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O Ser- Por Dr Edward Bach, 1933

O Ser- Por Dr Edward Bach, 1933

A princípio, a falha na terra é o desejo pelas coisas terrenas, porém, o maior perigo é a ganância e o desejo exagerado pelas coisas espirituais.

O desejo de ser bom, o desejo de ser Deus, pode ser um obstáculo tão grande na vida espiritual quanto a influência que tem o desejo pelo ouro ou pelo poder na experiência terrena.

Quanto mais avançarmos maior deve ser a humildade, a paciência e o desejo de servir. É o estado de "ser", que não a ambição de "ser" que traz a sua própria recompensa.

Não deve existir nenhum desejo pelo crescimento rápido ou de perfeição, mas devemos aguardar sempre satisfeitos e com humildade em qualquer posto de serviço até sermos chamados para algo maior. A maneira é o serviço impessoal não com o objetivo de ganhar promoção espiritual, mas apenas pelo desejo de servir.

Somos acostumados de nos condicionar ao fato de que nossos corpos não devem contar que não devem ser eles mesmos; então deve ser percebido que nossas almas não devem contar. Traduzido por Carmen Monari BFRP

Carreira médica – Primeiros anos

Edward Bach estudou medicina primeiro em Birmingham e mais tarde no University College Hospital de Londres, onde se tornou cirurgião residente. Tabalhou também em sua clínica privada de Harley Street. Em seu trabalho como bacteriologista, fisiologista e patologista, Dr. Bach foi pioneiro com suas pesquisas de vacinas em seu laboratório.

Em 1917, Dr. Bach trabalhava nas tendas dos hospitais de campanha tratando os soldados que regressavam de França, da I Grande Guerra Mundial. Um dia, de repente ele desmaiou e foi levado de emergência para o bloco operatório, vítima de uma grave hemorragia. Um tumor lhe foi retirado por seus colegas porém, seu prognóstico era pouco promissor. Quando recuperou, foi-lhe dito que lhe restavam escassos três meses de vida.

Desse modo, assim que se recuperou de seu período de convalescença, Bach regressou ao seu laboratório e retomou seu trabalho de investigação. Ele ansiava avançar tudo o possível em seu trabalho de pesquisa, no pouco tempo que aparentemente lhe sobrava. Mas com o passar do tempo, ele se sentia cada vez mais forte. Passados 3 meses, Dr. Bach se sentia mais forte do que nunca. Ele estava convencido que seu sentido de missão o salvara: tinha ainda muito trabalho por faze  r.

Pesquisas homeopáticas

Sua investigação estava sendo bastante bem sucedida, porém Dr. Bach se sentia insatisfeito com o fato de a medicina esperar dos médicos e investigadores que se focassem nas doenças, ignorando as pessoas em sua totalidade. Ele sonhava com uma abordagem mais holística da medicina. Talvez isso explique porque, não sendo homeopata, ele aceitou a oferta de um cargo no Royal London Homeopathic Hospital.

Uma vez nessa instituição, ele se deu rapidamente conta das semelhanças entre seu trabalho de pesquisa com as vacinas e os princípios da homeopatia. Ele adaptou suas vacinas no sentido de produzir sete nosódios homeopáticos. Este trabalho e sua posterior publicação lhe trouxe alguma fama dentro dos círculos homeopáticos. Algumas pessoas, na época, começaram se referindo a ele como o «segundo Hanneman.

Os remédios florais

Até então seu trabalho de pesquisa esteve relacionado com as bactérias, no entanto Dr. Bach pretendia descobrir remédios mais puros e que não dependessem diretamente de doenças. Ele começou a recoletar plantas, em particular flores, na esperança de substituir seus nosódios por uma série de remédios mais suaves.

Em 1930, o entusiasmo pela direção que seu trabalho estava tomando fez com que Dr. Bach deixasse seu lucrativo negócio de Harlem Street e a cidade de Londres. Ele estava determinado a dedicar sua vida a este novo sistema médico que ele estava certo de poder encontrar em plena natureza. Como sua assistente, ele tomou uma radiografista chamada Nora Weeks.

Tal como abandonou a casa, o consultório e o emprego, Dr. Bach começou também a abandonar o método científico e a lógica reducionista. Ele permitiu, em vez disso, que seus dons naturais aflorassem, deixando gradualmente a intuição se apoderar do processo e lhe guiar às plantas certas.

