[ editar artigo]

Nem desistir nem tentar agora tanto faz, estamos indo de volta pra casa. Cassia Eller.

Nem desistir nem tentar agora tanto faz, estamos indo de volta pra casa. Cassia Eller.

Olá seja bem vindo (a), pode entrar. Sabia que existe um lugar esperando por você? 

Sente-se em uma almofada bem confortável, você aceita um cafezinho?

Deixe eu te perguntar, você gostaria de saber que lugar é esse cheio de novas possibilidades? Sim? Então para você que esta iniciando sua jornada de volta para casa, para ocupar o seu lugar, já vou lhe informar, não existe um mapa da mina e o que posso lhe adiantar, é que a única forma de você  chegar lá, é usando uma bússola. Também aviso que esse é um caminho sem volta! A bússola é o seu coração! E a hora que desconfiar do seu próprio coração, não se preocupe as estrelas vão te guiar. 

Esta preparado (a)? Vou partilhar um trecho da minha experiência que diz respeito a minha busca pelos meus tesouros perdidos. Sim um dos mais longos caminhos que já trilhei e continuo trilhando. E se você leitor é um Terapeuta, Curador, Médico, Psicólogo, Mestre, Professor de jardim de infância, Pedreiro, ou Lavadeira, ou seja, qualquer pessoa que decida estar na vida, verdadeiramente, ira se identificar, pois todos nós passamos por processos internos de travessias parecidos na vida, ou se você já se lançou nesse processo, que se assemelha com a jornada do herói, que acontece através de doze passos clássicos, daqueles scripts que estão inseridos nas historias e filmes, processo que eu chamo de volta para casa. Você já assistiu Fernão Capelo Gaivota?

-Primeiro passo: Você nasce, fica no ninho um período, cresce e o mundo lhe é apresentado, mundo comum. 

-Segundo passo: Você é chamado para aventura, que é viver, estar na vida é aventura-se. Precisamos nos relacionar, interagir nesse mundo. 

-Terceiro passo: Você sente que a vida é algo mais, sente, escuta o chamado e no entanto, recusa o chamado, pois parece que não vai dar conta. Parece algo muito redondo e grande, temos medo do desconhecido.

-Quarto passo: É quando Deus escuta nossas orações e envia anjos ou um mestre e de repente, encontramos um mentor, ou uma pessoa que vai nos auxiliar a fazer as travessias. É como se descortinasse uma nova realidade, as respostas vão chegando, a partir de então começamos a compreender que nós criamos nossos milagres, sim o mentor aqui nos guia a olhar para o nosso lado mais poderoso. E poder aqui tem haver com a nossa capacidade de tomar decisões, como por exemplo, a decisão de seguir em frente e curar os padrões repetitivos negativos do sistema familiar. Foi neste momento, em que eu Débora cai de paraquedas num dos módulos no instituto Anauê- Teiño, no ano de 2013 em Curitiba, e acreditem, dois dias com Olinda Guedes (https://sabersistemico.com.br/@olindaguedes) foi suficiente para causar o maior movimento na minha rota. Aconteceu então a explosão do Big Ben na minha vida, em outras palavras, lá estava eu, no pensamento mecanicista, em uma desordem já instalada, em minha vida e me sentia totalmente fora do eixo, arrogância no volume máximo, sim, minha gente a arrogância aliada a ignorância, mesmo não falando nada gritam muito alto.

Jesus acende a luz, foi exatamente neste momento que compreendi a diferença entre poder e empoderamento, estava com o ego ferido. Naquele momento recebi uma imagem interna, de um tabuleiro de jogo e Olinda na sua infinita humildade e benevolência, me mostrou que eu precisava voltar umas vinte casas e iniciar o trajeto novamente, ou seja, em uma frase ela acertou a charada, me fazendo apenas uma pergunta, eu querendo conquistar o mundo profissional e ela me disse Débora cadê o seu pai?

Para quem conhece um tanto de constelação familiar, sabe exatamente o que essa pergunta significa. Olinda, saiba que você foi a resposta de minhas orações.

-Quinto passo: A travessia do primeiro obstáculo, aqui para mim foi estar totalmente perdida na minha profissão sem a visão sistêmica e como na minha vida houve sempre uma demanda considerável de pessoas que precisam de apoio e ajuda, para mim estava desafiador lidar com as demandas das pessoas. Acordei para uma verdade que para eu ajudar as pessoas, primeiro precisava me ajudar.

-Sexto passo: Vieram os testes, encontrei aliados, saia do ritmo muitas vezes, conheci meus inimigos, fase dos botecos, buscas por algo para anestesiar o processo.

-Sétimo passo: Aproximação da caverna oculta, aqui a noite escura chegou, tentei fugir até o ultimo minuto. Quem já passou, ou ainda esta passando por essa fase? Uma dica: Muita calma nessa hora. 

