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IMAGENS INTERNAS E A CRIAÇÃO DA REALIDADE

IMAGENS INTERNAS E A CRIAÇÃO DA REALIDADE

Eu encontrei a minha imagem interna!

Eu, quando criança, fiz esse desenho por muitas vezes no papel sulfite.

Um por do sol com um céu bem alaranjado e radiante, nuvens, mata verde logo abaixo, um rio recortando essa bela paisagem e gaivotas voando por ali.

As gaivotas não apareceram nessa foto, mas elas estavam ali. Muitas delas.

Eu imediatamente reconheci a imagem. O universo, Deus, a espiritualidade amiga estava me presenteando com aquilo que criei em meus pensamentos de forma distraída. Simplesmente fazendo desenhos. Estavam dizendo... está aqui, seu desejo está sendo realizado.

Criamos nossa realidade por meio de nossas imagens internas. Criamos bençãos, criamos caos. Somos responsáveis por tudo.

Hoje, depois de 39 anos, aniversários e altos e baixos, baixos e altos, tenho certeza que toda a realidade é fruto daquilo que pensamos e agimos.

As imagens internas não são os desejos que temos. Definitivamente, não!

As imagens internas NÃO são as imagens que criamos em momento de oração, de prece.

As imagens internas são aquelas que criamos de forma distraída.

No momento o que escolhemos o programa de TV que vamos assistir.
No momento que escolhemos o livro que vamos ler.
No momento em que perdemos a paciência com o filho, com o cachorro.
No momento que nos queixamos da situação financeira.
No momento que usamos a internet para ficarmos nos lamentando.
No momento que somos arrogantes com nossos cônjuges.
No momento que desabafamos na hora do almoço que estamos cansados do nosso emprego.
No momento que reclamos que os filhos são muito trabalhosos.
No momento que apoiamos uma causa, uma ideia.
No momento que uma pessoa pessoa discorda de sua opinião e você o julga.
No momento que escolhemos somente receber e não dar nada em troca. Ou somente doar e não receber nada.

Essa fotografia foi registrada na Floresta Amazônica, na época de seca. Um lindo banco de areia se forma todos os anos e recebeu o nome de Praia da Aioara.

Eu, quando mais nova, bem mais nova, me imaginava na Amazônia interagindo com as comunidades locais, com os ribeirinhos e indígenas. Sim eu imaginava essa realidade. Mas um pensamento mecanicista, racional, entrava nessa imaginação e dizia... IMPOSSÍVEL! Difícil demais. Você já conseguiu estudar e pra uma pessoa que não tinha muitas perspectivas na vida, cursar uma faculdade está de bom tamanho. Você já quebrou um padrão familiar, se contente em ficar por aqui mesmo. Você já fez demais.

Por muitos anos eu acreditei nesse pensamento racional. Mas a alma é sábia, ela lhe conduz por bem ou por mal. Como eu não entendi por bem, foi por mal.

O caos aconteceu e eu não entendi. Mais outro caos. Eu ainda resisti. Então outro caos ainda pior. Eu precisei de muitos caos para entender o que minha alma estava tentando me dizer.

Investi em autoconhecimento e terapias (muitas) para entender que o que minha alma pedia não era nenhum absurdo e mesmo sendo longe geograficamente era possível voltar para a Amazônia, mas não a passeio.

Mas mesmo entendendo tudo, minha racionalidade ainda era maior, até que chegou um momento que deixei de lutar contra o óbvio. Me joguei de corpo, alma e coração na minha missão, no meu propósito e ele passa pela Amazônia, permanece na educação e se estende em colaborar com a vida de quem quiser sair da escuridão.

Toda a resposta está dentro de nós mesmos.

Toda realidade está dentro de nós mesmos.

Eu agradeço, somente agradeço e peço inspiração e sabedoria para continuar, Somente isso ou tudo isso.

Não busco a perfeição, busco ser melhor a cada dia e acredito que a gratidão, a inspiração e a sabedoria nos leva longe.

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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