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Fichamento: A Coragem De Ser Imperfeito

Fichamento:  A Coragem De Ser Imperfeito

DADOS DO EXEMPLAR LIDO

Título: A CORAGEM DE SER IMPERFEITO

Autor (a): Brené Brown

Local de Publicação: Rio de Janeiro

Editora: SEXTANTE Ano 2016


QUESTÕES ORIENTADORAS PARA FICHAMENTO:

1) Qual a mensagem global que o autor deixou para você? Resuma em, no máximo, 4 linhas.

Precisamos estar dispostos a pegar leve nas cobranças e apreciar a beleza de nossas falhas e imperfeições; precisamos ser mais amorosos e receptivos com nós mesmos e com os outros; e precisamos conversar conosco da mesma maneira com que conversamos com alguém que amamos.

O grande desafio para os líderes é convencer sua mente e seu coração de que precisamos incentivar a coragem para se colocar em uma posição desconfortável e ensinar às pessoas à sua volta a aceitar o desconforto como parte do crescimento

2) A partir do que você leu, enumere 10 dicas para você criar excelência para sua vida.

1- Nos tornamos fortes ao aceitar a nossa vulnerabilidade, e somos mais ousados quando admitimos nossos medos.

2- Vulnerabilidade não é fraqueza; e a incerteza, os riscos e a exposição emocional que enfrentamos todos os dias não são opcionais.

3- Cultivar a coragem, compaixão e vínculos suficientes para acordar de manhã e pensar: “não importa o que eu fizer hoje ou o que eu deixar de fazer, eu tenho meu valor”.

4- A fonte da escassez não se instala numa cultura da noite para o dia. O sentimento de falta e privação floresce em sociedades com tendência a vergonha e à humilhação e que estejam profundamente enraizadas na comparação e despedaçadas pela motivação.

5- Quando estamos vulneráveis é que nasce o amor, a aceitação, a alegria, a coragem, a empatia, a criatividade, a confiança e a autenticidade. Vulnerabilidade é incerteza, risco e exposição emocional.

6- Saber lidar com a vergonha é ser capaz de dizer: “Isso dói. Isso é decepcionante e talvez até devastador. Mas o sucesso, o reconhecimento externo e a aprovação dos outros não são os valores que me controlam."

7- A arte da imperfeição, cultivamos o amor quando permitimos que nosso eu mais vulnerável e poderoso seja totalmente visto e conhecido e quando honramos a conexão espiritual que surge dessa ação com confiança, respeito, gentileza e afeto.

8- As coisas mais importantes e preciosas chegaram em minha vida quando tive coragem para ser vulnerável.

9- As quatro melhores estratégias para desenvolver empresas e organizações resilientes à vergonha são:

  • Apoiar líderes;
  • Estimular um esforço consciente para detectar em que pontos a vergonha possa estar atuando na empresa;
  • Estabelecer padrões como forma de combater a vergonha;
  • Levar todos os funcionários a conhecer a diferença entre vergonha e culpa;

10- Quando a gente se fecha para a vulnerabilidade, se fecha para as oportunidades.

3) Considerando a realidade onde vive, o que você aplicou, imediatamente, assim que leu? (Qual tópico, qual ideia? - cite o capítulo, página e a ideia).

Os atletas são muito valorizados em nossa sociedade, eles estão acostumados tanto a ganhar quanto a perder. Sabem como lidar com a derrota e como revertê-la.

O cérebro armazena as experiências de vergonha com traumas.

O cérebro processa a rejeição social e a vergonha da mesma maneira que processa a dor física. As experiências de vergonha na infância afetam nossa autoestima e mudam quem somos e a maneira como nos enxergamos.

Viver com ousadia significa encontrar nosso próprio caminho e respeitar o que essa busca representa para outras pessoas.

Ser um pai ou mãe perfeito não é uma meta. Na verdade, os melhores presentes e instantes de ensinamento acontecem naqueles momentos imperfeitos em que permitimos que os filhos nos ajudem a diminuir a lacuna de valores.

4) O que você transformou em si mesmo com a leitura deste livro?

Líder é alguém que assume a responsabilidade de descobrir o potencial de pessoas e situações.

Sem feedback não pode haver mudança transformadora, os profissionais estão desesperados por feedback, todos querem crescer. É preciso apenas aprender a dar um retorno de qualidade para que ele venha a inspirar crescimento e comprometimento.

O grande desafio para os líderes é convencer sua mente e seu coração de que precisam incentivar a coragem para se colocar em uma posição desconfortável e ensinar às pessoas a sua volta a aceitar o desconforto como parte do crescimento.

O perfeccionismo é autodestrutivo simplesmente porque a perfeição não existe. É uma meta inatingível. O perfeccionismo tem mais a ver com percepção do que com uma motivação interna, e não há maneira de se dominar uma percepção por mais tempo e energia que se gaste tentando.

5) Quais as mudanças que você se compromete em tornar real a partir desta leitura?

Dar e solicitar feedbacks construtivos visando aprendizado e crescimento.

Me desarmar e ter um maior comprometimento com minhas metas.

Correr mais risco, ousar e levar a vida mais leve.

Um dia de cada vez, no passo a passo evoluir para a construção de um mundo melhor e mais fraterno.

6) Se você encontrasse o autor do livro, o que você diria a ele?

Você foi muito ousada abordando assuntos que costumam ser evitados e escondidos pelas pessoas. Tirei muito proveito da leitura e recomendo.

7) Enumere 3 pessoas para as quais você sugeriria este livro e justifique.

Todos aqueles que acham que ser vulnerável é ser fraco e também aos que não admitem errar.

RESUMO LIVRO

A CORAGEM DE SER IMPERFEITO

Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível.

Nos tornamos fortes ao aceitar a nossa vulnerabilidade, e somos mais ousados quando admitimos nossos medos.

Temos que ser maiores do que a ansiedade, do que o medo e do que a vergonha de falar, agir e se mostrar.

Um alerta oportuno sobre o perigo de perseguir a certeza e o controle acima de qualquer coisa.

O QUE SIGNIFICA VIVER COM OUSADIA?

Não há esforço sem erros e decepções. Vulnerabilidade não é conhecer vitória ou derrota, é compreender a necessidade de ambas, é se envolver, se entregar por inteiro.

Vulnerabilidade não é fraqueza; e a incerteza, os riscos e a exposição emocional que enfrentamos todos os dias não são opcionais. A vontade de assumir os riscos e de comprometer com a nossa vulnerabilidade determina o alcance de nossa coragem e a clareza de nosso propósito.

Tenho aversão a incertezas e exposições emocionais. Manter todo mundo a uma distância segura e sempre ter uma saída estratégica.

Estamos aqui para criar vínculos com as pessoas. Fomos concebidos para nos conectar uns com os outros. Esse contato é o que dá propósito e sentido à nossa vida, e, sem ele, sofremos.

Uma pessoa plena:

1- Cultiva a autenticidade, se liberta do que os outros pensam.

2- Cultiva a autocompaixão, se liberta do perfeccionismo.

3- Cultiva um espírito flexível, se liberta da monotonia e da impotência.

4- Cultiva gratidão e alegria, se liberta do sentimento de escassez e do medo do desconhecido.

5- Cultiva intuição e fé, se liberta da necessidade de certezas.

6- Cultiva a criatividade, se liberta da comparação.

7- Cultiva o lazer e descanso, se liberta da exaustão como símbolo de status e da produtividade como fator da autoestima.