Ao longo de anos de tentativa e erro, preparando e testando milhares de plantas, Dr. Bach encontrou um a um e todos os remédios que procurava. Cada planta tencionando tratar um estado mental ou emocional específico. Desse modo ele descobriu que, tratando a personalidade e os sentimentos de seus pacientes, sua infelicidade e tensão física se poderiam aliviar naturalmente, à medida que o potencial curativo de seus corpos se ia desbloqueando e permitindo seu correto funcionamento.

Sua vida se regeu pelas estações do ano entre 1930 e 34, em um padrão sazonal: durante a Primavera e o Verão, Dr. Bach preparava e procurava remédios; de Outono e de inverno, ele prestava conselho e ajuda a quem o viesse procurar. Seus invernos se passavam na cidade costeira de Cromer, foi aí onde ele fez amizade com o terapeuta e construtor local Victor Bullen.

O Bach Centre

Em 1934, Dr. Bach e Nora Weeks se mudaram para Mount Vernon, na pequena aldeia de Brighwell-cum-Sotwell em Oxforshire. Em os campos e veredas da aldeia ele encontrou as plantas que necessárias para completar seu sistema. Nessa época, seu corpo e sua alma estavam tão sincronizados com seu trabalho que Bach chegava a sofrer dos mesmos estados emocionais para os quais estava procurando cura, e experimentava plantas e flores até encontrar aquela que o ajudaria, cessando o efeito nefasto de dita emoção. Desse modo, com grande esforço e sacrifício pessoal ele pode completar o trabalho de sua vida.

Um ano após ter dado por terminada sua pesquisa e seu sistema floral por completo, Dr. Bach faleceu pacificamente na noite de 26 de Novembro de 1936. Ele tinha apenas 50 anos, porém tinha superado seu prognóstico de vida em mais de 20 anos. Nos deixou o equivalente a várias vidas de investigação e esforço e um sistema médico utilizado em todo o mundo.

O trabalho do Dr. Bach foi por ele entregue em mãos de seus colegas e amigos Nora Weeks, Victor Bullen e Mary Tabor, expressando seu desejo de que estes lhe dessem continuidade e se mantivessem fiéis à essência de simplicidade que ele alcançara.

"Tudo o que necessitamos fazer é entender o que está errado em nossa natureza e tomar a planta que lhe corresponde"

- Dr Edward Bach, 1933

Selecionar remédios

O Dr. Bach queria que seu sistema fosse fácil de usar. Qualquer um pode por isso selecionar e tomar remédios sem ajuda profissional. Você não necessita de técnicas especiais nem de capacidades místicas. Aqui está tudo o que tem de fazer.

Star Of Bethlehem

     Problemas físicos

Suponhamos que você sofra de asma. Não existe nenhum floral de Bach para a asma visto que esse é um problema físico. Por esse motivo, o primeiro passo é esquecer seus problemas físicos e, em vez de se concentrar na asma, pensar em como se sente do ponto de vista emocional e que tipo de pessoa você é.

Do mesmo jeito, quando escolhe florais de Bach, você nunca deveria levar em conta seus sintomas físicos. Essa informação não é relevante para o processo de seleção dos remédios que você precisa.

Os remédios funcionam a um nível emocional. Se você necessita ajuda para um problema físico deveria consultar um médico qualificado, juntando, se possível, a utilização de florais.

Scleranthus

   Seus sentimentos atuais

Comece pensando como você está se sentindo neste momento. Talvez seu filho esteja prestes a começar a escola e, sem causa aparente, você esteja assustada com a idéia dele ser vítima de bullying. Red Chestnut, útil para o medo de que algo negativo aconteça aos seus seres queridos, seria o floral nesse caso. Talvez você tenha trabalhado demasiado e se sinta  exausto - isso indicaria que necessita Olive.

Consulte a lista de remédios florais - existem apenas 38 - e veja quais combinam com seus sentimentos atuais.

Se você realmente tem um problema físico, pense como isso o faz sentir, a nível emocional. Você se sente frustrado, aborrecido, ressentido, desencorajado ou resignado com a situação? Está sempre pensando nisso? Isso lhe faz sentir ansiedade?

Tal como antes, consulte a lista de remédios e encontre aqueles que combinam com seus sentimentos atuais.

Willow

  Sua personalidade

Você pode refletir sobre sua personalidade básica - o tipo de pessoa que você é, bem no fundo e acima de todas as coisas.

Talvez você seja o tipo de pessoa com tendência para ser tímida e envergonhada, e que não gosta de conhecer gente nova? - isso pode indicar que você tem uma personalidade tipo Mimulus.

