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Para que um relacionamento dê certo, seja real

Para que um relacionamento dê certo, seja real

Sobre o período de aproximação com meus filhos.

Um dia soube que eles, seis irmãos biológicos, estavam procurando uma família. Eram amorosos e unidos, todas as autoridades lutavam para mantê-los juntos.

Foi tudo muito rápido em nossas vidas e em minha vida.

Talvez por entender que já éramos uns dos outros,  pensei e agi como mãe sempre.

Também sei, em meu coração, que escolhemos nossos pais. Então, eles estavam livres para dizer sim ou não para mim como mãe. Mas, eu estava pronta e disse sim para eles como filhos. 

Parece contraditório? talvez seja, mas é assim.

Eu já tinha dito sim, sabia que somos uma família, mas mantive meu coração aberto para eles escolherem se me queriam ou não.

Também apresentei a eles a realidade. Eu, um ser humano real.  Nosso contexto, o que já existia aqui. Falei com palavras claras: temos o vovô velhinho, ele não admite gritaria, nem que apanhe frutas sem autorização dele, nem que quebre as plantas, nem que maltrate os animais. Moramos na roça.

Temos a Nina um bebê especial, precisa todo cuidado, lavar as mãos, passar álcool. Não pode pegá-la de qualquer jeito, carregar. Não pode dar alimentos para ela sem nossa supervisão. Ela usa válvula – hidrocefalia, tem uma área de epilepsia, não pode sofrer sustos.

Temos o Guimarães e outros cães. Também gatos: Tharsilla, Charlotte, Lua e Pixico. Todos são tratados com amor e respeito.

Também tiramos lixo do banheiro, limpamos a casa, lavamos a louça. Não temos empregados. Uns ajudamos aos outros.

Gostamos de orar e agradecer a Deus por tudo e por tanto. Apreciamos cantar e louvar. Não apreciamos músicas esquisitas, palavras esquisitas. Nem palavrões ou estupidez.

Disse a eles também: Sou divorciada, não tenho marido. Portanto, vocês terão somente mãe se me escolherem. Talvez um dia eu venha a me casar. Mas, no momento não tenho planos.

Bem, emociono-me ao lembrar. Eles disseram: Sim!

Numa primeira entrevista que deram, o mais velho dos meninos disse: Sim, estou feliz. Quero cuidar da mamãe quando ela for bem velhinha.

Então, tem sido contato com tato. Amor, respeito, respeito aos mapas de mundo deles, às experiências deles.

Temos desafios? Sim, claro.

Filhos dá trabalho? Claro. Mas, não sou preguiçosa. Sempre tive disposição para trabalhar.

E os problemas? A gente resolve, contorna, conversa com eles, ora, erra, acerta e vai para diante.

Sempre achei tão lindo minha mãe nos ensinar a chamar mamãe e papai. Sou uma pessoa romântica.  Então, disse aos filhos: Acontece uma coisa esquisita se eu for chamada por Mãe ou Tia, minha cabeça vai ficando zonza, eu desmaio. E só volto quando me chamarem:

- Mamãe, mamãe!

Eles riram. Sempre me chamavam Mamain. Ora ou outra saia um mãe ou tia. Eu lembrava e desmaiava... eles corriam, me abraçavam e falavam Mamain, Mamain. Me davam até beijinhos. Assim, brincando, ganhamos o coração uns dos outros.  Sempre procuro tratá-los por “filho”, “filhos”, “meu filho”.

Amo tanto! Deus me quer tão bem, por me presentear tão generosamente com tanto amor.

 

OLINDA GUEDES é mãe da Nina e Camila Maria, apaixonada pela vida, escreve com o coração o que cabe em palavras.  É mãe de mais outros cinco príncipes na terra, e quatro anjos no céu.

É tão feliz nessa aventura de maternagem.

Conduz, no Instituto Anauê-Teiño, a Escola de Saberes Úteis. Uma iniciativa cujo objetivo é trocar saberes das diversas ciências com o propósito de uma vida mais feliz, próspera e saudável.

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Oilá, gente linda! É uma boa história a minha vida... ainda temos muito a viver. A parte mais linda é ser "Mamain" das duas princesas Nina Maria, Camila Maria e dos cinco príncipes cavalheiros...

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