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Os pais como cuidadores

Os pais como cuidadores

Certa vez uma mãe me perguntou como encerrar um comportamento do filho.

Como fazer com que parasse de se comportar da forma que estava se comportando.

Esse pensamento de "ele tem que parar!"  é o caminho mais curto para a violência. Faz a gente entrar em alerta. Faz parecer que só há um caminho possível para o que queremos. E em estado de alerta vamos para os lugares menos criativos da nossa mente. Ficamos presos no "lute ou fuja!".  

E, convenhamos, fugir de filho não será uma opção para a maioria de nós. Então a gente luta, como se a nossa vida dependesse da criança parar de falar de um determinado jeito, ou vestir a camiseta. Vira uma luta por poder, uma disputa onde, aparentemente, o filho é um inimigo a ser derrotado.

E pra derrotar usamos as armas que temos. Gritos, chantagem emocional, tapas. EU PRECISO MOSTRAR QUEM MANDA. Acontece que filho não é inimigo. Que estamos do mesmo lado, não em lados opostos de uma batalha. Acontece que, numa disputa dentro de uma família, todos perdem.

Perguntei a ela quantas vezes se perguntou como poderia ajudá-lo a entender a importância daquele pedido. Ou quantas vezes se perguntou como poderia ajudá-lo a lidar com aquele sentimento. Quantas vezes pensou em como poderia auxiliá-lo a encontrar saídas. Quantas vezes pensou que era possível lidarem com aquele desafio juntos.

Ela me disse que só queria que ele parasse. E vivia presa nessa armadilha.

Quantas vezes a gente se perde nisso?

E se esquece do nosso lugar na vida dos filhos e do lugar deles na nossa vida?

Não esse lugar insano de superioridade e inferioridade, de mando e submissão. O lugar de apoio, de cuidado, de desenvolvimento mútuo. De estar em família. De ser família.

Seu filho não precisa saber quem manda, porque esse "mandar" tem um prazo de validade. Quando seu poder for embora, o que vai ficar? Nossos filhos precisam saber que somos os seus cuidadores. Que por vezes o cuidado vai incomodar, que o "não" vai doer, mas que estamos do mesmo lado da arena da vida.

Porque esse é um laço maior. Saia do lute ou fuja. Use todo o seu cérebro a favor dessa relação tão importante:

Em que seu(sua) filho(a) está precisando da sua ajuda hoje?
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Autoria:  Elisama Santos https://www.facebook.com/elisamasantosc/
 

 

OLINDA GUEDES é mãe.

Sua primogênita é Nina Maria. Apaixonada pela vida, escreve com o coração o que cabe em palavras. Além do Aparente, o segundo livro de sua autoria , diz muito mais sobre Constelações.

Conduz, no Instituto Anauê-Teiño, a Escola Real, uma Escola de Saberes Úteis. Uma iniciativa cujo objetivo é trocar saberes das diversas ciências com o propósito de uma vida mais feliz, próspera e saudável.

https://linktr.ee/olindaguedes

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
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Oilá, gente linda! É uma boa história a minha vida... ainda temos muito a viver. A parte mais linda é ser "Mamain" das duas princesas Nina Maria, Camila Maria e dos cinco príncipes cavalheiros...

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