Ou, por outro lado, talvez você se reconheça como uma pessoa Vervain, cheia de entusiasmo e energia, comprometida com a justiça social... Ou quem sabe, você seja um solitário, gosta de buscas silenciosas e da sua própria companhia. Isso é uma personalidade Water Violet.

Mas não se preocupe se você não consegue encontrar imediatamente um remédio de personalidade em que se encaixe. O mais importante é escolher remédios para suas emoções presentes.

Chicory

Estreitando a sua escolha

Você pode escolher até seis ou sete remédios desse jeito. Não se preocupe se sua seleção não for a mais acertada, porque se um remédio não lhe for necessário, ele simplesmente não surtirá efeito nenhum – e certamente também não piorará seu estado.

A experiência, no entanto, tem demonstrado que tomar demasiados remédios juntos tende a diminuir o efeito. Isso significa que não vale a pena misturar os 38 remédios para acabar com todos os males de um só golpe!

Se você estiver juntando vários remédios para o medo, por exemplo, em um só preparado (Mimulus, Aspen, Rock Rose) talvez seja melhor se concentrar naquele floral que melhor representa a qualidade de sua ansiedade.    

Gentian         

Procurando ajuda

Esse site tem uma lista completa dos remédios florais, cada um deles contém um link para a página individual de cada remédio. Também existe um guia de dosagem.

Se você necessitar de ajuda para começar, ou se você se sente indeciso e gostaria de ter uma opinião exterior, você pode sempre consultar um terapeuta registrado, o BFRP. Os BFRPs funcionam como professores e conselheiros, e lhe darão a confiança necessária para que você selecione remédios para você mesmo, sua família e amigos.

Como tomar remédios florais

Os remédios florais podem ser tomados de diferentes formas. As indicações que se seguem foram desenhadas para ser fáceis de lembrar. Tomar doses maiores não tem um efeito mais intenso, porém, se você está passando por uma crise pode sempre tomar doses mais frequentes para o ajudar a superar esse momento de crise.

O método do 'copo d’água'

No caso de estados de humor temporários ou problemas passageiros coloque duas gotas de cada floral selecionado em um copo d’água. Vá bebendo em pequenos goles até que se sinta aliviado. Se estiver utilizando a fórmula de emergência pré-preparada, coloque quatro gotas no copo de água em vez de duas.

Esse método pode também ser utilizado para problemas mais prolongados. Nesse caso, o conteúdo do copo deve ser bebido em pequenos e espaçados goles ao longo do dia – pelo menos 4 vezes. Mantenha o copo na geladeira ou faça um novo preparado cada dia.

Frascos de tratamento

Para problemas mais crônicos recomendamos preparar frascos de tratamento, pois é o modo mais barato de utiliza-los e fará seu precioso kit de remédios de estoque durar mais tempo. Simplesmente:

  • Arranje um frasco conta-gotas de 30ml (procure, por exemplo, numa farmácia local)
  • Junte 2 gotas de cada remédio selecionado no frasco (e/ou quatro gotas da fórmula de emergência pré-preparada)
  • Encha o frasco conta-gotas com água engarrafada de nascente
  • Desse frasco tome 4 gotas, pelo menos 4 vezes ao dia

Os frascos de tratamento lhe durarão duas ou três semanas se você os guardar em um lugar fresco, na geladeira, por exemplo. Caso isso não seja possível, caso viva em um lugar quente ou ande levando no bolso o seu frasco de remédio, junte-lhe uma colher de chá de brandy antes de encher o frasco de água. Isso ajudará a água a se manter salubre. Se você não quiser usar brandy, utilize antes vinagre de cidra ou glicerina.

Uso direto na língua

Pode também usar os remédios puros, sem dilui-los. Esta é a forma mais cara de tomar os remédios e também aquela com um sabor mais intenso a brandy (a menos que você esteja usando um remédio de estoque em glicerina) por isso é a menos recomendada, contudo ela é igualmente efetiva.

Para tornar mais fácil memorizar, tome sempre o mesmo número de gotas, quer esteja tomando o floral puro do frasco de remédio de estoque direto na língua, quer esteja misturando florais em um frasco conta-gotas, ou tomando os remédios num copo de água: sempre duas gotas.

Se estiver tomando a fórmula de emergência pré-preparada, a dose é de quatro gotas, seja direto na língua, num copo de água ou num preparado em frasco conta-gotas.

