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O ensino de Geografia nos tempos de pandemia

O ensino de Geografia nos tempos de pandemia

Sabemos o quanto a nossa realidade foi modificada, de repente fomos orientados a permanecer em casa, saindo apenas para atividades essências, por conta de um vírus do qual ainda buscamos uma vacina.

Várias realidades foram escancaradas, as desigualdades se acentuaram, o número de pessoas desempregadas aumentou, a falta de acesso a serviços básicos de saúde, educação e moradia que sempre foram discutidos agora  é notório, e no meio de tantas questões,nós professores, que antes exercíamos nossas funções no ambiente escolar, passamos a desempenha-la em nossas casas, nosso trabalho e vida particular se misturaram, temos horário para iniciar nossas aulas, mas não, para encerra-las.

E no meio de tantos desafios, muitas Secretarias de Educação, solicitam que os conteúdos sejam ministrados, que o ensino remoto cumpra a demanda por eles proposta, então pensamos: Como ensinar nossas ciências em plena pandemia? Quando nossos alunos, colegas e até nós mesmos estamos passando pelo luto, pela contaminação e pela incerteza.

Foi pensando nessas questões que, percebi o quanto a ciência Geográfica pode contribuir para o ensino dos meus alunos, de maneira a cumprir o que é proposto pelas Secretarias, ao mesmo tempo que mobilizo outras aprendizagens, ao ensinar sobre Continente Asiático, podemos incluir uma aula de yoga, prática que fará bem para os alunos e professores, podemos explicar como o Yoga surgiu, seus benefícios em quais países da Ásia ele é praticado.

Em tempos de tantas incertezas, podemos abordar durante as aulas de Geografia os pranayamas, as respirações conscientes com exercícios para diminuição da ansiedade, além de diversos benefícios para mente e o corpo. Quando ensino sobre racismo, posso compartilhar com eles as contribuições que nossos ancestrais deixaram, sua força e resistência para enfrentar os desafios, as maneiras como as tranças eram usadas para traçar rotas de mapas ou até mesmo guardar alimentos.

Em uma aula de Geografia, podemos levantar a auto estima de nossas alunas, que por diversas vezes não aceitam seu cabelo ou corpo como bonito, pois ele não se encaixa no padrão europeu de beleza estabelecida pela sociedade, e enquanto essas meninas aprendem a se aceitar e se valorizar, mobilizamos nelas questões familiares, sobre seus antepassados e suas histórias, e de maneira sistêmica vamos permitindo que nossas alunas se curem de anos de auto estima baixa.

Sim, podemos atender as demandas impostas pelas secretarias de educação, porém, não penso no que tenho que atender, mas sim, como atender, todos os dias penso em como ser uma professora que, marca de maneira positiva a vida dos meus alunos, penso todos o dias: Quero ser a professora que meus filhos terão na escola, e isto me motiva a todos os dias ser melhor.

Encerro com uma frase do professor José Pacheco: "O professor não ensina aquilo que diz, transmite aquilo que é.”
 

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