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QUERIDOS ANTEPASSADOS INDÍGENAS

QUERIDOS ANTEPASSADOS INDÍGENAS

Por tanto tempo eu soube que era sua descendente, mas não busquei informações e agora, ao mesmo tempo que estou fazendo esse curso e aprendendo a viver constelando, simplesmente todas as informações vêm até mim. Por meio de parentes contando histórias ou até mesmo documentos que apareceram.

Minha avó Rosa era chamada de “bugra” pela família do meu avô, mas nunca entendemos muito isso, assim como diziam que a mãe dela era índia, e era mesmo, mas ela era também filha de índio com branca. E justamente por isso, não tinha registro do pai nos documentos. Mas ganhou o sobrenome de Ribeiro (do ribeirão, do rio).

Hoje eu sei que chamar de bugre ou bugra é muito pejorativo, e quer dizer não cristão, estrangeiro, selvagem ou inculto. Muito do preconceito que senti onde vivo reconheço no que vocês viveram.

Agora eu encontro um lugar para meu tataravô, meu tataravô que pelas minhas pesquisas foi do povo Kaingang, e foi o amor da minha tataravó Marcília. Ah, como sinto amor profundo por vocês e reconheço vocês agora. Como deve ter sido difícil viver tudo isso. Minha bisavó Anna, a filha de vocês,  ensinou todos os alimentos indígenas que comemos na minha família, a ralar mandioca para cozinhar, os chás de ervas para doenças. Reconheço tudo daqui. Minha avó Rosa tão amorosa, calma e serena transmitiu à minha mãe e ela a mim.

Agora entendo o porquê de sempre ser muito boa para subir em árvores, e explica o susto que tivemos com a  Victoria, minha filha, que com quatro anos assustou as professoras quando subiu no telhado da escola!!!

Eu vejo o quanto sofreram. Soube que minha bisavó Anna filha de vocês criou a irmã recém-nascida, quando minha tataravó morreu no parto. Criou a irmã junto com minha avó Rosa que também era recém-nascida.

Minha bisavó em homenagem deu seu mesmo nome, Marcília.

As duas cresceram juntas, com muito amor. Que peso carregar tudo isso. Penso que a depressão da minha mãe tenha a ver com essas faltas. Com a tristeza que não pôde ser vivida. Eu agora reconheço vocês todos.

Eu sinto muito pelo sofrimento de vocês, pelas situações que passaram e até mesmo discriminação. Eu amo muito vocês e vou permitir que a energia de vocês se expresse em mim, energia de amor. E não vou sofrer mais por vocês me perdoem.

Queridos antepassados, agora eu estou no lugar certo, eu sou uma de vocês, e sou única, sou sua descendente, e o melhor de vocês agora está em mim. Porque agora eu tenho consciência e me liberto de todos esses padrões.

Sinto essa força em mim e posso ser feliz agora.

#mod02 #indigena #antepassados #preconceito #amor

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Patty Nezi
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Olá! Eu sou a Patty nasci e cresci em São Paulo capital, morei por 11 anos em Brasília e agora vivo na Holanda. Sou casada há 13 anos e tenho uma filha mais velha chamada Victoria, de 10 anos. Também tenho dois anjinhos que moram no céu.

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