Em qualquer dos casos, repita se necessário - no que respeita os tratamentos a longo prazo - pelo menos quatro vezes ao dia.

Casos de estudo

Essa é uma seleção de pequenos relatos de casos enviados por BFRPs (terapeutas Bach registados pelo Centro), mostrando os remédios em ação. Nomes e detalhes pessoais foram alterados.

Agrimony

Menina de 10 anos

Um desses dias tive um caso exemplar de uma menina de 10 anos. Sua mãe veio à loja de produtos naturais onde trabalho cansada da resposta inconclusiva do médico às dores de estômago de sua filha, buscando uma alternativa.

Perguntei-lhe se sua filha era muito sensível e ela começou me contando como a menina ficava nervosa pela mais pequena coisa, e o quanto seu desempenho escolar fora prejudicado por sua falta de confiança. Disse também que ela anda triste, sofre de dores de cabeça frequentes e tem grandes flutuações de humor.

Perguntei-lhe se a garota era indecisa, ao que a mãe respondeu, subindo os olhos para pensar, que ultimamente sua filha tinha passado as últimas semanas tentando se decidir se iria ou não a uma viagem de turma. Isso a estava deixando maluca!

Após uma breve explicação sobre os florais de Bach ela decidiu comprar a fórmula de resgate. Eu estava tratando de convencê-la a levar também um preparado de tratamento misturado por mim, mas ela estava bastante cética. Porém, eu tinha noção da importância que esse preparado poderia ter, por isso, no final a senhora saiu da loja com uma mistura da fórmula de emergência com Larch, Mimulus, Aspen, Scleranthus e Gentian.

Dois dias depois a mãe voltou à loja com um grande ramo de flores para mim, dizendo que sua filha tinha mudado num piscar de olhos. Após duas doses aquela noite ela dormiu direito. E na manhã seguinte, a garota desceu as escadas dizendo que já não tinha dores de estômago e que tinha tomado uma decisão quanto à viagem.

No fim das aulas, sua professora saiu do salão de classe para perguntar para a mãe da menina o que tinha acontecido, porque seu desempenho escolar, esse dia, tinha sido incrivelmente bom!

Aspen

Garoto de 10 anos

Este é um caso que gosto de mencionar quando dou palestras sobre o sistema floral, pois ilustra claramente os efeitos físicos de quando se está fora de equilíbrio.

Trata-se do caso de um garoto de 10 anos que não conseguia sair de casa sem um forte ataque de diarreia. Esse estado começou pouco antes de o pai ter tido um acidente de carro quase fatal que o deixou hospitalizado durante dois meses.

Dei-lhe Star of Bethlehem para o choque e Aspen para seu estado de apreensão e medo. Chicory era seu remédio tipo, visto que ele queria seu pai todinho para ele, sempre estava procurando atenção e dando ordens a seu irmão. Também lhe dei Larch para que recuperasse sua confiança.

Em um período muito curto ele começou a se sentir melhor e em pouco tempo voltou a ter uma vida normal.

Impatiens

Mamãe pela primeira vez

Estava apresentando os florais a uma futura mamãe que se havia tornado muito temperamental durante o último estágio da gravidez. Ela vivia em uma remota área rural e, a pedido seu, me desloquei até lá.

Este era o primeiro filho de P. e ela parecia andar muito irritável como todo mundo à sua volta, ela lhes gritava e se estava tornando verdadeiramente impossível de aguentar. Não havia nada que ninguém pudesse fazer para satisfazê-la e P. estava ansiosa que o bebê para retomar sua vida normal.

Senti que Impatiens seria o único remédio necessário no seu caso.

Acontece que dois dias depois as previsões climatéricas indicavam que um forte nevão se aproximava. E o hospital local decidiu que P. deveria dar entrada de uma vez por todas, caso contrário seria provável ter que transportá-la de helicóptero até ao hospital quando o trabalho de parto começasse.

Uma vez no hospital, o pessoal médico decidiu induzir o parto. Mas de cada vez que a data marcada para o procedimento chegava, alguma futura mamãe em pleno trabalho de parto dava entrada no hospital e lhe era obviamente dada prioridade. Dia após dia a situação se repetia até que se passaram 10 dias antes da equipe médica/ poder induzir o nascimento de seu bebê.

Como conseguiu esta mamãe impaciente e irritável compactuar com a demora?