8- Cultiva a calma e a tranquilidade, se liberta da ansiedade como estilo de vida.

9- Cultiva tarefas relevantes, se liberta de dúvidas e suposições.

10-Cultiva risadas, música e dança, se liberta da indiferença e de estar sempre no controle.

Viver plenamente quer dizer abraçar a vida a partir de um sentimento de amor-próprio. Cultivar a coragem, compaixão e vínculos suficientes para acordar de manhã e pensar: “Não importa o que eu fizer hoje ou o que eu deixar de fazer, eu tenho meu valor.

A definição de vulnerabilidade se baseia nos seguintes ideais fundamentais:

  1. AMOR E ACEITAÇÃO.
  2. VIVENCIAM A ACEITAÇÃO, SIMPLESMENTE ACREDITAM QUE SÃO DIGNOS DISSO.
  3. A PREOCUPAÇÃO PRINCIPAL PELOS INDIVÍDUOS É VIVER UMA VIDA ORIENTADA PELA CORAGEM, PELA COMPAIXÃO E PELO VÍNCULO HUMANO.
  4. CAPACIDADE QUE TÊM DE SE TORNAREM VULNERÁVEIS.

Só depois de 12 anos investigando cada vez mais fundo essa questão, compreendi o papel que a vulnerabilidade desempenha em nossa vida. Ela é o âmago, o centro das experiências humanas significativas.

Falar sobre a vergonha e sobre como nós precisamos compreendê-la e superá-la se quisermos verdadeiramente viver com ousadia. Os problemas mais significativos que todos admitiram enfrentar se originam da desmotivação, da falta de um feedback de qualidade, do medo de ficar ultrapassado em meio às mudanças aceleradas e, por fim, da necessidade de uma maior clareza de objetivos.

Quando a vergonha se torna um estilo de gerenciamento, a motivação vai embora.

Quando errar não é uma opção, não existe aprendizado, criatividade ou inovação.

Alguma combinação entre a motivação de pais, professores, diretores e/ou alunos e o conflito de interesses que competem entre si para a definição de um objetivo.

O que nós sabemos tem importância, mas quem nós somos importa muito mais. Ser, em vez de saber, exige atitude e disposição para se deixar ser visto. Isso requer viver com ousadia, estar vulnerável.

ESCASSEZ: POR DENTRO DA CULTURA DE NÃO SER O BOM O BASTANTE

Já estamos cansados de sentir medo, nós queremos viver com ousadia. Encontraram uma diminuição expressiva do uso de “nós” e “nosso” e um aumento do uso de “eu” e “meu”.

Os pesquisadores também relataram um declínio das palavras relacionadas à solidariedade e emoções positivas, e um aumento das palavras relacionadas a ira e comportamentos antissociais como “ódio” e “matar”.

Colocando o foco em quem as pessoas são em vez de nas escolhas que elas estão fazendo deixa todo mundo isento.

Exagero e medo da humilhação de ser alguém comum. Identifico o receio de nunca se sentir bom o bastante para ser notado, amado, aceito ou para perseguir um objetivo e humanizar problemas.

O meu valor é dado pela quantidade de pessoas que curtem as minhas postagens no Facebook ou no Instagram.

As ideias de grandeza e a necessidade de admiração parecem um bálsamo para aliviar a dor de sermos tão comuns e inadequados.

Se ampliarmos a perspectiva, a visão muda.

Escassez: o problema de nunca ser bom o bastante. Passamos a maior parte de nossas vidas, ouvindo, explicando ou nos preocupando com o que não temos em quantidade ou grau suficiente.

A escassez portanto é o problema de nunca ser ou ter o bastante. A nostalgia do passado também é uma forma perigosa de comparação.

A fonte da escassez não se instala numa cultura da noite para o dia. O sentimento de falta e privação floresce em sociedades com tendência a vergonha e à humilhação e que estejam profundamente enraizadas na comparação e despedaçadas pela motivação.

A preocupação com a escassez é a versão da nossa cultura para o estresse pós-traumático.

Um modo de pensar sobre os três componentes da fórmula da escassez e a maneira como eles influenciam a sociedade é refletir sobre as questões a seguir:

1- VERGONHA: O medo do ridículo e a depreciação são usados para controlar as pessoas e mantê-las na linha? Apontar culpados é uma prática comum? O valor de alguém está ligado ao sucesso, à produtividade ou à obediência? Humilhações e linguagens abusivas são frequentes? E quanto ao favoritismo? O perfeccionismo é uma realidade?

2- COMPARAÇÃO: A competição saudável pode ser benéfica, mas há comparação e disputa o tempo todo, velada ou abertamente? A criatividade tem sido sufocada? As pessoas são confinadas à padrões estreitos em vez de serem valorizadas por suas contribuições e talentos específicos? Há um modo ideal de ser ou um tipo de habilidade usado como medida de valor para todos?

3- DESMOTIVAÇÃO: As pessoas estão com medo de correr riscos ou tentar coisas novas? É mais fácil ficar quieto do que compartilhar ideias, histórias e experiências? A impressão geral é de que ninguém está realmente prestando atenção ou escutando? Todos estão se esforçando para serem vistos e ouvidos?

Somos convocados a viver com ousadia cada vez que fazemos escolhas que definam o ambiente social de escassez.

O oposto de viver em escassez não é cultivar o excesso. Na verdade, excesso e escassez são dois lados da mesma moeda. O oposto da escassez é o suficiente, ou o que chamo de plenitude. Em sua essência, é a vulnerabilidade enfrentar a incerteza, a exposição e os riscos emocionais, sabendo que eu sou o bastante.

Os elementos mais raros em uma sociedade são a disposição para assumir nova vulnerabilidade e a capacidade de abraçar o mundo a partir da autovalorização e do merecimento.

MITOS DA VULNERABILIDADE

Mito 1 - Vulnerabilidade é fraqueza: chegamos ao ponto de ao invés de respeitarmos e admirarmos a coragem e a ousadia que estão por trás da vulnerabilidade, deixarmos o medo e o desconforto se tornarem julgamento e crítica.

Vulnerabilidade é o centro de todas as emoções e sensações. Sentir é estar vulnerável. Acreditar que vulnerabilidade seja fraqueza é o mesmo que acreditar que qualquer sentimento seja fraqueza. O medo, a vergonha, o sofrimento, a tristeza e a decepção.

Quando estamos vulneráveis é que nasce o amor, a aceitação, a alegria, a coragem, a empatia, a criatividade, a confiança e a autenticidade. Vulnerabilidade é incerteza, risco e exposição emocional. O amor é incerto e oferece um risco incrível. Amar alguém nos deixa emocionalmente expostos.

Quando nos entregamos aos momentos felizes de nossa vida, mesmo sabendo que eles são passageiros e que o mundo nos diz para não sermos felizes demais para não atrairmos desgraça essa é uma forma intensa de vulnerabilidade.

Se quisermos recuperar a parte essencial emocional de nossa vida, reacender nossa paixão e retomar nossos objetivos, precisamos aprender a assumir nossa vulnerabilidade e acolher as emoções que resultam disso.

Vulnerabilidade é...

