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O que fazer perante a dúvida?

O que fazer perante a dúvida?

Quando uma mãe faz um pedido de apoio acerca da sua percepção de sintomas que não sabe como resolver, recorre ao auxílio de outrem e muitas das vezes, este chega através de diferentes sugestões de intervenção que, entretanto, grande parte delas, já foi experimentada sem resultados palpáveis.

A maioria das propostas volta-se para os sintomas e como os evitar. E, a pergunta a fazer, nessas condições, (propostas já experimentadas ou insuficientes)- refiro-me ao caso da Sueli Santos - é se a mãe sabe os motivos desse comportamento da criança. Se alguma vez lhe perguntou a razão pela qual não quer fazer os procedimentos habituais nessas situações. Porque não ter em conta que tem somente 11 anos e que, para ela, pode ser qualquer coisa de aflitivo e estranho, mesmo depois de a mãe lhe ter falado dos porquês de isso acontecer? Ela, aos 11 anos, quer ser mulher, adulta? O que é isso para ela? Quer ser diferente das outras meninas? Ela sabe, na realidade dela, não da dos adultos, o que é a menstruação? Não poderá estar muito confusa com tudo o que lhe dizem, dada a sua tenra idade? Não poderá, esse comportamento, fornecer-lhe o ganho secundário de ter a atenção dos pais focada nela? E, igualmente, a dos outros? Em todo o caso, que as perguntas não sejam indutoras de respostas nem carregadas de juízos de valor e de recriminações.

Quando observamos um comportamento, para o podermos compreender é necessário obedecer a algumas regras que facilitem aquilo que pretendemos – a sua interpretação.

Para isso, é conveniente ter presente:

  • Que há uma comunicação superficial e outra profunda;
  • Que, muito do que observamos está influenciado pelas nossas projeções;
  • Que os nossos valores têm a sua quota parte nessa leitura;
  • Que o nosso estado de espírito, no momento, tem grande influência na nossa percepção;
  • Que as nossas crenças, certamente, terão uma palavra a dizer;
  • Que as nossas âncoras inconscientes, estarão, certamente, ali presentes;
  • Etc.

Estruturas- Superficial e Profunda- da Comunicação

A Estrutura Superficial é composta pelas expressões verbais de um indivíduo, nas quais as impressões originais do mundo, que são percebidas, se encontram deformadas devido a processos mentais e psicológicos.

Estrutura Profunda é o conjunto de impressões geradas pelo ambiente envolvente, tal como se apresentam, completas, exatas e sem deformações.

Projeções

São parte de um processo normal de interpretar os dados sensoriais do sistema perceptivo.

Quando, perante uma situação potencialmente ameaçadora, naturalmente, evocamos, de um modo inconsciente, memórias muitíssimo antigas de conflitos que procuramos alienar, ancorando-os, que se reativam, atualmente, perante o cenário em presença. Assim, projetamos sobre o exterior essas situações internas penosas, através da ansiedade como elemento de sobrevivência. Este movimento faz com que, muitas vezes, tentemos deslocar-nos para uma situação de prazer, de evitar uma situação que nos aflige, seja a visão de um acidente, seja a doença de um filho, ou de outro familiar ou amigo.

Esta condição pode gerar alterações da percepção levando-nos, por vezes, a agir de formas inadequados para o momento.

O Estado de Espírito

Sabemos que o nosso estado de espírito é um estado muitíssimo mutável, até de acordo com as horas do dia e, particularmente, com as condições físicas e psicológicas do momento.

As mulheres, em particular, são afetadas nessa área, pelo ciclo bioquímico mensal sem que, quanto a isso, possam fazer grande coisa.

Estas alterações podem fazer com a nossa percepção da realidade, do nosso mapa do território, sofra distorções em relação às partes comuns de percepção dos restantes humanos.

As Crenças

As crenças são manifestações das representações internas de como acreditamos que o mundo é.

São generalizações acerca do que estamos a fazer ou do que precisamos de fazer.

Valores

Valores são aquelas noções, ou coisas, nas quais estamos dispostos a investir recursos ou a obter recursos para as ter.

São amplamente inconscientes e, num nível profundo, orientam as intenções de qualquer pessoa, governando todos os nossos comportamentos.

São, também, um critério para avaliar, ou julgar, as nossas ações.

Âncora

Estímulo sensorial concreto a partir do qual se evoca uma determinada vivência.

Vicente Duarte

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Vicente Duarte
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Militar na Guerra de Angola, em acções militares de 1968 a 1970. Psicologo Clínico desde 1978. Grupanalista desde 1983. Formação em Renascimento no Brasil e Europa; Formação em PNL no Brasil em 1996; Constelações no Brasil e em Portugal, etc

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