Sua família, as enfermeiras e a própria P. estavam absolutamente admirados com sua paciência e bom humor. Ela ria de cada vez que uma nova mamãe era trazida para o hospital, empurrando-a para o final da lista. Eles a admiravam e P. se tornou assim assunto de conversa entre o pessoal hospitalar. Ela lhes contou seu segredo: Impatiens!

Escusado será dizer que P. é hoje em dia uma “mamãe florais de Bach”, tem o kit completo dos remédios florais. Seu presente de Natal de seu sogro no ano passado foi uma linda caixa talhada à mão para seus florais.

Crab Apple

Recuperando

Uma velha amiga me ligou pedindo ajuda. Sua filha de 30 anos, mamãe pela primeira vez, heroinómana em recuperação, estava envolvida em um programa de tratamento de metadona, em uma zona rural. O que implica ir todos os dias à farmácia local para receber sua dose diária de metadona.

Nesse dia, um novo farmacêutico se encarregou de lhe dar sua dose diária, no entanto errou a medida e a induziu em overdose. Ela saiu se sentido mal e foi levada de imediato para o hospital local.

Em nossa região estamos sofrendo de cortes orçamentais a nível de fundos nos serviços de saúde, o que faz com que não haja mais o tempo, a compaixão e as competências técnicas de outrora. A ideia é tratar os pacientes o mais rápido possível e descartá-los, especialmente aqueles com dificuldades desagradáveis como a toxicodependência. Apesar de ela ter sido vítima de um erro no programa de recuperação, eles lhe deram uma dose de carvão vegetal e a mandaram para casa.

Ela se sentia, de todos os modos, muito doente e perdendo a cabeça. Foi nesse momento que sua mãe me chamou. Receitámos-lhe a fórmula de resgate e Crab Apple. Num curto espaço de tempo ela começou a se tranquilizar e a melhorar. Na manhã seguinte já estava bem. Mãe e filha ficaram eternamente gratas aos florais.

Chicory

Um caso legal

Em agosto do ano passado fui de férias para Genebra onde tinha trabalhado nas Nações Unidas. Um amigo me organizou uma palestra sobre florais de Bach com cerca de uma dúzia de pessoas.

Eu levei comigo muita informação sobre Dr. Bach e passei uma maravilhosa tarde falando-lhes dos remédios. Durante minhas férias preparei bastantes frascos de tratamento para amigos e antigos colegas de trabalho.

Uma advogada da Organização Mundial da Propriedade Intelectual me assegurou que o preparado de tratamento que lhe dei a livrou de um esgotamento mental, devido a um documento de cariz legal prioritário com um prazo de entrega impossível de cumprir. Ela ficou tão impressionada com os remédios que comprou todo o kit e está planejando viajar ao Reino Unido para fazer um curso de fim de semana.

Scleranthus

Indecisão

Uma amiga veio me visitar para tomar café. Ela estava em processo de se decidir se deveria ou não visitar a terra onde nasceu, na África. Ela estava totalmente indecisa. Tinha duas crianças e se organizar para deixar a família durante três semanas lhe parecia algo difícil, porém ela realmente desejava ir. Minha amiga já tinha ouvido falar dos remédios mas nunca os tinha tomado.

Durante a conversa, minha filha mais nova pegou um de meus remédios e sem querer o deixou cair, quebrando-o. Eu limpei de seguida, lamentando a perda preciosa e tratando de perceber qual dos meus remédios tinha sido “morto”. O cheiro a álcool invadiu todo o lugar, junto com a própria essência.

Vinte minutos depois de minha amiga partir, o telefone tocou. Era ela: «Estou na agência de viagens e acabo de reservar meu voo!”.»

Que remédio a minha filha tinha quebrado? É vocês adivinharam? Scleranthus, claro!

Star of Bethlehem

Wendy

Wendy tinha sido submetida a uma mastectomia. Nas primeiras semanas ela tinha se recuperado bem, mas de repente ela começou a perder seu apetite e sua resistência à dor. Ela também se sentia letárgica e fraca – não conseguia sequer manter os olhos abertos para ler um livro.

Quando Wendy foi ao médico, na consulta seguinte, a enfermeira que lhe estava mudando o penso reparou como ela desvanecia. A enfermeira lhe falou que não se entregasse a esse estado, que havia umas gotas que a poderiam ajudar. Ela lhe recomendou a fórmula de resgate. Pouco depois de a tomar, Wendy se sentiu um pouco melhor.