  • expressar uma opinião impopular;
  • me defender e me impor;
  • pedir ajuda;
  • dizer “não”;
  • começar meu próprio negócio;
  • ajudar minha esposa de 37 anos com câncer de mama em estágio avançado a tomar decisões sobre seu testamento;
  • tomar a iniciativa do sexo com minha esposa;
  • tomar a iniciativa do sexo com meu marido;
  • escutar meu filho dizer que seu sonho é reger a orquestra e incentivá-lo mesmo sabendo que isso provavelmente nunca vai acontecer;
  • telefonar para um amigo cujo filho acaba de morrer;
  • decidir colocar minha mãe num asilo;
  • o primeiro encontro amoroso depois do divórcio;
  • ser o primeiro a dizer eu te amo sem saber se a declaração será retribuída;
  • mostrar alguma coisa que escrevi ou alguma obra artística que eu tenha criado;
  • ser promovido e não saber se terei sucesso no novo cargo;
  • ser demitido;
  • me apaixonar;
  • tentar alguma coisa nova;
  • apresentar o novo namorado para a família;
  • ficar grávida depois de três abortos;
  • esperar o resultado da biópsia;
  • fazer exercícios em público mesmo quando não sei bem o que estou fazendo e quando estou fora de forma;
  • admitir que estou com medo;
  • voltar para a partida depois de ter errado muitas jogadas;
  • dizer ao meu diretor que nós não teremos como bancar a folha de pagamento no próximo mês;
  • demitir funcionários;
  • apresentar meu produto para o mundo e não ter retorno;
  • me impor e defender meus amigos quando ouço críticas a respeito deles
  • ser responsável;
  • pedir perdão;
  • ter fé.

Vulnerabilidade soa como verdade e é sinal de coragem. Verdade e coragem nem sempre são confortáveis, mas nunca são fraquezas.

A sensação de estar vulnerável é:

  • tirar a máscara e esperar que o verdadeiro eu não seja muito decepcionante;
  • como não ter mais que engolir sapos;
  • o encontro da coragem com o medo;
  • estar no meio da corda bamba: mover-se para a frente ou para atrás é igualmente assustador;
  • ter mãos suadas e coração disparado;
  • estar com medo e empolgado; aterrorizado e esperançoso;
  • sair de uma camisa de força;
  • subir num galho alto, muito alto;
  • dar o primeiro passo na direção daquilo que você mais teme;
  • estar totalmente presente;
  • estar muito confortável e assustado, mas também se sentir humano e vivo;
  • ter um tijolo na garganta e um nó no peito;
  • como aquele momento terrível na montanha-russa quando estamos perto do primeiro mergulho;
  • liberdade e libertação;
  • ter medo todas as vezes;
  • pânico, ansiedade, medo, desequilíbrio, seguidos de liberdade, satisfação, encantamento e depois um pouco mais de pânico;
  • arriscar o pescoço diante do inimigo;
  • infinitamente aterrorizante e dolorosamente necessária;
  • a de uma queda livre;
  • como aqueles dois segundos entre ouvir um disparo e esperar para ver se você foi baleado;
  • se deixar perder o controle;
  • estar nu;
  • é como ficar nu no palco e esperar por aplausos em vez de deboches;
  • é estar nu quando todos os outros estão vestidos;
  • é como estar nu em um sonho: você está no aeroporto completamente pelado.

Não é o nosso nível verdadeiro de vulnerabilidade que importa, mas o nível que admitimos ter diante de certa doença ou ameaça.

Longe de ser um escudo eficaz, a ilusão de invulnerabilidade desencoraja a reação que teria fornecido uma proteção genuína.

Vulnerabilidade é coragem em você e fraqueza em mim.

Eu sou atraída pela sua vulnerabilidade, mas sou repelida pela minha.

Dê-me coragem para aparecer e deixar que me vejam.

O que você tentaria fazer se soubesse que não iria falhar?

O que vale a pena fazer mesmo que eu fracasse? Realmente acredito que conversas honestas sobre vulnerabilidade e sobre vergonha podem mudar o mundo. O desejo de nos expor nos transforma.

Mito 2 - Vulnerabilidade não é comigo.

Ele nos torna um pouco mais corajosos a cada vez. A vulnerabilidade é a grande ousadia da vida.

Não podemos optar por ficar fora da incerteza, do risco e da exposição emocional que perpassam nossa experiência diária.A vida é vulnerável.

Questões:

  1. O que eu faço quando me sinto emocionalmente exposto?
  2. Como me comporto quando me sinto muito desconfortável e inseguro?
  3. Estou disposto a correr riscos emocionais?

Mito 3 - Vulnerabilidade é expor totalmente a minha vida.

A exposição total é a forma de se proteger da verdadeira vulnerabilidade

Como desenvolver a confiança nas pessoas?

Como as suas amigas conquistaram as bolinhas de gude?

  • elas guardaram meus segredos;
  • elas me contaram seus segredos;
  • elas se lembraram do meu aniversário;
  • elas sabem quem são a vovó e o vovô;
  • elas sempre me incluem nas coisas mais divertidas;
  • elas sabem quando estou triste e me perguntam porquê;
  • quando falto à escola por estar doente, elas pedem às suas mães que telefonem para saber como estou.

Qual a pior traição de confiança que você pode imaginar?

Traição de descompromisso de não se importar, de fazer o vínculo, de não desejar dedicar tempo e esforço ao relacionamento.

Mito 4 - Eu me garanto sozinha

A jornada da vulnerabilidade não foi feita para se percorrer sozinho. Nós precisamos de apoio.

Compartilhar alguma coisa que se criou é uma parte vulnerável, mas essencial, de uma vida comprometida e plena. É o símbolo de viver com ousadia.

Se você mostra o seu trabalho sem limitar o seu lado mais criativo e a receptividade não é das melhores, você fica arrasado. Se o que tem a oferecer não é bom. As chances de querer um feedback, de insistir e de voltar para a mesa de criação são pequenas. Você se fecha. A vergonha lhe diz que você não é talentoso o bastante e que já deveria saber disso.

Tudo o que a vergonha precisa para sequestrar e controlar sua vida está justamente aí. Você transferiu sua autoestima para o que as pessoas pensam. Teve sucesso algumas vezes, mas agora é totalmente dependente disso.

Minha pesquisa com famílias, escolas e empresas deixou claro que as sociedades que não são prisioneiras da vergonha geram pessoas muito mais abertas a pedir ajuda, aceitar ajuda e dar retorno.

O assassino secreto da inovação é a vergonha.

O conceito de que o líder precisa estar no comando e “ter todas as respostas” é ultrapassado e paralisante.

A vergonha se transforma em medo; o medo conduz à aversão ao risco; à aversão ao risco aniquila a inovação.

Quando ousamos grandemente nós cometemos erros, nos decepcionamos várias vezes..

Saber lidar com a vergonha é ser capaz de dizer: “Isso dói. Isso é decepcionante e talvez até devastador. Mas o sucesso, o reconhecimento externo e a aprovação dos outros não são os valores que me controlam. O meu valor é a coragem, e eu fui corajoso. Não me envergonho disso.”

Não podemos abraçar a vulnerabilidade se a vergonha estiver sufocando nossa valorização e nossa conexão com a vida. Sejamos corajosos! Vamos envolver nossos corações e mentes nessa experiência chamada vergonha para que possamos conquistar uma vida plena.

A vergonha é universal e constitui um dos sentimentos humanos mais primitivos. As pessoas que não experimentam esse sentimento são carentes de empatia e não sabem se relacionar.

Todos nós temos medo de falar sobre a vergonha.

Quanto menos nós falarmos sobre a vergonha, mais controle ela terá sobre nossas vidas.

Sentir vergonha é ter medo de romper algum vínculo, medo de que algo que fizemos ou deixamos de fazer, de que um ideal que não conseguimos alcançar ou de que uma meta que deixamos de cumprir nos torne indignos de nos relacionarmos com outras pessoas. Eu não sou digno ou bom o bastante para amar, ser aceito ou manter um vínculo com alguém.

