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Sobre o Servir, o Sagrado, o Amor de Graça e o Dinheiro

Sobre o Servir, o Sagrado, o Amor de Graça e o Dinheiro

MÓDULO ONLINE CONSTELAÇÕES DE DESTINO  17.04.2020 – Olinda Guedes

Compartilhando o registro de minhas anotações.

Introdução

Os terapeutas precisam fazer as pazes com o dinheiro. Um terapeuta é profissional da ajuda e esse ajudar está ligado à sacralidade.  Assim, entende que o dinheiro não pode estar acima de tudo, mas ao mesmo tempo ele é fundamental, no modo de organização social em que vivemos, porque necessitamos dele como meio de troca para suprir as nossas necessidades. 

Nosso serviço é sagrado, porque o faríamos mesmo de forma não remunerada o tempo todo. E o dinheiro é também sagrado, no sentido de ser um meio para troca na obtenção de subsistência para nossas necessidades. Então, nós podemos informar ao nosso cliente que o dinheiro não abre e nem fecha portas.

Enquanto para o público em geral o dinheiro é visto como algo banal e profano, é quase como que se numa relação de ajuda o dinheiro estiver presente, a relação deixa de ser sagrada. Mas isso não é verdade, absolutamente! 

Essa visão pode ser ajustada: o terapeuta ajuda o cliente oferecendo o serviço que lhe trará a solução que busca e o cliente ajuda o terapeuta oferecendo o dinheiro com o qual o terapeuta irá fazer outras trocas para suprir outras necessidades. Simples assim!

Muitos terapeutas ainda não fizeram as pazes com o pai, então fica difícil ter prosperidade.

Tem crenças muito limitantes acerca do dinheiro, por exemplo se é sagrado não pode ter dinheiro, se é sagrado, é de graça.

Mostra um estado de ego ainda preso na criança carente. Uma carência de amor de mãe e de pai, se você me ama e me quer bem, você não vai pedir nada em troca.

E essas questões precisam de ser trabalhadas e curadas primeiro nos terapeutas, para ele conseguir curar os seus clientes.

O DINHEIRO NÃO ABRE E NEM FECHA PORTAS.

Quando eu quero acessar algo, quando eu decido adquirir algo, quando eu necessito de algo se não disponho da moeda chamada dinheiro eu busco outras moedas.

Do mesmo modo que eu aceito outras moedas, eu também proponho outras moedas.

Apesar de eu dispor de muitas moedas, a moeda mais importante, a moeda mais preciosa por meio da qual o universo me surpreende, é a graça.

Eu acredito em milagres. O trabalho abençoa a vida. O servir abre as portas da abundância. A generosidade é a mãe da prosperidade. A vida recompensa a ação. A minha profissão está a serviço do meu talento e serve a humanidade.

Neuroprogramação é experienciar em nosso corpo.

A nossa vida é o que é por conta de tudo aquilo que disseram para nós que demonstraram para nós e por conta daquilo que nós fazemos com aquilo que fizemos daquilo que fizeram de nós.

Somos o que somos como resultado do que fizemos com tudo o que ouvimos, vemos e experienciamos.

Agora nós podemos reprogramar, redecidir .

E para fazer isso nós precisamos olhar o lobo nos olhos, olhar como um cientista, como um sábio, como um mestre e...

Encarar de frente: - O que é que fizeram de nós?

Onde o amor parou?

Onde o amor está à espera?

Como a nossa criança foi tratada?

É necessário repassar o filme da nossa infância, é necessário olhar com amor e reverência para essas construções antigas, para esses patrimônios da nossa humanidade. A infância é o santuário onde toda a nossa vida é cultivada, por isso quando nasce uma criança nasce uma esperança, por isso onde há crianças, há futuro.

A infância é o santuário da humanidade.

Por isso é fundamental tocarmos com ternura as nossas histórias e só é possível tocar com ternura a nossa história pessoal quando antes de tudo tocarmos com ternura a história da infância dos nossos avós e bisavós.

O sucesso, a saúde, a felicidade moram na infância e se expressam pela vida.

Aqueles que podem devem aproveitar esse momento da quarentena do COVID19 para fazer pequenos sabáticos e aproveitar também para fazer pequenos ajustes, de modo que eles possam se tornar um estilo de vida.