Ela continuou tomando o remédio intermitentemente nas seguintes 48 horas. De cada vez que a situação parecia piorar bastavam poucos goles para a acalmar e a trazer de volta a si mesma.

Olive

Tom

Tom trabalhava num escritório abafado, com muito pouca ventilação. Por isso as janelas estavam frequentemente abertas, mesmo de inverno. Tom se sentava de costas voltadas para a janela e aparentemente estava tendo pouca resistência às correntes de ar. Sempre estava sofrendo de ligeiros resfriados, com cansaço e olhos pesados, etc. Mas o médico lhe dizia que não tinha nada de errado com ele.

Foi-lhe indicado Olive para o cansaço e falta de energia e Crab Apple para seu sentimento de contaminação e de estar cheio de doença. Em pouco tempo os sintomas ligeiros desapareceram e, em vez de acabar exausto, colapsando em sua poltrona no fim de cada dia de trabalho, ele conseguia prolongar seu dia por mais tempo, fazendo mais coisas.

Rock Rose

Duas crianças

Tenho duas situações com crianças que gostaria de relatar.

A primeira é a de uma menininha de 3 anos que veio à consulta com sua mãe. Ela estava brincando tranquilamente com uns blocos que lhe dei enquanto sua mãe me explicava o que estava se passando no seio de sua família.

Subitamente a senhora disse que estava tratando de se divorciar do pai da menina e ela parou de brincar, se virou em minha direção e começou a vomitar.

Peguei no meu frasco de remédio de emergência e dei para ela cheirar; depois lhe coloquei algumas gotas em sua boca. Ela se recuperou de imediato e a mãe a levou ao banheiro para a limpar. Quando regressaram do banheiro a menininha estava tremendo e assustada, por isso lhe coloquei um pouco mais de remédio de emergência em suas têmporas enquanto lhe falava gentilmente. Três minutos mais tarde ela estava em meu colo, desenhando, como se nada tivesse acontecido.

O segundo caso é o da filha de um amigo com apenas 2 anos mas muito agitada. Apesar de sua idade, ela nunca parava de falar e de nos tentar convencer a fazer aquilo que ela queria. (Se não fosse por sua idade daria uma ótima política!)

Estávamos tomando um chá enquanto ela pulava e corria ao nosso redor. Não conseguia parar de se mexer e gesticular. De repente a menininha subiu numa cadeira e caiu, batendo com sua sobrancelha na esquina da mesa de madeira. Quando sua mãe a pegou no colo, a cara da menina estava toda vermelha de sangue.

Eu corri para o armário onde guardo meu kit de florais e retirei Star of Bethlehem. Depois que sua mãe limpou a pequena ferida que teimava em sangrar, lhe coloquei uma gotinha de Star of Bethlehem. Em segundos o fluxo de sangue abrandou. Coloquei então uma segunda gota e sua mãe não podia acreditar no que seus olhos viam! Após a segunda gota o sangramento parou por completo.

A menininha me olhou surpreendida e perguntou: «Você é uma bruxa?… que podia eu responder! Não disse nada, apenas pensei: "Obrigada Dr. Bach!”.

Alguns dias depois minha amiga me contou que sua filha andava dizendo a todo mundo que eu tinha umas gotinhas que curavam as pessoas quando elas batiam com a cabeça contra alguma coisa e que depois já não dói mais.

Chery Plum

Vendido!

Fiz recentemente uma viagem de avião na qual me estava sentindo como uma sardinha em uma lata. O avião não tinha praticamente espaço para respirar; e para piorar, atrás de mim, um bebê não parava de chorar, esticando a paciência das já exaustas hospedeiras de bordo da minha seção até ao limite! E, claro, irritando todos aqueles que se sentavam por perto.

De repente tive uma ideia. Chamei a hospedeira de bordo e lhe perguntei se ela tinha ouvido falar do remédio de resgate. Ela não conhecia o que tornou as coisas um pouco mais complicadas. Porém lhe expliquei brevemente de que se tratava e lhe pedi que perguntasse à mãe do bebê se ela se importaria de colocar algumas gotas nos pulsos da criança.

O que teria ela a perder? Nada. Eu lhe expliquei do jeito mais simples possível de que se tratava o remédio. Ela hesitou um pouco, mas os gritos do bebê a fizeram mudar rapidamente de ideia e ela acabou concordando que valeria a pena tentar. Coloquei umas gotas no dedo da mãe para que ela esfregasse nos pulsinhos do bebê.