Vergonha é o sentimento intensamente doloroso ou a experiência de acreditar que somos defeituosos e, portanto, indignos de amor e aceitação.

São doze as categorias de vergonha:

  • Aparência e imagem corporal
  • Dinheiro e trabalho
  • Maternidade e paternidade
  • Família
  • Criação de filhos
  • Saúde mental e física
  • Vícios
  • Sexo
  • Velhice
  • Religião
  • Traumas
  • Estigmas ou rótulos

As pessoas da pesquisa nos deram os seguintes exemplos de vergonha:

  • vergonha é ser demitido e ter que contar para minha esposa grávida.
  • vergonha é ter alguém me perguntando: “Para quando é o bebê? Quando eu não estou grávida.
  • vergonha é me enfurecer com os meus filhos.
  • vergonha é ir a falência.
  • vergonha é meu patrão me chamar de idiota na frente de um cliente.
  • vergonha é não ser convidado para uma sociedade.
  • vergonha é meu marido me trocar pela vizinha.
  • vergonha é minha mulher pedir o divórcio dizendo que quer ter filhos, mas não comigo.
  • vergonha é ser pego dirigindo alcoolizado.

Vergonha é uma dor real. Em termos de envolvimento cerebral, o sofrimento físico e as experiências intensas de rejeição social doem do mesmo modo.

As emoções podem causar sofrimento e dor.

A maior parte dos pesquisadores e terapeutas que lidam com esse tema concorda que a diferença entre vergonha e culpa é a diferença entre dizer “Eu sou má” e “Eu fiz uma coisa má.”

Culpa = Vergonha = eu sou má.

Quando nos desculpamos por alguma coisa que fizemos, reparamos um erro ou mudamos um comportamento que não condiz com nossos valores, a culpa e não a vergonha é geralmente a força propulsora. A culpa é tão poderosa quanto a vergonha, mas a influência da primeira é positiva, ao passo que a influência da segunda é negativa. Na verdade, em minha pesquisa descobri que a vergonha corrói a parte de nós que acredita que podemos mudar e fazer melhor.

É da natureza humana querer se sentir digno de amor e aceitação. Quando passamos vergonha, nos sentimos desconectados dos outros e ávidos por valorização.

Nos capítulos sobre cuidar dos filhos, liderança e educação, veremos como a vergonha corrói nossa coragem e promove o isolamento e também o que podemos fazer para cultivar uma atitude de autovalorização, vulnerabilidade e enfrentamento.

As pessoas acreditam que merecem sentir vergonha, mas não acreditam que merecem ser humilhadas. A humilhação faz com que nos sintamos péssimos e contribui para um ambiente desagradável, seja no trabalho, seja no lar. Pode se transformar em vergonha se começarmos a aceitar o que dizem.

Humilhação ainda é melhor do que vergonha.

O constrangimento é o menos preocupante dos sentimentos, quando fazemos algo constrangedor não nos sentimos sozinhos. Sabemos que outras pessoas fizeram a mesma coisa, e, como um rubor na face, ele passará, em vez de nos estigmatizar.

Depois de compreender a vergonha o que se deve fazer?

A resposta está na resiliência, que é a nossa capacidade de nos recuperar rapidamente de um revés ou de nos adaptarmos a uma mudança.

Capacidade de sermos autênticos quando vivenciamos a vergonha, de encará-la sem sacrificar nossos valores e de passarmos pela experiência embaraçosa com mais coragem.

A resiliência tem a ver com sair do sentimento de vergonha para esse afeto que chamamos de empatia, o verdadeiro antídoto da vergonha.

A autoaceitação também é muito importante, mas, como a vergonha procede de um conceito social, acontece entre pessoas, ela também é curada entre pessoas.

A autoaceitação é fundamental porque quando conseguimos ser compreensivos com nós mesmos durante um episódio de vergonha, ficamos mais propensos a nos expressar, nos abrir com alguém e experimentar afeto e empatia.

Aqui vão os quatro elementos da resiliência à vergonha, no final nos levam à empatia e à cura:

1- Reconhecer a vergonha e compreender seus mecanismos.

2- Praticar a consciência crítica.

3- Ser acessível.

4- Falar da vergonha.

A resiliência à vergonha é uma estratégia para proteger os vínculos. O neurocientista David Eagleman descreve o cérebro como um “time de rivais”, ele revela: “Há uma conversa permanente entre as facções opostas do cérebro e uma competição entre elas para controlar o único canal de emissão do seu comportamento.” Eagleman explica os dois sistemas cerebrais: “O sistema racional é aquele que cuida da análise das coisas do mundo exterior, ao passo que o sistema emocional monitora o estado interior e avalia se as coisas são boas ou ruins.” O cientista defende a tese de que, por ambas as partes estarem em permanente batalha para controlar uma emissão, o comportamento, as emoções podem prevalecer na disputa pela tomada de decisão. Eu diria que isso é particularmente verdadeiro quando a emoção em jogo é a vergonha.

Na pesquisa como eles reagiram à vergonha antes de começarem a trabalhar a resiliência:

  • Quando sinto vergonha, eu me comporto como um louco. Faço e digo coisas que normalmente nunca faria ou diria.
  • As vezes eu queria poder fazer as pessoas se sentirem tão mal quanto eu. Sinto vontade de xingar e de gritar com todo mundo.
  • Fico desesperado quando passo vergonha. Como se eu não tivesse nenhum lugar para ir e ninguém com quem conversar.
  • Quando me sinto envergonhado, eu me fecho mental e emocionalmente. Até com a minha família.
  • A vergonha faz com que eu me sinta alienado do mundo. Eu me escondo.
  • Certa vez parei em um posto de gasolina e meu cartão de crédito foi recusado. O frentista me tratou muito mal. Quando consegui sair do posto, meu filhinho, de 3 anos começou a chorar no banco de trás. Então gritei com ele… Eu estava muito constrangido por causa do cartão. Fiquei maluco. Depois senti vergonha por ter gritado com meu filho.

Com o objetivo de lidar com a vergonha, algumas pessoas se afastam, batendo em retirada, se escondendo, silenciando e guardando segredos.

Passei estudando as pessoas plenas e o que preciso para completar a jornada que começa no “ o que as pessoas vão pensar? e termina em “Eu sou bom o bastante”.

Três movimentos contra os gremlins que são os modos mais eficazes de lidar com a vergonha.

1-Praticar a coragem e ficar acessível, compartilhar nossas experiências com alguém que tenha conquistado o direito de ouvi- las, alguém que goste de nós, não apenas de nossas vulnerabilidades, mas por causa delas.

2-Conversar comigo mesmo da maneira que faria com alguém que você amasse e estivesse tentando encorajar no meio de um desastre.

3- Assumir o que aconteceu. Se você assumir à sua história, conseguirá escrever no final dela. “Quando enterramos a história nos tornamos para sempre uma vítima dela. Se a assumirmos, conseguiremos narrar o seu final. “Eu não sou o que me acontece. Eu sou o que escolho me tornar.”

Empatia significa conexão, é se conectar com o sentimento que alguém está experimentando, e não com o acontecimento ou a circunstância. A vergonha se dissipou no momento em que descobri que não estava sozinha, que a minha experiência era humana.

Não há maneira certa ou errada de demonstrar empatia. É simplesmente escutar, criar espaço para a sinceridade, não emitir julgamentos, se conectar emocionalmente e transmitir aquela incrível mensagem restauradora que diz “Você não está sozinho”.