-Oitavo passo: Provações, pedi para morrer, era muita dor. Dores emocionais principalmente. Hoje consigo perceber o quanto fiquei diferente e mais sensível com a dor do outro, aprendi mais sobre empatia, me colocar no lugar de uma pessoa que sofre de depressão.

-Nono passo: Rezei para Deus me guiar, decidi não morrer sem antes lutar. Uau! Obtive recompensa apanhado da espada.

Décimo passo: A recuperação das forças, caminho de volta. Lembra das vinte casas? 

-Décimo primeiro passo: Ressurreição. Aqui ressurgi das cinzas como diz minha mãe: Você é uma fênix de ouro. 

-Décimo segundo passo: Retorno com elixir. Aqui quando Fernão Capelo Gaivota volta para o bando, empoderado e maduro para passar o conhecimento adiante, aqui voltei para casa e para meu lugar, com tudo o que isso representa, tomei a vida e decidi passar a vida em diante. Tão profundo esse filme que assisto sempre quando me perco nas travessias.

Todas essas etapas precisam ser ultrapassadas para experimentar o que Eckhart Tolle chama de estado "Presença". Sentia que precisava curar. Curar o que meu Deus, se a dor parecia de muitos? Fui descobrindo através das leituras, que sim, fazia sentido eu perceber doer em mim a dor dos meus ancestrais. Agora me vem uma frase de uma das tirinhas da Mafalda personagem de desenho, justo a mim coube ser eu mesma, então fui percebendo que a cura de alguns aspectos do meu ego, precisava ser curado em relação aos egos de alguns membros que foram excluídos do sistema.

Bert Hellinger, tem nos mostrado, através do trabalho com as constelações familiares, através do saber sistêmico, o movimento do espírito, que nós seres humanos possuímos uma consciência individual, mas no entanto não temos muita liberdade sobre ela, principalmente se estamos no piloto automático no modelo mecanicista, fazemos parte de uma consciência muito maior que sob ela regem algumas leis que Bert denominou como sendo as leis do amor, que são essenciais como a lei do pertencimento, inclusão e exclusão, lei da compensação, equilíbrio entre dar e receber, lei da ordem, lugar, hierarquia... foi descortinando para nós um universo vivo e interativo. Dá para acreditar que nós vivos atuamos sobre o mundo dos mortos e os mortos atuam sobre o mundo dos vivos? Sim, é incrível, nossa vida é quântica e interativa o tempo todo, nós cocriamos tudo através dos nossos pensamentos através da nossa frequência do campo ciente. Agora eu entendo o que o líder político e espiritual da índia quis dizer com esta fala: Se a humanidade irá conscientemente seguir a lei do amor, eu não sei, mas isso não me incomoda. A lei vai agir como a lei da gravidade age independente de aceitarmos ou não. Mahatma Gandhi.

Sabe, nosso amigo ego diz você não é bom você, então nossa mente acredita nisso, tornando-se a nossa própria consciência porque acreditamos nisso, em um período da vida. A verdade é que temos uma relevância cósmica aqui neste plano, nós escolhemos estar aqui, neste planeta terra vivendo essas experiências e tudo o que nos é permitido será revelado a nós, a medida que vamos desobstruindo a nossa consciência destas programações que ganhamos de presente, pois é no decorrer do desembrulhar que vamos reconhecendo essas camadas, vamos descobrindo nossos dons, nossa tribo nossa missão nesta vida.

Você já descobriu qual o seu propósito? Percebo que a cada despertar para uma nova consciência eu transmuto mais uma camada do que eu trago na bagagem.

Eric Berne, que formulou a técnica da Análise Transacional, diz  precisamos ter uma ideia de como se estrutura a personalidade, procurando perceber os registros que podem ter se firmado em nosso cérebro e que vão influir em nossas reações mentais e emocionais. O ambiente é fator determinante na formação da personalidade. Somos o produto da maneira como os adultos agiram, pensaram e sentiram da maneira como se relacionaram entre si e com a criança em formação. O ser humano, na infância, é totalmente dependente do meio ambiente. Não tem defesas próprias, nem no campo mental nem no campo emocional. No campo mental conhece pelo que lhe é apresentado, não tem discernimento nem capacidade de análise. No campo emocional, sua vida afetiva se desenvolve em consequência do intercâmbio com os seres do ambiente. Por outro lado, a criança absorve avidamente aquilo que lhe é apresentado pelo ambiente, porque seu objetivo é justamente estruturar a sua personalidade e caminhar em sua maturação. Há uma tentativa contínua de conhecer o mundo e de sobreviver. Ou seja, todos nós nascemos príncipes e princesas, mas nossa infância nos transforma em sapos.Tenho a sensação de que sempre trabalhei muito para simplesmente me lembrar de quem eu sou, soa até poético, por isso que os mestres indianos falam quando dizem que é preciso meditar pra compreender que o “Karma, quando bem compreendido, é apenas a mecânica através da qual a consciência se manifesta.” Depack Chopra.