Passados alguns minutos, o bebê parou de chorar e pouco depois adormeceu. Eu me virei para trás e ambas sorrimos de alívio.

A hospedeira de bordo – que tinha 63 anos de idade e 40 trabalhando em linhas aéreas - brincando chamava nosso voo de “o voo do dinossauro”! Conversámos um pouco e ela me contou que nos últimos anos um fenômeno estranho estava ocorrendo; ela o intitulava de “a fúria das linhas aéreas”.

A senhora afirmava que os passageiros estavam se tornando cada vez mais irritáveis grosseiros e mais zangados, com uma atitude arrogante que elas nunca antes tinham presenciado.

Os bebês choravam mais e durante mais tempo e as hospedeiras de bordo eram obrigadas a suportar e a tolerar situações que excediam e muito suas obrigações e as funções de seu trabalho.

Falei-lhe então mais detalhadamente sobre os florais de Bach e lhe sugeri que tivesse sempre consigo um frasco de fórmula de emergência. Ela olhou para o bebê dormindo e exclamou: Vendido!

Water Violet

Alison e Michael

Alison

Alison e Michael estavam tendo acompanhamento terapêutico para os ajudar a superar alguns problemas de casal.

Alison era uma pessoa reservada e que conhecia bem a sua mente. Ela tinha dificuldades de lidar com a indecisão dele e com sua aparente falta de direção.

Ela também estava se tornando bastante sensível a pessoas demasiado perto dos limites de seu espaço, sentindo-se ameaçada e insegura – mesmo as crianças brincando na rua junto à sua casa a incomodavam. Levantar-se cedo de manhã para ir trabalhar em algo que já não lhe agradava estava se tornando um fardo enorme.

Alison se descrevia a si própria como alguém totalmente independente e como uma solitária desde sempre. No entanto, ela trabalhou sempre em lojas de roupa, uma área que requer constante interação com outras pessoas.

Ela geria uma loja e era muito boa em seu trabalho. Seus companheiros a consideravam uma pessoa muito enérgica e uma verdadeira entusiasta.

O decorrer da conversa revelou um grande conflito entre essas duas pessoas que existiam dentro dela: a Alison calada e auto-suficiente; e a Alison fervilhante que a todos contagiava com sua energia – um conflito claro entre Water Violet de um alado e Agrimony de outro.

Chegámos à conclusão de que provavelmente, ao sair do território protegido da infância, Alison inconscientemente sentiu que precisava proteger sua natureza íntima do mundo exterior. E que teria escolhido como estratégia, esconder completamente sua verdadeira natureza detrás de uma aparência de vitalidade contagiante.

Desde logo, ela começou a tomar Water Violet e Agrimony; também utilizou outros florais para ajudar seus sentimentos em relação a seu marido e à situação que os trouxera à consulta.

Após dois meses tomando o remédio para ela preparado, Alison estava despertando renovada cada manhã! Ela sentiu que tinha voltado ao seu centro sem dificuldade e que a concha que a protegera já não estava mais lá.

As coisas também tinham mudado para seu marido e isso, combinado com seus progressos pessoais, fazia com que ela estivesse se sentindo muito mais descontraída, sensível, em uma palavra: em paz.

Michael

Michael estava achando as sessões de aconselhamento muito esclarecedoras. Ele descobriu que necessitava a permissão dos outros para fazer e ser o que quer que fosse. Entendeu também como ele era uma pessoa preocupada e como ele tinha medo de cometer erros: isso o levara a sofrer de irritação intestinal, depressão e numerosas outras manifestações de estresse.

De personalidade gentil, Michael trabalhava rodeado de colegas forçados a ser hiperativos pela própria pressão do trabalho. Ele andava se interessando pelo campo das terapias complementares, sobretudo por reflexologia.

Ele e sua esposa sonhavam em viver no campo, onde tinha uma casa. Porém Michael não conseguia tomar uma decisão quanto a deixar seu trabalho normal.

Durante seis meses ele tomou Larch para fortalecer sua segurança, White Chestnut para aliviar sua preocupação, Scleranthus para a indecisão bem como para os problemas que ele estava tendo quanto a equilíbrio e coordenação, e Mimulus para o medo de fazer aquilo que queria de fato fazer.

Depois eles foram de férias para sua casa de campo. No regresso ele comentou que as férias não o tinham reenergizado. Ele se sentia incomodado por ter tido férias – algo pouco usual nele. Ele perdeu seu apetite completamente e estava se sentindo choroso. “Eu conheço esse estado”, disse ele.

