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O vínculo do casal

O vínculo do casal

Através da consumação do amor, numa bela expressão da Bíblia, o homem deixa seu pai e sua mãe e se une a mulher, e ambos se tornam uma só carne. O mesmo vale para a mulher, e ambos se tornam uma só carne. O mesmo também vale para mulher. Esta imagem reflete um processo na alma, cuja realidade experimentamos através de seus efeitos, pois ele cria um vínculo que, mesmo contra a nossa intenção, se manifesta como lago que não pode ser anulado e, por essa mesma razão, não pode ser repetido.

Pode-se objetar que o divórcio é uma nova relação provam o contrário. No entanto, uma segunda relação não tem o mesmo efeito da primeira. Um segundo marido ou uma segunda mulher percebem a ligação da parceira, ou do parceiro, com o primeiro marido ou a mulher de uma pessoa que se casa pela segunda vez não ousam tomá-la e mantê-la tão plenamente como se fosse essa a sua primeira união.

A razão é que o novo casal experimenta a segunda união como culpa em relação a primeira, mesmo se já tiver morrido a parceira ou o parceiro anterior, pois de fato só nos separamos quando morremos.

Portanto, uma segunda relação só tem sucesso quando o vínculo aos parceiros anteriores é reconhecido e honrado como tendo precedência sobre o novo vínculo, e quando os novos parceiros reconhecem que tem uma dívida com os parceiros anteriores. Contudo, um vínculo no sentido original, como primeira relação, está fora de seu alcance. Em decorrência disso, quando acaba a segunda relação, sente-se geralmente menos culpa e obrigação do que quando se rompe a primeira relação.

Bert Hellinger

 

 

 

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Suzana Langner
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Amor e perseverança

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