Valor terapêutico da escrita como meio de promover a cura. Cresce a evidência de que o ato de escrever a experiência traumática por apenas 15 ou 20 minutos por dia, durante três ou quatro dias, pode produzir mudanças concretas na saúde física e mental. A escrita emocional pode afetar também os hábitos de sono, a eficiência no trabalho e a maneira como as pessoas vitimadas se relacionam.

Essa seção é sobre o que aprendi sobre as mulheres e os homens, sobre como nos magoamos reciprocamente e como precisamos uns dos outros para a cura.

Embora todo mundo saiba que não há como dar conta de tudo, todos ainda esperam que seja feito. Vergonha é quando você não vai conseguir e tenta fazer parecer que está tudo sob controle.

Nunca ser o bastante em casa. Nunca ser o bastante no trabalho. Nunca ser o bastante na cama. Nunca ser o bastante com meus pais. Vergonha é nunca ser o bastante.

As doze áreas da vergonha (aparência e imagem corporal, dinheiro e trabalho, maternidade/paternidade, família, criação de filhos, saúde física e mental, vícios, sexo, velhice, religião, traumas e estigmas ou rótulos, o primeiro gatilho para as mulheres, em termos de força e universalidade é a primeira área: nossa aparência. Depois de todo esse despertar da consciência, ainda sentimos vergonha de não sermos magras, jovens ou bonitas o bastante.

Se não trabalha fora, muda para: “Que tipo de exemplo você está dando para suas filhas? A vergonha da maternidade é onipresente é como um direito de nascença para mulheres.

As mensagens para as mulheres são estas:

  • Seja perfeita, mas não se preocupe muito com isso e não sacrifique o tempo com sua família, seu cônjuge ou seu trabalho para atingir a perfeição. Se você for realmente boa, a perfeição virá naturalmente.
  • Não incomode alguém nem fira os sentimentos alheios, mas diga o que pensa.
  • Liberte sua sexualidade (depois de botar as crianças para dormir, passear com cachorro e arrumar a casa) mas faça isso com discrição, dentro dos padrões estáveis.
  • Seja você mesma, mas sem que isso signifique ser tímida ou insegura. Não há nada mais atraente do que a autoconfiança (especialmente se você for jovem e linda).
  • Não deixe ninguém desconfortável, mas seja sincera.
  • Não se entregue demais as emoções, mas também não seja muito desinteressada. Se for muito emocional será vista como histérica. Se for muito ausente será vista como uma megera insensível.

Em um estudo nos EUA sobre conformidade às normas de gênero, os pesquisadores classificaram os atributos mais importantes a ser feminina: ser simpática, perseguir um ideal de magreza, mostrar modéstia e não chamar atenção para os próprios talentos e habilidades, ser caseira, cuidar bem dos filhos, investir em um relacionamento romântico, manter intimidade sexual dentro de uma relação de compromisso e usar os recursos financeiros para investir na aparência.

Como os homens vivenciam a vergonha:

  • Vergonha é o fracasso. No trabalho. No campo de futebol. No casamento. Na cama. Com as finanças. Com seus filhos. Não importa onde, a vergonha é o fracasso.
  • Vergonha é ser errado. Não fazer algo errado, mas ser errado.
  • Vergonha é a sensação de ser defeituoso.
  • A vergonha acontece quando as pessoas pensam que você é fraco. É humilhante e vergonhoso não ser visto como alguém durão.
  • Revelar qualquer fraqueza é vergonhoso. Vergonha é fraqueza.
  • Demonstrar medo é vergonhoso, não podemos demonstrar medo, ter medo, não importa do que.
  • Vergonha é ser visto como o cara que pode ser facilmente dominado.
  • Nosso maior medo é sermos criticados ou ridicularizados essas duas coisas são extremamente vergonhosas.

Assim como as exigências sobre as mulheres é que elas sejam naturalmente bonitas, magras e perfeitas em tudo, principalmente na maternidade, a caixa tem regras que dizem aos homens o que eles devem e não devem fazer e que eles estão autorizados a ser. Não seja fraco. Agora também inclui: “É melhor você ser grande e poderoso”. Essa noção me veio à mente quando entrevistei um homem que estava mergulhado na vergonha por estar desempregado. Ele me disse: É estranho, meu pai sabe, meus dois amigos mais próximos sabem, mas minha esposa não sabe. Há seis meses todas as manhãs, eu ainda arrumo e saio de casa como se fosse para o trabalho, só que eu me dirijo para o outro lado da cidade, me sento em um banco de praça e procuro emprego.

Nós pedimos a eles que sejam transparentes, suplicamos que nos deixem entrar e imploramos que nos digam quanto estão com medo, mas a verdade é que a maioria das mulheres não segura essa barra.

Os homens sabem o que as mulheres realmente querem. Elas querem que a gente finja que está vulnerável. E acabamos nos tornando muito bons em fingir.

Encobrir a vergonha machuca tanto quanto expô-la.

O medo e a vulnerabilidade são emoções poderosas. Não há como simplesmente ignorá-los. Você tem que fazer algo com eles.

Comecei a fazer terapia quando minha raiva saiu do controle e passei a beber demais, prejudicando meu casamento e o relacionamento com meus filhos. É por isso que trabalho com isso hoje.

Somos muito exigentes com nós mesmas. É exatamente assim que o julgamento funciona: achar alguém para rebaixar, julgar ou criticar se torna uma maneira de escapar da teia ou de desviar a atenção. Se você está se saindo pior do que eu em alguma coisa, imagino que muitas chances de sobrevivência sejam maiores.

Estamos tão desesperados para nos livrar da vergonha que ficamos constantemente atacando as pessoas a nossa volta quando nos sentimos ameaçados.

Julgamos as pessoas nas áreas em que nós mesmas somos vulneráveis à vergonha, atingindo sobretudo quem está fazendo as coisas pior do que nós.

Somos cruéis umas com as outras porque usamos essas mulheres como alvo de nossas próprias insatisfações com as deficiências vergonhosas que carregamos. Isso é nocivo e ineficaz e se olharmos para o bullying nas escolas, é também contagioso. Nós ensinamos esse falso mecanismo de sobrevivência para nossas filhas.

Desenvolver um relacionamento íntimo físico e emocional é quase impossível quando nossos mecanismos de vergonha estão ativados com força total. Algumas vezes, esses acessos de vergonha estão diretamente ligados ao sexo e à intimidade, porém, com muita frequência são os gremlins lançando confusão sobre nossos relacionamentos.

Não há relacionamento íntimo sem vulnerabilidade.

A vergonha produz uma das dinâmicas mais letais para um relacionamento. Os homens, que sentem vergonha quando são criticados por serem incapazes, se calam (levando as mulheres a ferir e provocar mais) ou reagem com raiva.

A chave do sucesso de nosso relacionamento, a resposta será: vulnerabilidade, amor, humor, respeito, esforço para se libertar da vergonha e uma vida livre de culpa. Nós aprendemos muito disso tudo em nosso próprio processo cotidiano de tentativa e erro, mas também com o meu trabalho e com os participantes da pesquisa que tiveram coragem de compartilhar suas histórias comigo.

Passar vergonha é uma experiência incrivelmente dolorosa.

A arte da imperfeição, cultivamos o amor quando permitimos que nosso eu mais vulnerável e poderoso seja totalmente visto e conhecido e quando honramos a conexão espiritual que surge dessa ação com confiança, respeito, gentileza e afeto.

