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Não leve nada para o lado pessoal

Não leve nada para o lado pessoal

O livro Os quatro compromissos de Dom Miguel Ruiz nos ensina alguns segredos para termos uma vida mais tranquila e em paz. Ele é um livro curto, que você lê em uma sentada, porém seu conteúdo é extremamente valioso.

Neste livro se fala sobre a filosofia dos Toltecas, povos pré-colombianos, que entendiam que nós criamos a nossa realidade através da nossa percepção. Para eles, tudo o que expressamos e pensamos é apenas um reflexo de nossa realidade.

Eles apresentam quatro compromissos neste livro. Hoje quero falar sobre um compromisso:

Não leve nada para o pessoal!

Como disse, para essa civilização, minha realidade é experienciada por minhas percepções. Através do que eu acho ser verdade, eu me relacionado com o mundo. Por causa da minha percepção, eu só vejo o que eu quero e crio a realidade que minha mente percebe e é com ela que eu me relaciono. Ou seja, não me relaciono com as pessoas de fato, mas com as imagens que minha mente faz de cada um.

Como eu crio a minha realidade quando falo ou faço algo que lhe atinge, não é algo pessoal. Estou me relacionando apenas com meus próprios pensamentos sobre você.

Cada um de nós está no próprio filme no qual somos nossos protagonistas e criamos os outros personagens a nossa maneira. Como estou no filme da minha vida, eu não interajo com você, mas com a imagem que tenho de você. Se você entrasse no cinema onde estivesse passando o filme da minha vida, brigaria comigo e não concordaria com a maneira a qual eu lhe vejo. A forma como te vejo não é a realidade, mas a minha realidade.

O que isso quer dizer? Que se eu reclamo, brigo ou faça qualquer coisa contra você ou a favor de você, não se trata de você, mas da minha representação de você.

Você pode se ressentir ou até ficar feliz com a ação que alguém teve. Mas lembre-se, nada disso teve a ver com você, não foi pessoal.

As pessoas só agem em função das próprias representações da realidade.

Se alguém não cumpre uma expectativa que eu tenho, é porque esta expectativa está só na minha cabeça, está na representação que eu crio do outro.

Esse é um dos mais difíceis de colocar em prática. Vire e mexe ficamos ressentidos com algo que alguém nos fez. Temos de tenta trazer essa consciência, assim a vida ficará muito mais leve: A ação do outro não tem nada a ver comigo, mas com as suas próprias imagens.

Se conseguirmos colocar isso em prática, seremos muito mais felizes e teremos muito menos dor de cabeça.

 

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Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Rodrigo Oliveira
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Terapeuta sistêmico

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