Junto identificámos uma falta de confiança na vida, um medo contínuo de que as coisas dessem errado. Conversámos sobre como a sua natureza sensível chocava com o caráter temerário e por vezes indelicado de seu ambiente de trabalho e de como, de fato, todo ele implorava uma vida diferente. Também discutimos possíveis formas satisfatórias de seguir em frente.

Neste preparado de tratamento pusemos Chestnut Bud para o ajudar a seguir em frente, Centaury e Walnut para fortalecer e proteger sua resolução, Pine para afastar qualquer sentimento de culpa que o pudesse invadir por fazer as coisas do seu jeito, Larch para lhe dar a confiança de ir atrás de seu propósito e White Chestnut para que deixasse de se preocupar.

No dia seguinte, Alison veio à sua consulta dizendo que tinha “um marido novo”. Michael já tinha entregue a sua carta de demissão e se tinha inscrito também num curso de reflexologia. Ele transbordava de vida, vendo claramente o caminho que se afigurava à sua frente, se movia em frente de forma vigorosa e positiva. Eles estão nesse momento planejando dar o salto e viver permanentemente no campo.

Mimulus

Começando a escola

Meu filho começou a frequentar a escola este outono. Quando visitámos a nova escola este verão, ele foi a única criança que não saltou dos braços de seu pai para ir ouvir uma história em sua sala de aula, por meia hora. Pelo contrário, ele estava extremamente nervoso e se segurava em meu marido como se estivesse prestes a ser abandonado.

Passei o resto do verão planejando o que faria em setembro, quando ele se recusa-se à ir para a escola em seu primeiro dia. Preparei-lhe um frasco de tratamento para aquilo que pensei que ele precisaria e o pus tomando suas gotas cerca de duas semanas antes do primeiro dia de escola. O preparado continha Mimulus, Larch e Walnut. (Mimulus e Larch é normalmente a última coisa que ele precisaria nesse mundo!)

Chega o primeiro dia, ele me deu um beijo rápido e correu direto par a sala de aula. Todas as manhãs ele corre na frente de toda a garotada e parece que tem estado cuidando daqueles que ainda estão se sentindo tristes. Eu estive ajudando na sala a semana passada e acabo de o pôr tomando Vine!

Gentian

Asterix

Meu cão Guy, um Weimaraner, morreu. Ele tinha graves problemas de coração e, faz dois anos, nos foi dito que lhe restavam apenas 3 meses de vida, por isso estamos muito agradecidos de o ter tido ao nosso lado por tanto tempo. Ele tinha 13 anos e 5 meses, uma boa idade para um Weimaraner.

Isso nos deixou apenas com Asterix, um Springer Spaniel inglês. Asterix tem 12 anos e 8 meses mas sua mentalidade não ultrapassa a de um cão de 8 meses.

Ele sempre viveu com outros cães pois nós tínhamos dois Weimaraner e o Asterix. Quando Guy morreu, Asterix não ficou imediatamente mal mas, uns 5 ou 6 dias depois ele começou realmente a ficar abatido. Ele não comia bem, não se levantava de sua cama e, pior ainda, não queria sair para seu passeio. Isso não era dele.

Decidi experimentar os florais nele, tal como tinha feito com todos meus outros cães. Preparei-lhe a seguinte mistura:

  • Vine - para sua personalidade
  • Walnut - para a mudança que estava ocorrendo em sua vida
  • Mimulus - para o medo conhecido e para sua recente timidez
  • Gentian - para a depressão conhecida
  • Crab Apple - essa para tratar a irritação que ele estava tendo numa das patas traseiras, exatamente onde antes tivemos que lhe remover uma semente de capim

O remédio foi misturado em sua taça de água e também na comida que lhe costumávamos aliciar a comer. A mudança foi imediata. Continuei lhe dando o remédio por uma semana e já temos nosso Asterix de volta.

Estudando sobre florais de Bach e buscando na internet, encontrei o site https://www.bachcentre.com/pt/index.php, compartilho no desejo de contribuir no aprendizado de outros colegas do curso de Floral de Bach Sistêmico de nossa mestra Olinda Guedes.

Gratidão! Namastê!

Salete Ximenes

 

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Salete Ximenes
Salete Ximenes Seguir

Psicopedagoga, sócio terapeuta , terapeuta comunitária, uma eterna buscadora, tenho deus como referencial de fé e sustentáculo nessa caminhada humana.

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