Sabe se eu não tivesse encontrado a Mestre Olinda Guedes, uma especialista na arte de curar, quem conhece sabe que é uma grande oportunidade estar diante da presença dela e aprender seus ensinamentos, desfrutar de sua companhia, o que muitas pessoas passam tempo estudando para desenvolver ela tem nato alguns dons e percepções, principalmente o de nos enxergar além do aparente, estar com ela me ajuda a preencher, a ordenar, a realizar as tarefas que ficaram em aberto no meu sistema.

Talvez, esse texto possa inspirar você a se reconciliar com o seu processo, que considero intransferível, uns chamam de retorno de Saturno eu chamo de volta pra casa, nesse momento (me vem uma imagem de um cacto com uma bela flor) que me faz refletir sobre quantas vezes, dificultamos as bênçãos chegar até nós por conta dos espinhos, do ego, do orgulho e muitas vezes das crenças negativas. Será que você lembra de quantas vezes você buscou no outro o amor que você mesmo não sabia se dar? Sim, porque trata-se de aprender. Você já parou para olhar para os seus pais o quanto de amor eles estavam em busca, ou simplesmente não aprenderam a dar?

O script pode ser reprogramado sim, você pode tomar consciência do ego criança, com os jogos projeções, acusações e tomar novas decisões, ou seja, por hora você pode estar sob os efeitos das cargas emocionais do seu sistema familiar, que é como se você estivesse emaranhado como em um novelo de linha, programados para ter relacionamentos destrutivos, abusivos, falta de emprego e até mesmo dinheiro, qual a sua programação?

Você já sentiu como se não tivesse muita escolha a não ser um perdedor?

Não é que agora estou iluminada, é que agora encontrei meu lugar, estou mais leve e feliz, me encontrei quando encontrei meus pais, meus irmãos, inclui, no meu coração, dei lugar, então cresci. Estou compreendendo cada dia mais o significado da palavra ordem. Estava difícil essa matemática, pois sou fruto do segundo relacionamento dos meus pais e quando Bert Hellinger, coloca o amor desta forma, sinto que completa algo dentro de mim.

Trecho do livro: Pergunta "Muitas famílias de hoje são segundas ou terceiras famílias. Por exemplo, quando o homem e a mulher tiveram relações amorosas anteriores e trazem filhos para a nova relação, qual é a ordem de prioridade?"Resposta de Bert Hellinger: "Esses pais, foram pais dos seus filhos, antes de formarem um casal. O amor para com os seus filhos (das relações anteriores) não são uma continuação do seu amor um pelo outro, como homem e mulher, porque eles já eram pais antes de serem um casal. Nestas situações, os novos parceiros devem reconhecer que o amor aos seus filhos (anteriores) veio antes do amor pelo novo parceiro e que o grande amor e a maior dedicação tendem a fluir para os filhos (anteriores) e naturalmente, através das crianças, para o anterior parceiro também. Se ambos os parceiros aceitarem esta hierarquia do amor, então o seu amor pode florescer, como casal. Mas quando um dos parceiros do novo casal diz ao outro: "Eu quero vir em primeiro lugar, antes dos seus filhos", então o novo amor fica em perigo e não resistirá por muito tempo. Quando um casal traz filhos para a sua nova relação e tem depois filhos, a sequência é que primeiro eram pais dos filhos anteriores, depois um casal e só então, pais dos seus próprios filhos. Os casais que respeitam esta sequência natural de tempo e a sua relevância, podem evitar, e resolver, um dos grandes conflitos neste tipo de famílias.

Trecho do livro: "Histórias de amor", de Bert Hellinger. É na nossa infância que tomamos as nossas maiores decisões, ou seja todos nós nascemos príncipes e princesas, mas as vezes nossa infância nos transforma em sapos acomodados, frase de Eric Berne.

O que eu aprendi é que nós seres humanos temos uma configuração diferente, cada um baseado nas sua decisões. Não existe certo ou errado, mas sim pessoas lidando com seus modelos de sobrevivência. Por falar nisso qual é o seu modelo? Qual padrão precisa ser curado e dissolvido para você conseguir seguir em frente? É hora de acolher a vitima que mora em você, aceite seus pais que lhe deram a vida. Ou ainda se sente órfão? A vida é muito mais que pequenas migalhas! Você já tem o suficiente, a vida. Vamos seguir em frente?

 

Débora Carvalho

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Ler conteúdo completo
Indicados para você