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Mudar hábitos e "otras cositas mas"!

Mudar hábitos e

Se tem nessa vida coisa desconfortável é a tal mudança de hábito. 

Ah, e na maioria das vezes os hábitos que precisamos mudar são bem aqueles aos quais estamos tão apegadinhos, hábitos tão encaixadinhos na nossa rotina, tão fáceis de executar, não pesam no orçamento, nem fazem mal a ninguém, e a gente gosta tanto, tanto.

Oh céus, oh vida, oh azar!

Os hábitos discretos são os piores, sorrateiros como as traças que corroem tanto as roupas velhas quanto as novas e nos aborrecem, mas minutos depois já esquecemos a traça e nos conformamos com os furos.

Alguém me disse uma vez: Não existe pecadinho e pecadão, ambos são igualmente pecado.

Bem, não necessariamente o hábito que eu tenho que mudar e o hábito que você tem que mudar, seja um pecado, mas se precisa ser mudado, então boa coisa não é!

E essa tarefa árdua é quase sempre precedida por um sentimento não menos árduo, que é aquele momento que nos damos conta que do jeito que está, não dá pra continuar, que não há mais tempo para "empurrar com a barriga" nem disfarçar, é aquele célebre momento que a água começa a bater na bunda.

Você sabe do que eu estou falando, todos nós adultos sabemos.

Comer menos carne e mais brócolis.

Eliminar os 10 quilos que o médico mandou, um ano atrás, que já se transformaram nuns 15, putz!

Parar de Fumar de uma vez por todas.

Menos vinho e mais água.

Mais bíblia e menos internet.

Não gastar mais do que ganha (esse é de lascar, mas se você não conseguir todo mundo vai entender) tô brincando, nesse momento tão íntimo, pessoal e intransferível de mudar um hábito, não importam os outros. 

Os outros são problemas deles mesmos, e você, todinho seu. Viu que privilégio!?

Parar de roer unhas, de ver pornografia, de procrastinar, de mentir, de invejar, de desperdiçar... 

Eu sei muito bem, graças as minhas próprias mancadas, que ficar esperando a força de vontade chegar para tomar uma atitude é arriscado demais.

Força de vontade é tipo um músculo que vai aumentando e ficando forte à medida que é exercitado, o que só acontece quando estamos com a mão na massa.

Enquanto estamos sentados, observando o caos, a força de vontade está a nossa espera lá do outro lado, no tatame, onde a fight acontece pra valer, entendeu?

Outra coisa: esperar que alguém largue o que está fazendo e venha nos içar, ou que nos reboque como fazem com os navios atolados, ou que nos empurre ladeira acima, também é arriscado, pode nunca acontecer, pois não há um ser sequer que não esteja num tatame travando as próprias batalhas.

Vitimismo, chiliques e murmuração, além de não servirem para nada, ainda são cansativos pra caramba.

E então, o que vai ser?

Ter em mente que mudar um hábito é uma baita oportunidade de colocar em prática a maturidade e o domínio próprio, que você acumulou e já têm lhe servido em outras questões em sua vida, e irão servir aqui também. 

Fazer uma avaliação fria, matemática, dos prós e contras da mudança e acolher o resultado como se acolhe uma importante missão.

Assim, se você tem a missão de prover a sua casa com o seu trabalho, você quando acorda pela manhã, não fica pensando: Ah, será que hoje eu estou ou não com vontade de ir trabalhar?

Ah, se tiver muito frio, ou chovendo, ou ventando muito, eu não vou trabalhar...

Bem, imagino que não seja assim.

Trabalhar, para maioria das pessoas, é uma missão, elas levantam e vão. 

Essa é a atitude que vai te encorajar diariamente a seguir os seus propósitos de mudar um hábito, é tomá-los como missão.

Outra coisa que eu bem sei, é apaixonar-se pela missão, pela estrada, pelo processo da mudança.

Manter-se com a atenção presente o suficiente para ter consigo a mesma consideração e admiração que você dispensa tão abundantemente aos outros.

Atenção suficiente para reconhecer o próprio esforço, limitações e avanços tão amorosamente, com tanta paciência e gosto como você faz com os outros que ama.

Mais uma, a última: 

Mudar um hábito é uma excelente oportunidade de aprimorar sua habilidade de colocar um ponto final no que não deseja mais, ficar bom em fechar a conta e passar a régua, se tornar um craque em virar a página e seguir em frente. 

E depois levar consigo essa habilidade na manga, como uma ferramenta multiuso, para usar no próximo desafio, afinal de contas temos tanto a fazer  e "o tempo ruge e a sapucaí é grande"! 

Abraços e Sigamos...

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Vera Mendes
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Vera Mendes é Master em Programação Neurolinguística, criadora do Programa "Pare de Fumar com Vera Mendes" que, mais que um trabalho, é uma paixão avassaladora que dura desde 2007 e só faz aumentar. É mãe de um casal de seres formidáveis!

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