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Quando eu mudo, o mundo muda

Quando eu mudo, o mundo muda

E eu sigo aprendendo com as experiências da vida. E olha que isso, realmente, não é tarefa fácil. Porque esse processo é complexo e delicado. Primeiro, você precisa reconhecer que existe algo que não anda muito bem, como quando sentimos uma dor e sabemos que é um sinal de alerta, e nem todos reconhecemos ou aceitamos que a dor é exatamente isso, um sinal.

Segundo, precisamos assumir que somos os criadores dessa dor, ou pelo menos, admitir nossa participação em algum processo que pareça externo à nossa vontade. E essa pode ser a etapa mais difícil, porque temos que fazer nosso exame de consciência para concordar que temos responsabilidade na forma que respondemos a tudo o que nos acontece. Depois de tudo isso, ainda precisamos entender e avaliar as razões que nos levam a agir de x ou y maneira. Para isso, é preciso autoconhecimento, o que aliás, exige tempo e muita, mas muita, boa vontade.

Agora, o que demais interessante eu pude observar (e ainda que seja óbvio, eu custei a compreender) é que nesse processo todo a única mudança possível é a nossa própria. Mesmo que já tenha ouvido milhões de vezes que não podemos mudar o outro ou o mundo, ainda teimava (e teimamos) em querer que as coisas simplesmente fossem diferentes porque sim.

Caiu minha (óbvia) ficha. Vou contar um caso. Eu sempre tive muito medo de confiar, pois que acho que na infância (e como toda a criança) depositei todas as minhas fichas nos meus pais (hoje, queridos e compreendidos), apostando no arquétipo da família de comercial de margarina. Levei anos para perceber que carregava inconscientemente essa ilusão. E buscava, a ferro e fogo (olha a incoerência), essa imagem. Quero dizer, brigava e fazia todo mundo engolir minha necessidade de amor. 

Eu queria, sinceramente, ser amada, olhada com respeito, validada. E quem não quer? Mas, sem entender que cada fase da vida tem seu próprio jeito de ser. Como criança, eu só poderia aprender a amar sendo amada e se não fui, não deveria me sentir responsável (o que infelizmente acontece, a criança se crê responsável pelo desamor), e como adulta precisei entender que só poderia curar o desamor amando, e aí vem o dilema do: "- Como dar o que não se tem?". Tipo, Djavan no seu melhor estilo: "Sabe lá, o que é não ter e ter que ter para dar"? Essa é a realidade do adulto, por isso que ser adulto parece algo tão desinteressante a priori.

Mas, afinal, o que aprendi com tudo isso? Que a minha desconfiança nasceu de uma entrega justa na infância, mas que já não cabe mais na vida adulta. Eu estava tentando calçar meus sapatinhos de bebê no meu pé 37,5. Simples assim. Claro, que falar é mais fácil que fazer. Eu precisei entender que passei anos da minha vida, sentindo-me desamada, enganada, desconfiada, atraindo pessoas que validariam esse sentimento, simplesmente porque ele é meu. Sabe esse papo de semelhante atrai semelhante? Creia!!! É real. Se você se atentar (e com isso quero dizer seguir o processo todo que citei acima), entenderá qual é o seu papel nisso tudo hoje (e claro, se você já tiver saído da infância real). O que é preciso fazer é só entender que o mundo muda, quando a gente muda.

Eu entendi que criando uma real autoconfiança eu deixaria de atrair pessoas que me fizessem sentir uma idiota por ter confiado nelas, quando na verdade o que elas estavam fazendo era me dando a oportunidade de aprender aquilo que eu mesma pedi (inconscientemente, é claro) que trouxessem para  minha vida. Afinal, ninguém é mais poderoso do que eu, quando se trata da minha energia (leia-se: crença).

Resumindo, eu finalmente entendi, que eu mudando minha frequência vibratória, que significa mudar meus conceitos a respeito de quem sou e de como funciono, estarei deixando de atrair aquilo que eu emanava e julgava como um castigo ou um não merecimento. E aí, eu entendi também porque o mundo muda, simplesmente porque a frequência que eu emano determina aquilo que atraio, aquilo que vejo, portanto, não poderei continuar atraindo o velho, quando deixei-o para trás.

Simples assim, quando você mudar (e é só quem pode fazer isso), as energias ao seu redor irão se adaptar ao seu novo estilo, sua nova vibração, e aquilo que não ressoar se afastará. Por isso, quando pensar: "- Por que fulano mudou comigo?" Saiba que foi você quem mudou. O mundo só segue igual, para quem não muda.

Saber Sistêmico - Comunidade da Constelação Familiar Sistêmica
Simone Belkis
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Simone Belkis se formou em Letras na UFPR. É uma estudiosa do esoterismo e cantante. Seu amor maior são os livros. Escrever é sua forma de criar o famoso mundo melhor, e sua praia é contar suas próprias descobertas para inspirar pessoas.

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