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Ordens da Ajuda - Filhos e pais

Ordens da Ajuda - Filhos e pais

Um dia nossa mamãe ficou adoecida. Um triste dia.  

Como um pássaro que perde sua luz, seu rumo, seu voo, Mamãe foi acometida por uma infecção. Hospitalizada, Unidade de Terapia Intensiva por tantas semanas, meses se completaram. Chegando o novo ano, então, ela voltou para casa. Feito um bebê. Assim, vinte e quatro meses nos deram a chance de darmos a ela tudo o que um dia a vida poderia ter nos proporcionado. Sempre nos sentimos privilegiados. Quão boa sorte ter essa mãe. 

Aprendeu a ler e a escrever porque seus irmãos a ensinaram. Não teve chances de ir para a escola. Nossas roupas? Lindas. Ela quem costurava por puro amor. Prestando atenção às peças prontas e a quem sabia costurar ela entendeu como alinhavava seu coração romântico a uma vida tão dura de restrições materiais.

Sempre disse a cada um de nós que éramos de Deus, filhos que ele entregou a ela. Isso fez toda diferença. Nos sentíamos presentes e presenteados. 

A relação era um mar de rosas? Não! Principalmente a minha com ela. Soube, anos mais tarde que tenho dominância alta. Concordo em realizar tarefas, desde que tenha a liberdade de escolher como estender as roupas no varal. Esse foi um dos nossos grandes desacordos. Depois, com a vinda da máquina de lavar e secar, tudo se acalma. Interessante, como alguns problemas são absolutamente solucionados com o tempo.

Bem, temos o hábito de pedir a bênção para nossos pais.

Mamãe, mesmo acamada e num estado bem debilitado, inclusive mentalmente, nos abençoava todas as vezes que nos encontrávamos.

Inclusive, tenho em memória a imagem de nossa despedida. Tinha eu viajado para a Patagônia, com uma amiga querida. Foi uma viagem linda, impressionante, de meditação, silêncio e encontro. Estava eu exausta e concordamos em família que eu iria. Quando retornei soube que minha mamãe tinha estado bastante frágil, comendo menos. Fui na manhã seguinte visitá-la, dar-lhe um abraço e foi ali uma despedida. Percebi que ela estava indo. Também viajei, tinha um curso em São Paulo. Em nossa família sempre prezamos pelos compromissos. Dezoito e trinta de uma tarde fria paulistana, recebo um telefonema de minha irmã me avisando que ela já deixará seu corpo físico. Sim! Ela me esperou voltar da viagem para me entregar sua bênção e até logo. Gosto de acreditar nisso.

Um dia, estando ainda hospitalizada, uma enfermeira muito sábia nos alertou: ela continuará sendo mãe de vocês. Adulta. Não a infantilize. Cuide dela, troque as fraldas, alimente-a. Entretanto, lembrem-se sempre: vocês são os filhos, ela a mãe. Nem ela e nem vocês são mais crianças.

Funcionou! 

Isso é sobre ordens da ajuda entre filhos e pais. Desejo que inspire você.

OLINDA GUEDES é mãe da Nina e Camila Maria, apaixonada pela vida, escreve com o coração o que cabe em palavras.  É mãe de mais outros cinco príncipes na terra, e quatro anjos no céu.

Apaixonada pela natureza, pela vida, realizou seu sonho de criança: ter muitos animais e uma casa cheia de crianças, seus filhos.

Conduz, no Instituto Anauê-Teiño, a Escola de Saberes Úteis. Uma iniciativa cujo objetivo é trocar saberes das diversas ciências com o propósito de uma vida mais feliz, próspera e saudável.

 

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Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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Oilá, gente linda! É uma boa história a minha vida... ainda temos muito a viver. A parte mais linda é ser "Mamain" das duas princesas Nina Maria, Camila Maria e dos cinco príncipes cavalheiros...

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