Chegamos ao módulo 8!
Na primeira aula a mestra Olinda Guedes explana, amorosamente, sobre as Ordens da Ajuda.
A ajuda é uma arte que por um lado pode ser aprendida e por outro exige do ajudante sensibilidade para compreender aquele que procura ajuda.
Bert Hellinger, em sua obra Ordens da Ajuda, vê a ajuda como compensação, algo que serve não só ao que recebe, mas também ao que doa. A compensação entre pais e filhos acontece através do passar adiante, para a vida que segue.
Primeiro – só oferecer aquilo que tem, só pedir o que realmente necessita. A desordem ocorre quando a pessoa quer dar o que não tem e a outra quer tomar o que não precisa.
Uma pessoa não muda a outra. Apenas podemos ajudar a outra pessoa a mudar, por meio de mudanças nossas. A partir da mudança do meu comportamento, posso mudar o comportamento do outro.
Quando alguém vem para nós, devemos saber o que ela quer, o que gostaria.
Segundo – Nos submetermos às circunstâncias e somente interferir e apoiar as pessoas à medida que elas permitirem. Tomar a realidade como ela é. Sempre observar o que está acontecendo, os sofrimentos que estão ali, as queixas, ligando-as ao todo. Encontrar a causa e a solução no todo. Pesquisar o território.
Para muitos ajudantes o destino do outro parece difícil e querem então mudá-lo, nem tanto porque são procurados para tal, mas porque o próprio ajudante não consegue suportar esse destino.
Terceiro – Tratarmos o outro como adulto. Colocar-se como adulto diante de outro adulto que procura ajuda. Dois iguais seguindo um caminho, que é a resolução de problemas, melhorias de circunstâncias.
“A desordem neste caso seria permitir que um adulto faça reivindicações ao ajudante como uma criança aos seus pais, e que o ajudante trate o cliente como uma criança para poupá-lo de algo que ele mesmo precisa e deve carregar – a responsabilidade e as consequências”. (Bert Hellinger)
Quarto – Ver o cliente fazendo parte de uma família, de um sistema. Quando ouvir a queixa de um cliente, observar tudo com profundo respeito. Olhar com amor e respeito para ambos. A empatia deve ser menos pessoal e, sobretudo sistêmica.
Só se pode ajudar uma pessoa quando houver um bom lugar no coração.
Quinto – O amor sem julgamento. Só se pode ajudar uma pessoa quando houver um bom lugar no coração. Sem julgamentos, críticas ou presunções. Respeitar a pessoa e o destino dela. Se damos lugar na nossa alma àquele que é alvo da crítica do cliente, estamos antecipando o que ele ainda precisa fazer, o movimento em direção a reconciliação.
Um bom ajudante apenas ilumina. Somente quem recebe ajuda é capaz de fazer algo com o que vê.
SABEDORIA
O sábio concorda com o mundo tal como é,
Sem temor e sem intenção.
Está reconciliado com a efemeridade
e não almeja além daquilo que se dissipa com a morte.
Conserva a orientação, porque está em harmonia,
e somente interfere o quanto a corrente da vida o exige.
Pode diferenciar entre:
é possível ou não, porque não tem intenções.
A sabedoria é fruto de uma longa disciplina de exercício,
mas aquele que a possui, a possui sem esforço.
Ela está sempre no caminho e chega à meta,
não porque procura
mas porque cresce.
Bert Hellinger