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MARIA, MARIA

MARIA, MARIA

 

Eu encontro sempre pessoas tão lindas.  Agradeço a Deus por tanto e por tudo. Sempre aprendo. Um deles é o grupo Instituto Amigos de Lucas, um grupo de pós adoção, com sede em Porto Alegre, mas aberto para todo o Brasil, acho que para o mundo também.    

https://www.angaad.org.br/instituto-amigo-de-lucas/

Eu também estou aproveitando muito esse debate.  É sobre famílias inter- raciais, minorias, negritude, branquitude.

Até porque nossa família é diferente.

Quero dizer:  fazemos parte de muitas minorias: sou mulher, não tenho marido, fiz adoção monoparental. Tenho cinquenta anos. Minha primeira filhinha tem três anos e paralisia cerebral severa.  Os sêxtuplos são todos afrodescendentes, como a Nina também.   Todos temos antepassados indígenas.  Todos somos nordestinos. Todos viemos da roça e hoje moramos numa chácara que é praticamente roça.

Vovô e Dindo plantam alimentos até na beira da calçada. É tudo muito divertido,  mas tudo muito desafiante também.

Enfim,  enfim... o que quero dizer é:   

Pessoas funcionais, que podem ter a condição de decidir que querem ter filhos, por meio biológico ou adotivo,  não  podem ter preguiça e nem falta de disposição. Porque o desafio é grande.   Eu sempre digo: quem não quer ter trabalho, não pode ter filhos.   Grata por fazer parte aqui.

 

 

Uma colega escreveu:

"... racismo estrutural está intrinsecamente ligado à questão da branquitude. 

Ou seja, o Brasil não foi descoberto, ele foi invadido.
Tivemos a o tráfico de pessoas (isso pra não entrar em milhões de detalhes importantes), dizimaram os índios. 
Passaram anos até a abolição da escravidão e ela foi feita de forma  desestruturada. Todos falam do dia 13/05/1888, mas ninguém fala do dia 14/05/1888. 

Pós abolição, o Brasil adotou a eugenia em suas políticas, incentivou o branqueamento da nação (outro rolê que dá umas boas horas de aula).

Essa ideia de que somos todos iguais (mas sabemos que não somos) nasce na década de 1930/1940 com a publicação de Casa Grande e Senzala, de Gilberto freire. 

E hoje, quando olhamos os números, percebemos o abismo da desigualdade.

Mulheres negras, por exemplo, recebem menos anestesia na hora do parto, tem
menos tempo de consulta com ginecologista (isso já afeta o bebê, entende?)
Homens negros, ocupando a mesma função, recebem menos que mulheres brancas... a população carcerária é, em sua maioria, negros.

Quem está ocupando os cargos de CEO das empresas? Enfim, dá pra trazer inúmeros pontos que estruturam nossa sociedade.

... tem a questão do privilégio branco e do viés inconsciente. Como nós, pessoas brancas, reproduzimos o racismo mesmo quando não queremos. " Marilia Facco  

https://www.facebook.com/marilia.alves.1426

https://www.instagram.com/mafacco/

Como disse o poeta: me liberta de ser grande. Me ajuda a ser menino. 

Um ato falho é um ato da verdade. Por vezes, já pensei: se fosse homem não seria tratada assim. Mas, é assim.

Não, quem disse não foi um homem, foi a poetisa, Adélia Prado. Fiquem com ela.

Meu Deus,

me dá cinco anos.
Me dá um pé de fedegoso com formiga preta,
me dá um Natal e sua véspera,
a ressonar das pessoas no quartinho.
Me dá a negra Fia para eu brincar,
me dá uma noite pra eu dormir com minha mãe.
Me dá minha mãe, alegria sã e medo remediável,
me dá a mão, me cura de ser grande,
ó meu Deus, meu pai,
meu pai.

(Adélia Prado,Bagagem, Editora Record, página 12)

 

 

OLINDA GUEDES é mãe. Sua primogênita é Nina Maria. Sua filha mais velha é Camila Maria. Suas avós também são Maria.

Olinda vai atualizar sua certidão de nascimento e incluirá Maria. Uma homenagem às minorias do mundo. Os poetas também são minorias.

Conduz, no Instituto Anauê-Teiño, a Escola Real, uma Escola de Saberes Úteis. Uma iniciativa cujo objetivo é trocar saberes das diversas ciências com o propósito de uma vida mais feliz, próspera e saudável.

https://sabersistemico.com.br/@olindaguedes

https://www.facebook.com/olindaguedesfanpage/

https://www.youtube.com/c/OlindaGuedes

https://www.instagram.com/olindaguedes/

https://escolaolindaguedes.com

 

Venha fazer parte da “Escola Real Saber Sistêmico – Olinda Guedes”.

Um espaço de encontro e convivência online,* dos seus alunos e/ou participantes dos Grupos Terapêuticos de Constelações Sistêmicas, conduzidos por ela.

🏫 http://bit.ly/EscSaberSistemico-Oli

Ao entrar no grupo, apresente-se. Depois vá até o início e procure ler a mensagem de boas-vindas, com informações importantes sobre nosso modo de caminhar juntos

 

 

 

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
OLINDA GUEDES
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Oilá, gente linda! É uma boa história a minha vida... ainda temos muito a viver. A parte mais linda é ser "Mamain" das duas princesas Nina Maria, Camila Maria e dos cinco príncipes cavalheiros...

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