Amor não é algo que damos ou recebemos, é algo que nutrimos e fazemos crescer, um vínculo que só pode ser cultivado entre duas pessoas quando já existe dentro de cada uma delas, só podemos amar alguém na medida em que amamos a nós mesmos.

Vergonha, culpa, desrespeito, traição e negação de afeto danificam as raízes que fazem o amor crescer. O amor só consegue sobreviver a essas agressões se elas forem reconhecidas, curadas e não acontecerem com frequência.

Ao amar a mim mesma ganhei coragem para me mostrar e ficar vulnerável de maneiras novas, e é disso que se trata o amor.

A vergonha é universal, mas as mensagens e expectativas que a despertam são organizadas por gênero. Essa normas femininas e masculinas são o fundamento dos mecanismos de vergonha, e eis porque se as mulheres quiserem cumprir as regras, elas precisam ser doces, magras, bonitas, caladas, mães e esposas perfeitas e não ter poder. Quem não alcança essas expectativas vai cair na teia da vergonha.

Os homens precisam parar de sentir, começar a conquistar, botar todos em seus devidos lugares e se esforçar para chegar ao topo ou morrer tentando.

Uma das maneiras mais poderosas de fortalecer nossos gatilhos da vergonha é aceitar as normas baseadas nessas camisas de força de gênero. Os homens se sentem cada vez mais isolados, e o medo do fracasso o paralisa. As mulheres se sentem exaustas, e pela primeira vez enxergam claramente que as expectativas do começo são impossíveis de cumprir.

Amar a nós mesmos e nos apoiarmos mutuamente no processo de nos tornarmos autênticos talvez seja o maior gesto de viver com ousadia.

Três lições sobre alegria e luz, vindas de pessoas que passaram muito tempo na tristeza e na escuridão:

1- A alegria nos visita em momentos comuns.

2- Seja grato pelo que tem.

3- Não desperdice alegria.

As coisas mais importantes e preciosas chegaram em minha vida quando tive coragem para ser vulnerável. O perfeccionismo não é o caminho que nos leva aos nossos talentos e ao sentido da vida quando tive coragem para ser vulnerável, imperfeito e tolerante comigo mesmo. O perfeccionismo não é o caminho que nos leva aos nossos talentos e ao sentido da vida; ele é um desvio perigoso.

Perfeccionismo é um escudo de 20 toneladas que carregamos conosco, achando que ele nos protegerá, quando, de fato, é aquilo que realmente nos impede de sermos vistos.

Perfeccionismo é em essência tentar obter aprovação. A maior parte dos perfeccionistas cresce sendo louvada por suas conquistas e seu bom desempenho (notas, boas maneiras, regras cumpridas, trato com pessoas, aparência, esportes).

O perfeccionismo é focado nos outros.

O perfeccionismo não é a chave do sucesso, o perfeccionismo dificulta a conquista pois está relacionado com depressão, ansiedade, compulsão e também com a paralisia da vida e a perda de oportunidades. O medo de falhar, de cometer erros, de não corresponder às expectativas dos outros e de ser criticado mantém o perfeccionista fora da arena da vida, onde a competição e o esforço saudável se desenrolam.

O perfeccionismo não é uma maneira de evitar a vergonha. Ele é uma forma de vergonha.

Perfeccionismo é um sistema de crenças autodestrutivo e viciante que alimenta esse pensamento primitivo. Se eu parecer perfeito e fazer as coisas com perfeição poderei evitar ou minimizar os sentimentos dolorosos de vergonha, julgamento e culta.

O perfeccionismo é autodestrutivo simplesmente porque a perfeição não existe. É uma meta inatingível. O perfeccionismo tem mais a ver com percepção do que com uma motivação interna, e não há maneira de se dominar uma percepção por mais tempo e energia que se gaste tentando.

O perfeccionismo é viciante porque, quando experimentamos a vergonha, o julgamento e a culpa, acreditamos que o motivo para isso é não sermos perfeitos o bastante. Em vez de questionarmos a lógica defeituosa do perfeccionismo, nos tornamos mais apegados ao nosso propósito de aparentar perfeição e fazer as coisas de maneira perfeita.

O perfeccionismo na verdade nos predispõe a sentir vergonha, julgamento e culpa, o que gera mais vergonha e condenação. É minha culpa. estou me sentindo assim porque não sou bom o bastante.

O que as pessoas vão pensar? Precisamos estar dispostos a pegar leve nas cobranças e apreciar a beleza de nossas falhas e imperfeições, precisamos ser mais amorosos e receptivos com nós mesmos e com os outros, e precisamos conversar conosco da mesma maneira com que conversamos com alguém que amamos.

De acordo com Kirstin, o amor-próprio tem três elementos: generosidade consigo mesmo, humildade e consciência.

  • Generosidade consigo mesmo
  • Humildade
  • Consciência equilibrada

Não deixe o perfeito ser inimigo do bom.

Quando criança, eu associava ser perfeita com ser amada, o perfeccionismo esmaga a criatividade. Esta é a nossa natureza: ser imperfeito. A arte é tudo aquilo que é perfeitamente imperfeito.

Em todas as coisas há uma fenda é por aí que a luz entra.

Se estivermos sempre muito ocupados, a verdade de nossas vidas não nos alcançará.

O que estamos entorpecendo e por quê?

A necessidade mais poderosa de entorpecimento parece vir da combinação de três elementos nefastos: vergonha, ansiedade e isolamento.

A ansiedade descrita pelos participantes da pesquisa pareceu ser alimentada pela incerteza, pelas exigências esmagadoras e competitivas de nossa época e pelo mal-estar- social.

A ansiedade é composta pela crença de que se fôssemos mais inteligentes,. mais fortes ou melhores, seríamos capazes de dar conta de tudo. E como fomos programados para estabelecer vínculos, o isolamento sempre provoca sofrimento. Sentir-se isolado pode ser parte normal da vida e dos relacionamentos, mas, quando somado à vergonha de acreditar que estamos isolados porque não somos dignos de contato, o isolamento causa uma dor grande que a necessidade de anestesiá-la se torna incontrolável.

Um passo além do isolamento é o retraimento psicológico.

Acreditamos que a experiência mais terrível e destrutiva que uma pessoa pode ter é o retraimento psicológico. Isso não é o mesmo que estar sozinho. É a sensação de estar afastado de qualquer possibilidade de contato humano e de ser impotente para mudar a situação. No seu ápice, o retraimento psicológico pode levar a falta de esperança e o desespero. As pessoas farão quase tudo para escapar dessa mistura de isolamento patológico com impotência.

A vergonha leva muitas vezes ao desespero.

Não cresci com as habilidades e os recursos econômicos necessários para lidar com o mal-estar.

Sabemos que viver com ousadia significa abraçar a vulnerabilidade, o que não pode acontecer se a vergonha estiver no controle ou se o isolamento alimentado pela ansiedade estiver nos dominando. As duas formas mais poderosas de estabelecer um vínculo com alguém são o amor e a aceitação, ambas necessidade inegociáveis de homens, mulheres e crianças.

A verdadeira aceitação só aconteceu quando apresentamos nosso eu autêntico e imperfeito para o mundo, o nosso senso de aceitação nunca pode ser maior do que nosso nível de autoaceitação.

Viver uma vida emocionalmente saudável tem a ver com impor limites, gastar menos tempo e energia se preocupando com as pessoas sem importância e enxergar o valor de se trabalhar para ter um vínculo de maior qualidade com a família e os amigos mais próximos.

