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Minha experiência em sala de aula remota na pandemia

Minha experiência em sala de aula remota na pandemia

Meu nome é Adani Uina GralakTrzaskos, filha de Jorge Gralak e EdelviraLaudelina Rosa Gralak, mãe de Alice GralakTrzaskos (9 anos) e Luiza Gralak Trzaskos (quase 5 anos), casada com Marcos Luiz Trzaskos há 10 anos, moro em São Mateus do Sul há 23 anos.

Formada em Matemática há 15 anos pela FAFI de União da Vitória e leciono desde então para turmas do ensino fundamental II e pouco tempo para médio. No ano passado tive a oportunidade de iniciar com uma turma do ensino fundamental I (4º ano), dividindo disciplinas. Eu fiquei com Matemática e Ciências, mas acompanhava a turma durante toda a tarde. 

Paralelo a isso, estava cursando pela primeira vez Comunicação Ampliada Sistêmica com a Fernanda Henz Ravanello. Meu contato com o estudo sistêmico veio de pouco tempo, uns 6 anos, quando uma amiga minha, colega de trabalho, falava, mas eu não escutava, até que vivi, numa palestra com a Olinda Guedes em São Mateus do Sul. Não entendi direito o que era, mas adorei e aí sim entendi o que minha amiga tanto falava. Gratidão Vilciane por isso. E depois descobri a Fernanda e virei uma “cursenta” como ela me chama, pois faço todos os cursos que ela trás para São Mateus do Sul, no Santosha (gratidão meninas pelo maravilhoso espaço de aprendizado).

Esse curso me fez olhar a todos, e principalmente a mim mesma com outros olhos. Me entender melhor. Mesmo depois de repeti-lo, ainda não consigo me comunicar da maneira que gostaria, mas consigo entender o outro muito melhor.

Meu trabalho no ano passado com minha primeira turma do ensino fundamental foi repleto de desafios. Recebi vários alunos com muitas dificuldades de aprendizagem, mas com meu conhecimento de comunicação somado com o da minha parceira de turma (que tinha muitos anos de sala de aula, e mesmo assim sempre esteve aberta a desafios), conseguimos fazer um ótimo trabalho. Trabalhamos a autoestima desses alunos para posteriormente trabalhar o conteúdo. Fomos juntando nossas experiências e descobrindo o que dava certo para cada um. Gratidão Liliane.

Então me apaixonei por trabalhar com crianças menores, foquei meu trabalho com o fundamental I, diminui minha carga horária no fundamental II, ficando apenas com uma turma de 6º ano. Continuo com o 4º ano, agora com os dois, trabalhando Matemática e Ciências, mas sendo professora titular de uma das turmas. 

Com essa pandemia, as aulas remotas estão sendo um grande desafio. Não sou muito da tecnologia, então aprendi o básico para me virar e poder gravar as aulas. Não quis investir demais em aprender edições, ou coisas do tipo. Estou no básico tecnológico e aprendendo com os alunos.

Todos sabemos do compromisso que temos em cumprir conteúdo, metas e atingir um bom aproveitamento. Mas acima de tudo, quando vou preparar uma aula, penso sempre em como vou fazer para que o aluno entenda o que estou explicando. Que recursos vou usar, como explicar. Será que só falando? Será que demonstrando? Para cada conteúdo é uma resposta. Em ciências estávamos vendo as zonas climáticas. Peguei uma laranja, fiz os riscos (dos trópicos e da linha do equador), coloquei um alfinete aonde moramos (mais ou menos), outro no nordeste, e iluminei com a lanterna do meu celular, simulando o sol, fui mexendo no eixo da “Terra” (laranja) mostrando as estações e conversamos sobre isso. Para falar que o nosso país está quase todo na zona tropical, e fazê-los não esquecerem disso, coloquei a música “País Tropical”, cantei uma parte e expliquei: moro, num país tropical... abençoado por Deus, e bonito por natureza. Em Matemática, estávamos vendo fração, peguei um pacote de bolacha que aparece a fração ½ para mostrar que eles já sabem ler sem nem eu ter ensinado. E assim introduzi, mostrei pratos divididos, associei a pizza que todos conhecem. E no dia da prova, sempre é colocado uma imagem para eles colorirem, e eu procuro colocar algo referente à matéria que estão vendo. O dia da prova era 07/07, coloquei a imagem do dia da pizza, que é dia 10/07, com fatias sendo tiradas, fazendo menção a fração. Depois os alunos falaram que iam pedir pizza naquele dia. Em casa, minha filha quis pedir, e ficava falando: estou comendo 1/8 da pizza ou foi pedido ¼ de frango. E assim vivenciamos o que estamos aprendendo. Também vimos as horas, fiz um relógio(inspirado em um da internet) para eles conseguirem ver os minutos e as horas a partir das 12 que não vemos no relógio analógico.

Claro que tenho a consciência de que isso não é totalmente aplicado a qualquer conteúdo ou em qualquer disciplina, mas sempre que consigo dar sentido, dar valor ao que eles irão aprender, é lindo, é enriquecedor para todos, sim... inclusive para mim. Aprendo enquanto ensino. E aprendo com meus colegas de profissão também, cada um tem seu jeito de ensinar, mesmo não sabendo da parte sistêmica como eu tenho estudado, sabem a parte prática da vida. Só tenho a agradecer a cada um deles, aos meus colegas de profissão, aos meus alunos, e também a cada família que entra na minha história, pois são vocês que me ensinam, são com vocês que eu aprendo diariamente. 

Gratidão a cada sistema que aparece no meu sistema. 

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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