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Poema sobre a força da minha mãe

Poema sobre a força da minha mãe

Sobre a FORÇA da minha Mãe

Por que é “comum” os filhos julgarem as mães?

Ser comum não é ser natural... nem saudável

Eu sempre achei minha mãe “de fibra”

Mas a via como enérgica, de alta cobrança, “difícil de lidar”, de agradar...

Então me tornei Mãe!

Diante da fragilidade de uma vida tão pequena e dependente da Mãe, como eu também já fui

Percebi quão pequena eu também fui um dia e quão grande é uma mãe

E olhei para minha mãe, grande mãe

Constelei, completei...

Constelei, completei...

Sigo completando, cura é jornada!

 

Quanta FORÇA eu vi na minha Mãe!

Quanta FORÇA!

 

Ela cresceu sem o pai presente, quase órfã de pai,

Criada por uma Mãe FORTE - minha Avó, querida Vovó!

Emigrou do interior baiano para a grande capital paulista ainda adolescente

Trabalhando, conheceu meu pai, separado

Duas filhas, japonês calado

Quanta FORÇA teve a minha Mãe!

 

Engravidou, uma menina!

Sangramento, sangramento...

Seis meses e ela se foi...

Senhor! Eu não teria suportado!

Mas não era eu... Foi minha Mãe!

Quanta FORÇA teve a minha Mãe!

 

Que difícil, que sentimento de impotência!

Congelada diante da vida...

Congelada, mas não fraca!

Em três meses ela já me gestava!

Quanta FORÇA teve a minha Mãe!

 

A minha chegada, o mesmo nome

A vida parecia lhe cobrar aquela perda!

Poderia ela me amar? Me perderia?

Como me fazer forte para a vida?

Quantos desafios...

Quanta FORÇA teve a minha Mãe!

 

Eis que vem uma nova filha, a terceira

Como proteger, como ensinar

Ela fez o melhor trabalho que poderia fazer!

Foi mãe integral...

Quanta FORÇA teve a minha Mãe!

 

Oh, que surpresa! Tinha um bebezinho ali?

Sem sequer saber dele, ele se foi...

Que difícil essa perda!

Era o tão sonhado menininho?

Possivelmente sim, mas ele se foi!

Eu não teria suportado!

Mas não era eu... Foi a minha Mãe!

Quanta FORÇA teve a minha Mãe!

 

Porque a vida é cheia de surpresas, Deus lhe deu mais um bebê!

Não era seu menininho! Mas como se parecem...

Quanta alegria traz para um lar se desfazendo...

“Vou te dar meu máximo! Te amamentar por dois!”

Quanta FORÇA teve a minha Mãe!

 

Cinco filhos! Cinco bebês! Cinco vidas!

Duas perdas... irreparáveis... com elas se vai um pedaço da vida, mas a vida continua...

“É possível encontrar meus bebês em quem ficou? Vocês podem me amar um tanto mais como se seus irmãos estivessem aqui ao meu lado?”

Sinto muito mamãe...

Não somos fortes como você...

(...)

Mas agora que sou mãe...

Agora eu percebo, eu compreendo...

Eu vejo tudo, vejo meus irmãos...

Quanta FORÇA teve a minha Mãe!

 

Posso te amar um tanto mais agora, mamãe?

Pode o meu filho te amar com amor de neto que dizem valer , para os avós, um tanto mais?

Não são seus bebezinhos, mas é seu netinho...

Eu te julguei, não te julgo mais!

Você me deu a vida e todo o seu melhor. Obrigada!

Por favor, me dê sua FORÇA? Sou tão pequena...

Diante de ti e diante da vida que me deu eu sou tão pequena!

Eu tomo a força que você me dá e agradeço

Obrigada, obrigada, muito obrigada!

Eu já disse muitas vezes que te amo?

Sinto muito por ter demorado tanto...

Eu estava perdida, mas através dos teus olhos e do teu ventre eu me achei!

Agora eu sigo na minha jornada, com a sua FORÇA eu serei feliz!

Eu te honrarei com o meu sucesso e a minha felicidade!

 

Quanta FORÇA teve e tem a minha Mãe...

Minha querida e amada, muito amada Mamãe!

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Audrey Reis Omote Montechezi
Audrey Reis Omote Montechezi Seguir

Descendente de japoneses, italiano e indígenas. Filha de Akiho e Nilzete. Cresceu na periferia e realizou o sonho pessoal e do pai de se graduar Psicóloga, foi um pouco adiante. Consteladora, Terapeuta Floral. Esposa do Felipe e Mãe do Maurizio.

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