Onde está a linha que separa o prazer e o bem-estar do entorpecimento?

Não são as suas ações, mas o motivo por trás delas que faz toda a diferença. Minhas escolhas estão confrontando e alimentando meu espírito ou são alívios temporários da vulnerabilidade e das emoções difíceis que acabam esgotando suas energias? Minhas escolhas levam à plenitude ou fazem com que eu me sinta vazio e carente?

Quando tratamos as pessoas como objetos, nós as desumanizamos. Quando ensinamos a nossos filhos que transparência e vulnerabilidade são emoções perigosas e que devem ser postas de lado, estamos lhe encaminhando para o perigo do isolamento emocional.

Como você define o sucesso?

O que está abastecendo o medo do ganhar ou perder? Todos os homens e mulheres que abandonaram esse paradigma e se tornaram pessoas planas falaram sobre o cultivo da confiança e do vínculo nos relacionamentos como um pré-requisito para se tentar uma maneira menos belicosa de envolvimento com o mundo.

Ninguém é capaz de abrir mão de suas estratégias de sobrevivência sem ajuda consistente e sem o desenvolvimento de estratégias substitutas. Abandonar o escudo viking ou vítima exige o auxílio de um profissional, alguém que entenda o trauma, os grupos de apoio também costumam ser muito úteis. Veja:

  • Admitir o problema;
  • Buscar ajuda profissional;
  • Superar os obstáculos da vergonha e do segredo que acompanham o trauma;
  • Abordar a recuperação da vulnerabilidade como uma prática diária, não como um item a ser riscado da lista de tarefas.

O que não percebemos é que usar a vulnerabilidade não é a mesma coisa que ser vulnerável; é oposto, é uma armadura. Todos somos muito gratos pelas pessoas que escrevem e falam de seus problemas, fazendo com que nos lembremos que não estamos sozinhas.

Por que estou contando isto?

Que resultado espero?

Que emoções estou experimentando?

Minhas intenções estão alinhadas com meus valores?

Há algum resultado, reação ou falta de resposta que irá ferir meus sentimentos?

Essa minha exposição está a serviço da criação de um vínculo?

Estou pedindo às pessoas em minha vida aquilo que genuinamente preciso?

Em minhas investigações com pessoas que desenvolvem esse comportamento, pude constatar que a motivação que está por trás dele é o desejo de atenção.

Quando paramos de nos importar com o que as pessoas pensam, perdemos a capacidade de criar vínculos. Quando somos moldados pelo que as pessoas pensam, perdemos a vontade de ser vulneráveis.

A resiliência à vergonha é avara de equilíbrio e a rede de segurança.

Precisamos praticar as virtudes que consideramos importantes em nossa visão de mundo.

Enxergo estratégia como “ o plano de ação”, ou a resposta detalhada à pergunta “O que queremos conquistar e como vamos chegar lá?”

O que falamos e o que fazemos, estamos vivendo de acordo com o que pregamos? Responder a essa pergunta pode ser muito desconfortável.

Nós nos desligamos, deixamos de nos envolver com as coisas, para nos proteger da vulnerabilidade, da vergonha e da sensação de nos acharmos perdidos e sem objetivo.

Não podemos dar às pessoas o que não temos. Quem somos importa infinitamente mais do que o que sabemos ou queremos ser.

Virtudes desejadas: honestidade e integridade. Virtudes praticadas: arrumar desculpas e deixar rolar.

Respeito e responsabilidade. Praticadas: zombaria, desvalorização e desrespeito.

Impor limites. Praticadas: rebeldia e frieza.

Se quisermos nos reconectar e retomar o vínculo com o outro, precisamos diminuir a lacuna de valores.

Líder é alguém que assume a responsabilidade de descobrir o potencial de pessoas e situações.

Qual é a maior barreira para a criatividade e inovação?

É o medo de lançar uma ideia e ser ridicularizado e menosprezado.

Ao revistar os registros da pesquisa, conclui que professores e diretores de escolas são líderes e que executivos, gerentes e supervisores são professores.

Seres humanos têm valores, sentimentos, percepções, opiniões motivações e histórias de vida, ao passo que engrenagens e rodas dentadas não os têm. Uma empresa não é a instalação física dentro da qual opera, é a rede de pessoas que nela atua.

Vergonha produz medo, ela diminui nossa tolerância à vulnerabilidade e com isso atrofia a motivação, a inovação, a criatividade, a produtividade e a confiança.

A vergonha só triunfa nos sistemas em que as pessoas desistem de se comprometer com algo que se protegerem. Quando estamos desmotivados, nós não nos mostramos, não contribuímos e deixamos de nos importar.

Ensinar é um ato de amor. Não se trata só de transferir informações, mas de criar uma atmosfera de mistério, imaginação e descoberta. Se eu começar a me desgastar por algumas decepções ou for sufocado por sentimentos de vergonha, não lecionarei mais.

Da culpa surge a vergonha. E em seguida, a mágoa, a negação, a raiva e a retaliação.

Culpar alguém é descarregar dor e mal estar. As pessoas culpam outras quando se sentem mal e experimentam alguma dor quando estão vulneráveis, com raiva, magoadas, envergonhadas, frustradas.

A cultura de esconder a verdade depende dela para manter as pessoas caladas e submissas.

As quatro melhores estratégias para desenvolver empresas e organizações resilientes à vergonha são:

  1.  Apoiar líderes.
  2.  Estimular um esforço consciente para detectar em que pontos a vergonha possa estar atuando na empresa.
  3.  Estabelecer padrões como forma de combater a vergonha.
  4. Levar todos os funcionários a conhecer a diferença entre vergonha e culpa.
  5.  

Apoiar uma cultura em que há feedback sincero, construtivo e compromissado é viver com ousadia. Isso vale para empresas, escolas e famílias.

Sem feedback não pode haver mudança transformadora, os profissionais estão desesperados por feedback, todos querem crescer. É preciso apenas aprender a dar um retorno de qualidade para que ele venha a inspirar crescimento e comprometimento.

Se vocês estiverem confortáveis durante as minhas aulas, eu não estou ensinando a vocês e não estão aprendendo. vai ser desconfortável. É normal e faz parte do processo.

O grande desafio para os líderes é convencer sua mente e seu coração de que precisam incentivar a coragem para se colocar em uma posição desconfortável e ensinar às pessoas a sua volta a aceitar o desconforto como parte do crescimento. É tão errado negar o que é possível quanto negar o problema.

Os alunos na plateia tem que identificar três pontos fortes e uma oportunidade de crescimento na apresentação do colega.

A vulnerabilidade está no âmago do processo de feedback.

Quando se está sob pressão, pode ser muito difícil manter a mente equilibrada para oferecer um retorno de qualidade.

Feedbacks armados não proporcionam mudança duradoura e significativa, ninguém é capaz de receber feedback ou assumir responsabilidade por alguma coisa quando está sendo duramente criticado.

Dar e solicitar feedback tem haver com aprendizado e crescimento, e entender quem somos e como reagimos à nossa volta é a base desse processo.

É bom lembrar, no entanto, que vitória não é receber feedback de qualidade nem evitar dar retornos difíceis. Vitória é se desarmar, se mostrar e se comprometer.

Venda tem tudo haver com a criação de relacionamentos. Ser honesto e transparente é a chave do sucesso em todas as áreas da vida.

Quando a gente se fecha para a vulnerabilidade, se fecha para as oportunidades.