Fazer home office - esse é um ajuste que temos feito e que nos permite estarmos mais juntos em família. Tem sido tão bom, porque é um pequeno ajuste que vai trazer algo positivo para todos nós, com a nossa coragem de ser, de viver e de sermos congruentes.

É importante aproveitar essas crises coletivas para fazermos mudanças e podemos mudar tanto a nossa vida pessoal, como a de impactar a vida das outras pessoas de forma positiva.

Uma crise é uma grande oportunidade para "entrar de sola", porque nossa potência fica maior. O bonde está passando, é o momento de fazer a mudança para acontecer e criar grandes resultados coletivos.

Vender é muito lindo.

Produza conteúdos de uma forma que até a sua avó possa entender.

A terapia é um âmbito bastante informal e dialogal.

 

Ditado

Um Conto de Carícia
- Claude Steiner

Fechem os olhos que vou entregar esse conto.

Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antonio e Maria. Eles tiveram dois filhos, João e Lúcia... [continue o conto aqui, depois retorne]

Eric Berne dizia que nós temos quatro fomes vitais:,a primeira fome é a fome de estímulo, precisamos ser estimulados por imagens, sons e contato e olfato e paladar.

A segunda fome é a fome de reconhecimento onde os atos ou as palavras são estímulos especiais para o comportamento. Validação seria um sinônimo tão bem apropriado para essa fome.

A fome de contato é a terceira. A massagem reparentalizadora sacia essa fome de contato, preferimos um estímulo positivo e agradável e, se ele não existir, preferíamos um beliscão ou um safanão a ser ignorado, a criança sempre procura a mãe, a criança sempre quer voltar para casa.

A quarta é a fome de alegria, fome de prazer ou a fome sexual. A partir de termos prazer na vida e alegria, podemos saciar todas as outras fomes.

Para Eric Berne, nós não vivemos sem o encontro, sem a alegria do encontro e que aprendemos com os nossos pais,como nós vamos nos relacionar, o que nós vamos buscar nesses encontros.

Nós aprendemos a jogar com os nossos pais. Eric Berne dizia que até os 8 anos os país ensinam para as crianças quanto custará a felicidade, os pais ensinarão às crianças quais são as cartas que eles devem carregar na manga.

Eric Berne dizia que normalmente nós criamos nossos filhos para sobreviver e não para uma vida boa e feliz. Ele chamou de teoria de carícias - nesta visão a criança ouve de seus pais o que ela deve fazer para sobreviver. Então o casal se separa e eles dizem para a criança: - Você precisa escolher com quem você vai ficar.  Então a criança escuta: - Meus pais estão dizendo que um deles é melhor do que o outro.

Quando um casal pergunta à criança com quem ela vai ficar, além do aparente eles estão praticando alienação parental. A criança está aprendendo que, quando ela crescer e tiver os seus filhos, a relação entre os pais é de competição e deste modo esse indivíduo deseja um script de vida onde, ao invés de haver reconhecimento e alegria, haverá escassez, cobrança, crítica, repetindo as memórias de orfandade desse sistema.

Enquanto não curarmos a criança que há em nós, dando informações a partir de nosso adulto, será impossível sair dos jogos.

Eric dizia também que esses jogos podem ser jogados apenas como um passatempo, mas podem levar também a destruições terríveis.

Eric dizia que um mesmo jogo pode simplesmente servir para as pessoas se sentirem vivas, mas pode também levar as pessoas ao fracasso, a adoecerem, a ficarem pobres, pode levar aos tribunais, pode levar aos hospitais e aos cemitérios.

Eric sempre disse que 98% de nós estamos presos ao script de vida, simplesmente sendo guiados por aquilo que disseram que o mundo era e que nós éramos.

Apenas 2% da humanidade consegue sair do transe daquilo que foi dito de forma distorcida na infância. E quando saímos desse transe, nós temos duas sensações, a primeira, corporal, de estarmos fortalecidos, seguros, fortes, viçosos; a segunda sensação é uma sensação emocional de confiança, de fé, de alegria, de esperança e de prazer de estar no agora.

