos, que na maioria são casas de comércios, estão fechados ou com muito pouco movimento, à noite torna-se escura e deserta. E com isso, vi o portão da nossa casa ser arrombado duas vezes em menos de uma semana.

Sensibilizada, tenho acompanhado o sofrimento de  uma amiga muito querida que vive uma situação de saúde extremamente delicada, e pensando que entre os meus amados há muita gente no quadro de risco e alto risco de serem infectados pelo vírus. Já perdemos a esposa de um amigo na Itália. Parece que tudo isso junto, foi gerando em mim uma sensação estranha de medos. Eu percebia claramente três tipos de medos: o medo de que os “amigos do alheio” voltassem e conseguissem invadir a casa, embora eu já havia reforçado a segurança. Em outros momentos sentia um medo, que era uma espécie de pressentimento de que algo horrível pudesse acontecer mas eu não conseguia saber o que seria essa tragédia. Era no mínimo estranho, esquisito, eu sentir medo sem saber de que. E também me sentia muito preocupada com o que poderia acontecer com as minhas irmãs idosas, com algumas pessoas da minha família, ficava imaginando se acontecesse dessas pessoas adoecerem, como seria terrível. Como se eu tivesse o poder de “não querer que elas sofram”.

E numa das noites em que os três medos vieram juntos, e eu custava a adormecer, lembrei que sou uma aprendiz de terapeuta, que além das orações e meditações eu conhecia “os doze remédios”. Não que eu seja uma especialista em Florais de Bach, eu nem mesmo fiz um curso completo, mas tenho estudado pelo Clube Real do Saber sistêmico, por assinatura. Lá tem 4 módulo sobre Florais e também li mais de uma vez o livro do Dr. Edward Bach, portanto eu sabia, dentre todos aquele nomes difíceis, pelo menos três deles que me poderiam ser muito úteis neste momento. Mas como aprendiz, quis confirmar. Liguei o computador, ouvi Olinda Guedes mais uma vez, busquei o livro e reli aqueles nomes e as indicações, e decidi que iria fazer a minha primeira experiência, amenizando os meus próprios sintomas.

No dia seguinte liguei para uma farmácia e pedi que preparassem um vidro de florais com MIMULUS, ASPEN e RED CHESTNUT. Confesso que ainda hoje, não tenho certeza se acertei na auto indicação, estou publicando aqui, justamente para merecer sugestões e correções das pessoas entendidas no assunto. Mas o fato é que três dias depois de iniciar a tomar as gotinhas, não só voltei ao normal no meu modo de viver sem medo, como sinto-me mais confiante, sem ser imprudente, consciente de que vamos passar esse tempo difícil mas sem perder a paz e a serenidade.

Mais uma vez... gratidão para sempre.

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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