Para ter sucesso, um empresário deve se cercar de fortes redes de apoio e de bons conselheiros. Precisa aprender a calar o ruído em volta para que possa ter clareza sobre como se  sente e o que pensa, e então fazer o trabalho pesado. Sem dúvida, isso tem haver com vulnerabilidade.

Deixar de ser alguém que pensa ter sempre a melhor ideia ou solução para os problemas e se tornar a melhor líder de pessoas.

O conceito de vulnerabilidade como origem da criatividade, da inovação e da confiança.

Os atletas são muito valorizados em nossa sociedade, eles estão acostumados tanto a ganhar quanto a perder. Sabem como lidar com a derrota e como revertê-la.

Se alguém não está desconfortável em sua posição de liderança, é quase certo que não está alcançando seu potencial máximo como líder.

O que queremos que as pessoas saibam sobre nós e o que precisamos delas?

Nós queremos nos mostrar, queremos aprender e inspirar pessoas.

Fomos criados para os relacionamentos, para a curiosidade e para o envolvimento.

Procuramos o sentido das coisas e temos um profundo desejo de criar e de contribuir.

Desejamos correr riscos, acolher nossa vulnerabilidade e ser corajosos. Certezas geralmente produzem arbitrariedade, intolerância e julgamento. Não existe perfeição na criação de filhos e nem garantias.

Tenham a coragem de ser imperfeitos, vulneráveis e criativos.

Educar na perspectiva da abundância em vez de na perspectiva da escassez. Não podemos nos entregar ao medo, à vergonha, à culpa e ao julgamento em nossa própria vida se quisermos criar filhos corajosos. Compaixão e vínculo, as virtudes que dão sentido e significado à vida só podem ser aprendidas se forem experimentadas.

Será que estamos abertas ou camufladamente dizendo que magreza, simpatia e submissão são pré-requisitos para a dignidade? Ou estamos ensinando a elas que enxerguem os rapazes como pessoas carinhosas e amáveis? Será que estamos enviando para nossos filhos mensagens para que sejam emocionalmente invulneráveis, que coloquem o dinheiro e o status em primeiro lugar e que sejam agressivos? Ou estamos ensinando a eles que devem tratar mulheres e meninas como pessoas capazes e inteligentes, e não como objetos?

O perfeccionismo não nos ensina e se esforçar para alcançar a excelência nem a darem seu melhor. Em vez disso, os leva a valorizar o que as outras pessoas acham sobre o que eles pensam ou sentem. Ele os estimula a atuar, agradar e provar. Infelizmente tenho muitos exemplos disso em minha vida.

Sabendo que a vergonha está relacionada à vícios, depressão, agressão, violência, distúrbios alimentares e suicídio e que a culpa está inversamente relacionada às consequências disso, nós vamos querer criar filhos que se habituem mais a uma conversa interna de culpa do que de vergonha.

A vergonha corrói a parte de nós que acredita que podemos fazer melhor e nos tornar pessoas melhores.

A vergonha é dolorosa para as crianças porque está intimamente ligada ao medo de não serem amadas. O cérebro armazena as experiências de vergonha com traumas.

O cérebro processa a rejeição social e a vergonha da mesma maneira que processa a dor física. As experiências de vergonha na infância afetam nossa autoestima e mudam quem somos e a maneira como nos enxergamos.

Isto é de importância crucial porque nos dá a oportunidade de visualizar a vergonha como se fosse uma fotografia.

Nossa tarefa é ensinar e aperfeiçoar a resiliência e isso começa com conversas sobre o que é a vergonha e sobre como ela aparece em nossas vidas.

Viver com ousadia significa encontrar nosso próprio caminho e respeitar o que essa busca representa para outras pessoas.

Aceitação é o desejo humano inato de fazer parte de algo maior do que nós. Na verdade encaixar-se é um dos maiores obstáculos para a aceitação. Encaixar-se tem haver com avaliar uma situação e tornar-se quem você precisa ser para ser aceito. A aceitação, ao contrário, não exige que você mude, ela exige que você seja quem realmente é.

-Ser aceito é estar em um lugar onde se quer estar e os outros o querem lá. Se encaixar é estar em um lugar onde se quer estar, mas os outros estarem nem aí pra você.

-Ser aceito é ser admirado pelo que você é. Se encaixar é ser admitido num grupo por ser como todos os outros.

-Eu posso ser eu mesmo se sou aceito. Eu tenho que ser como o outro para me encaixar.

Compaixão não é uma relação entre o curador e o ferido. É uma relação entre iguais. Somente quando conhecemos bem a nossa escuridão podemos nos mostrar presentes na escuridão do outro. A compaixão se torna real quando reconhecemos a humanidade que compartilhamos.

Ser um pai ou mãe perfeito não é uma meta. Na verdade, os melhores presentes e instantes de ensinamento acontecem naqueles momentos imperfeitos em que permitimos que os filhos nos ajudem a diminuir a lacuna de valores.

Comprometimento exige o investimento de tempo e energia. Se quisermos que nossos filhos desenvolvam altos níveis de esperança precisamos deixá-los travar suas próprias batalhas.

Experiência com adversidade, determinação e coragem aparecem em minha pesquisa como importantes características da vida plena.

Esperança não é uma emoção ou um sentimento, ela é uma maneira de pensar ou um processo cognitivo.

A esperança ocorre quando:

  • Temos a capacidade de estabelecer metas realistas (sei aonde quero chegar).
  • Somos capazes de descobrir como alcançar essas metas, incluindo a capacidade de nos mantermos flexíveis e desenvolvermos rotas alternativas (sei como chegar lá, sou persistente, posso tolerar frustrações e tentar novamente).
  • Acreditamos em nós mesmos (eu posso fazer isso!).

A esperança é algo que se aprende.

Criar filhos que sejam esperançosos e que tenham a coragem de ser vulneráveis significa recuar da superproteção e deixá-los experimentar a decepção, lidar com conflitos, aprender a se impor e ter a oportunidade de falhar. Se estivermos sempre guiando nossos filhos na arena da vida, calando as críticas e assegurando sua vitória eles nunca aprenderão por conta própria a ter a capacidade de viver com ousadia.

Às vezes a coisa mais importante e mais corajosa a se fazer é simplesmente comparecer.

Desprezar as comparações em uma sociedade que usa aquisições e conquistas para avaliar valor não é fácil.

Quem somos e como nos relacionamos com o mundo são indicadores muito mais fortes de como nossos filhos se sairão na vida do que tudo que sabemos sobre criação de filhos.

Viver com ousadia não tem nada a ver com ganhar ou perder. Tem a ver com coragem. Em um mundo onde a escassez dominam e sentir medo se tornou um hábito, a vulnerabilidade é subversiva. Incômoda. Até um pouco perigosa às vezes e sem dúvida desnudar-se emocionalmente significa correr um risco muito maior de ser magoado.

Mas quando faço uma retrospectiva de minha própria vida e do que viver com ousadia provocou em mim, posso dizer com sinceridade que nada é mais incômodo, perigoso e doloroso que constatar que estou do lado de ética que permeia nossa vida diária.

Praticando a gratidão. Não é a alegria que nos torna agradecidos é a gratidão que nos torna alegres.eu fiz uma coisa má.

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Iraci Aparecida Franceschini
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Sou Partner da SBC Sociedade Brasileira de Coaching e Master coach, fundadora do Instituto D´ORO Treinamento e Desenvolvimento Ltda, apaixonada por contribuir com o desenvolvimento humano de pessoas, times e empresas utilizando soluções on-line .

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