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O PAPEL DO CONSTELADOR JUNTO AOS TRIBUNAIS

O PAPEL DO CONSTELADOR JUNTO AOS TRIBUNAIS

 

CODJus – 2018 Módulo 1

Autora: Olinda Guedes

Nós ajudamos a nossa mente a criar imagens internas sobre aquilo que esta sendo estudado.

Quanto mais o tempo passa mais nós compreendemos o lugar de cada coisa. Sem o tempo e sem o movimento nós não aprendemos o que é a ordem, o que é a hierarquia.

O que faz sustentar velhos problemas é sempre o mesmo jeito,   o jeito antigo e tradicional de resolver a mesma coisa. Então quando  pensamos nas constelações como ferramentas de soluções,  vamos pensar que estamos estimulando as pessoas a encontrarem caminhos inéditos para as soluções, outros caminhos, para novas soluções, novos caminhos, novas sinapses, novos jeito de pensar.

Quando uma questão torna-se um tema do judiciário, ela revela que dentro daquele sistema são memórias antigas. Todas as situações em nossas vidas, que somos capazes de resolver sem recorrer ao judiciário, demonstram que não só estamos vivendo de modo funcional, como também, que temos em nossas histórias sistêmicas, ótimos padrões de resolução com relação as figuras parentais.

Seres humanos funcionam por padrões. Quando existem experiências de exclusão dentro dos sistemas, por exemplo, orfandade naturalmente constitui se padrões de procura, de busca pela figura parental excluída.

Autoridade!

Há fome de autoridade, de hierarquia, de honra, de equilíbrio dentro dos sistemas. Há memórias traumáticas de perda de figuras parentais e da ausência delas, também as memórias traumáticas de injustiças.

As memórias do desequilíbrio de dar e receber, também a experiência de privação e ausência de segurança, cria dentro dos sistemas uma condição de busca incessante, de reparação, ordenação e inclusão.

Numa primeira instância os indivíduos sofrem e se relacionam com seus pares, com seus iguais, buscando completar.

Quando isso não é possível, quando o sofrimento é maior do que a condição desse organismo, naturalmente o indivíduo, a sua mente inconsciente, os seus padrões atrairão um contexto mais complexo para fazer as resoluções.

Os sofrimentos podem ser elaborados, primeiro, pelos relacionamentos cotidianos, com filhos, cônjuges, pais, amigos, fornecedores e clientes. Num café da manhã, no jantar,  nas reuniões cotidianas e até mesmo nas festas de família: aniversários, casamentos.

Quando permanecem em aberto, alguma das fomes sistêmicas, naturalmente o organismo escala: estabelece relacionamentos no âmbito da saúde, financeiro, e no âmbito da felicidade.

Temos portanto, aqui, as instituições bancárias, as instituições de saúde, e os tribunais, os clubes.

Eric Berne, o criador da Análise Transacional, que é um dos pilares das constelações sistêmicas, percebeu que nesta fome de equilíbrio, todos os seres, chegam as últimas consequências.

Ele chamou isso de jogos, os jogos cotidianos, onde um se sente um pouco mal e o outro também, mas todos tem a sensação de estarem vivos e pertencerem. O segundo nível é adoecer. Neste nível encontramos os tribunais, o judiciário, o advogado.

O indivíduo adoece e lhe é negado o direito da assistência, da medicação, então ele recorre aos tribunais para ter uma chance de sobrevida. Eric Berne chamava de jogos de segundo grau.

Existe chance de viver, mas depende de muitos sistemas para não morrer, depende da figura patriarcal, nas suas diversas funções, o que protege, o que coloca limites, o que estabelece consequências, o que arbitra.

Num terceiro grande movimento, quando os emaranhamentos ainda não foram resolvidos e são padrões antigos e graves, os indivíduos buscam a última chance e muitos deles tornam se prisioneiros, vítimas ou perpetradores oferecendo as suas próprias vidas pra completar algo, no grande sistema de origem, eles realmente estão nos presídios e também nos cemitérios. São padrões, são condições sistêmicas que permanecem à espera. À espera de renascer, à espera de algo totalmente novo.

Estes indivíduos carregam para os seus sistemas as tarefas mais difíceis. Estes indivíduos são divisores de água, dentro dos seus sistemas.

As constelações são ferramentas sensoriais para fazer intervenções e modificar esses padrões, sem depender do tempo mecanicista e de fatos que podem levar ao caos na tentativa de completar.

Portanto, um Constelador está sempre a serviço da solução.

Se essa solução significar reparação de danos causados, será experienciada numa curta fração de tempo, de modo sensorial, liberando o indivíduo e o seu sistema do sacrifício, da renúncia, liberando para viver seu talento, sua individualidade e sua boa contribuição dentro do seu sistema.

Portanto um Constelador, só pode atuar junto a tribunais, junto a instâncias que buscam soluções, que olham além do aparente, que observa o indivíduo como responsável e como protagonista dentro do seu sistema só tem espaço quando existe a boa percepção.

As constelações se fundamentam na psicologia cognitiva, quando não julga e observa todas as situações do ponto de vista da intenção positiva, de manter vivo todo e qualquer sistema.

Enquanto o judiciário, está à direita do indivíduo deliberando e arbitrando, ocupando exatamente o lugar das figuras parentais, o Constelador está a esquerda do indivíduo, está a serviço daquela vida. Contempla o indivíduo e todo o seu sistema de origem, jamais se colocando no lugar dos seus pais.

Portanto torna-se fácil perceber porque o judiciário é tão sobrecarregado, tanto a advocacia, quanto a magistratura, quanto a promotoria. Todas estas instâncias, só existem se colocando, assumindo o papel das figuras parentais. Um órfão sempre vai a um tribunal procurar os seus pais. Ou em um santuário. Ou nos bares, prostíbulos.

 

OLINDA GUEDES é mãe.

Sua primogênita é Nina Maria. Apaixonada pela vida, escreve com o coração o que cabe em palavras. A Verdade Sobre o Sofrimento Humano é o terceiro livro de sua autoria. Preparando o quarto livro, Dona do Pedaço.

Ama assistir a apresentação de Orquestras Sinfônicas, Corais, Danças Clássicas.

Conduz, no Instituto Anauê-Teiño, a Escola Real, uma Escola de Saberes Úteis. Uma iniciativa cujo objetivo é trocar saberes das diversas ciências com o propósito de uma vida mais feliz, próspera e saudável.

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Oilá, gente linda! É uma boa história a minha vida... ainda temos muito a viver. A parte mais linda é Mamãe das três princesas Nina Maria, Camila Maria e dos cinco príncipes cavalheiros...

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