Eric Berne ensinou também que o script de vida carrega muitos disfarces, porque se ele fosse totalmente horrível, a pessoa logo se sentiria pressionada por transformá-lo.

Um script de vida carrega um disfarce. Roberto Schianechik traz o exemplo do quase vencedor quando ele conta a história de um mito chamado Sisivu, aquele que carregava pedras e quando estava chegando até o alto da montanha ele voltada tudo abaixo.

Eric dizia que, onde tem uma grande quantidade de pessoas, de um lado está o quase vencedor e na outra ponta, o quase perdedor, este que por diversas vezes esteve à beira do precipício e que foi salvo, “quase morreu, quase...".

Eric dizia que uma grande maioria ficava nesse meio, uma vida morna, nem quase venceu, nem quase perdeu, ficou ali mais ou menos todo dia.

O grande propósito de uma terapia é ajudar o cliente a sair de uma vida mais ou menos e vir, tomar, merecer uma vida boa.

A terapia deve proporcionar às pessoas conhecimento, deve proporcionar às pessoas afeto, uma boa terapia deve proporcionar o encontro. O lugar do terapeuta deve ser tão confortável e macio quanto o lugar reservado ao cliente. A cadeira do terapeuta não pode ser mais bonita ou macia que a do cliente. Eric Berne afirmou que o terapeuta deve tirar os jogos de poder do relacionamento, para que o cliente então, possa encontrar o seu próprio brilho, a sua própria luz.

É dele que vem a teoria dos três "p" do relacionamento de liderança, de mentoria: proteção, permissão e potência.

Afeto, diálogo, conhecimento e congruência, fazer aquilo que você está falando, faz com que seu cliente aprenda mais rápido e que decida a sua vida.

Eric dizia, contrariando a psicanálise, que você deve, que você pode abraçar o seu cliente, que você pode cumprimentá-lo pelo seu aniversário e que você pode convidá-lo para vir à sua casa. Terapia não é teoria, é experiência de afeto e de conhecimento.

Todos nós merecemos uma vida boa e que nós temos três oportunidades para tomar a vida boa que nós merecemos.

A primeira é por meio do amor dos pais e das figuras parentais da nossa infância ou do amor generoso que podemos encontrar uns com os outros como irmãos, o amor que ama de graça.

Nós podemos encontrar e mudar a nossas vida por meio do sofrimento - essa é a segunda oportunidade. Grandes perdas “podem” trazer grandes transformações, alguém, ao perder um filho, pode melhorar muito o seu jeito de ser, você pode mudar por meio do amor ou da dor.

A terceira grande oportunidade de termos uma vida boa e feliz é por meio do conhecimento e feliz daquele que muda de vida pelo conhecimento, porque esse haverá de ter aprendido a chave da mudança. Portanto, a terapia deve ter afeto e conhecimento.

É da Análise Transacional que aprendemos: 

- Que o dinheiro nem abre e nem fecha portas.

- Que todos merecemos um trono, uma cadeira maravilhosa.

- Que que todos somos majestade.

 

Ditado da Tarde

Claude Steiner contribuiu de forma significativa para  a análise transacional. Ele reuniu em os scripts, os papeis que vivemos na vida, em três grandes scripts:

o primeiro grande papel é o script da falta de alegria. Claude dizia que o script de falta de alegria traz a condição da apatia, do falta de interesse pela vida.

- o segundo papel é o script da depressão. A raiva, o ressentimento, fazem com que o indivíduo demonstre tristeza, desinteresse; o script da depressão é também o script da falta de amor - o carente sente-se desamado.

- o terceiro papel é o script de falta de cabeça. Faz com que o indivíduo perceba as coisas de maneira sempre distorcidas, sem assertividade; o script de falta de cabeça elevaria desde a esquizofrenia até a forma mais simples, daquela pessoa que não fala coisa com coisa.

Claude Steiner dizia que todos esses papéis, são muito comuns na vida diária e que as pessoas podem saltar de um papel para o outro. Quão mais neurótica for uma pessoa, mais ela permanece nesses três papeis. Por exemplo, ela amanhece chateada ou aborrecida; no início da tarde ela está brigando com a mãe para dar o último dinheiro que tem para pagar drogas consumidas e, no início da noite, ela está no script da falta de alegria e por isso, consumindo drogas.

