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Me abrace, papai!

Me abrace, papai!

Na lida terapêutica fico cada vez mais impressionada com a quantidade de mulheres com idade entre 35 e 50 anos relatando dificuldade para encontrar a "alma gêmea".

Quando começa o diálogo mais aprofundado e chega na infância... tudo vai clareando.

Muito comum elas falarem sobre o pai provedor, o marido da mãe (sisudo) e, invariavelmente, vem à tona uma constatação quase óbvia: faltaram abraços, carinhos e cafunés na infância.

Teve tudo no quesito material, não fluiu o muito significativo para uma criança: afeto. 

Basta um pouquinho mais de indagação e vem à tona o óbvio: o pai desta mulher também não aprendeu com os pais a importância das manifestações carinhosas e por aí vai. Ele não aprendeu isso, como praticar com os filhos e filhas?

A imagem dos pais "perfeitinhos" acaba virando prisão emocional até que se conheça as leis sistêmicas e compreendemos quanto seguimos, por amor, nossos pais. 

Então, o que falo pras minhas clientes mulheres e homens, sempre, é: se esforcem para abraçar mais e serem afetuosos com os pequenos. Eles querem (e precisam) muito disso. 

Se ainda existem bloqueios por conta dos padrões familiares, é começar, discretamente. Um passo de cada vez, como dizia Bert Hellinger. E quando se vê, teremos caminhado léguas e léguas. 

Quantas mulheres e homens procuram no mundo dos relacionamentos amorosos suprir vazios deixados pelas lacunas afetivas da infância. 

Papais e mamães, abracem mais seus filhotes! O futuro agradece.

Creuza Medeiros é terapeuta integrativa em Cuiabá (Constelação hidrossistêmica/Alinhamento Energético e Pranic Healing).

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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