Claude conta uma história:

Mulher com 50 anos, viúva, um filho de 27 e outro de 16, vive de pensão deixada pelo marido. A cliente buscou terapia com indicação do ginecologista. Apresentava-se com uma energia muito baixa, a sua história de vida mostrou que seu pai a tratava de maneira fria e a tratava .... (Olinda relatando em nosso blog).

O nosso corpo, a nossa história de vida, as doenças que tivemos demonstram como esses papéis influenciaram a nossa vida em quais desses papéis nos abordamos como uma forma de sobrevivência.

Então você pode olhar os cinco primeiros anos da sua vida de 0 a 5 o que foi de importante que aconteceu com seu corpo, de 5 a 10, de 10 a 20, de 20 a 30 e por último de 30 a 50, você escreve em linhas gerais o que aconteceu de 0 a 5, de 5 a 10, de 10 a 20, de 20 a 30 e de 30 a 50, entre cinco e dez linhas não mais que isso relatando fatos, emoções, perdas, ganhos, doenças...

Ao fazer essa linha do tempo, uma biografia do que foi significativo na sua vida, será possível perceber em qual papel ancoramos para que pudéssemos sobreviver. Por exemplo, uma pessoa que de 0 a 5 anos toma muita medicação e fica muito doente, já pode colocar ali ao lado o script de falta de alegria, que nos faz tomar muita medicação.

De 5 a 10 anos, se essa pessoa relata que ia para a escola e se sentia mal e sofria bullying e não conseguia expressar o que sentia, ela foi para o script de falta de cabeça,

De 10 a 20, ela relata que ela teve muita cólica, queda de cabelo e ficou inclusive, 6 meses acamada por uma doença do sistema imunológico - aqui nós já sabemos que ela voltou para o script de falta de alegria.

Então ela relata que, de 20 a 30, teve sua primeira criança de uma relação abusiva e só conseguiu amamentar até os 3 meses - aqui nós sabemos que ela ancorou no papel de depressão e falta de amor.

Então ela relata que começou a ingerir bebidas alcoólicas e que voltou à escola mas não conseguia se concentrar e arrumou muitos namorados e que finalmente, chegou à terapia e há 3 anos conseguiu voltar a ter o peso ideal, conseguiu parar de ingerir bebidas alcoólicas, está deixando de fumar e está finalmente, tendo autonomia financeira e teve bastante êxito com as aulas particulares de inglês e de personal organize.

Cada vez que analisamos um script de vida, nós percebemos claramente que aqueles papéis foram a salvação daquela pessoa, de um indivíduo e por meio do conhecimento e da terapia, por meio de contratos terapêuticos bem feitos e bem estabelecidos, é possível ao cliente redecidir a sua vida.

A análise transacional, também é conhecida como a terapia da redecisão. Imagine que você pode voltar no tempo como um passe de mágica e você pode, a partir de agora, ser um bom pai e uma boa mãe para você e pode dar aos seus pais, bons pais.

A terapia da redecisão nos coloca na posição de adultos funcionais.

Ela nos dá autonomia, nós começamos curando a nossa vida, por meio de um contrato gentil, amadurecido, a partir de perguntas feitas de forma muito amorosa, com total proteção e potência, nós começamos a cura de nosso destino, escrevendo ou falando, de preferência escrevendo e se comprometendo.

Como que eu quero que seja?

É como se os pincéis, as tintas, as telas, fossem colocadas novamente em nossas mãos. Agora não são mais os nossos pais, os nossos avós ou professores, agora somos nós, diante de um campo imenso de possibilidades: como eu quero que seja?

Como eu quero que seja sob a ótica da análise transacional, colocar muitas datas e canetas coloridas para fazer esse exercício e num papel colorido.

 

Curitiba, 17 de abril de 2020

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Iraci Aparecida Franceschini
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Sou Partner da SBC Sociedade Brasileira de Coaching e Master coach, fundadora do Instituto D´ORO Treinamento e Desenvolvimento Ltda, apaixonada por contribuir com o desenvolvimento humano de pessoas, times e empresas utilizando soluções on-line .

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