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RELACIONAMENTOS ABUSIVOS

RELACIONAMENTOS ABUSIVOS

- Neste vídeo, trago para você uma questão bastante recorrente, principalmente, associada a relacionamentos abusivos. A transcrição dele está logo a seguir.

Eu não acredito mais no amor!

É exatamente isso que eu escuto, que meus alunos trazem, acerca dos atendimentos que eles fazem com seus clientes. Sempre eu ouço isso.

Viver um relacionamento conjugal é alguma coisa incrivelmente maravilhosa, desde que seja funcional.

Agora imagina vivendo relação abusiva.

As relações abusivas têm esse poder de destruir a fé, destruir o entusiasmo, destruir a alegria, destrói o coração, destrói a pessoa.

Quando você vê uma pessoa afirmando:  - Eu não acredito mais no amor, tenha certeza: essa pessoa é vítima de uma relação abusiva, porque as relações abusivas não ficam no passado.

Elas ficam num presente contínuo no coração da pessoa.  

Muitas vezes o cônjuge já foi embora. Está em outra relação abusiva também, porque os perpetradores sempre procuram novas vítimas, mas aquilo ainda é como um presente contínuo na vida da pessoa, ela não acredita mais no amor, porque ela realmente está vítima de uma relação abusiva.

Ah! Você, pessoalmente, pode não ter experienciado  uma relação abusiva, mas talvez você não acredita no amor, e aí? Sim, talvez você esteja se perguntando: - E aí, por quê?  

Nós temos memórias transgeracionais,  temos nossa memória epigenética.  Isso faz com que os nossos pais,  nossos bisavós, muitas gerações anteriores, tudo aquilo que eles experienciaram, fique disponível  nessa memória sistêmica e o indivíduo pode experienciar isso como algo até pessoal, mesmo não sendo. 

Pode carregar essa sensação de  “eu não acredito no amor ou eu não quero saber de relacionamentos conjugais na minha vida. Eu não quero saber de casamento, de relações estáveis, desses vínculos sérios de jeito nenhum!”

Porque memórias traumáticas, transgeracionais trazem essa condição tão real e tão próxima daquilo que é, como se fosse uma experiência pessoal. A justa razão para esses sofrimentos podem estar realmente ligados às relações abusivas que aconteceram em outras gerações.

Quantas pessoas, não é?!

Quantas relatam: - Os meus pais não se respeitavam, ou a minha avó não respeitava o meu avô. Ou: a minha avó! Ela saiu de casa enlouquecida porque o meu bisavô era um homem muito violento. Tudo isso são relações abusivas, ou então: - a minha avó trabalhava demais e o meu avô ficava só se alcoolizando.

Veja: 

Isso realmente é outra forma de relação abusiva. Existem graus de relações abusivas, de comportamentos de relações abusivas. É obvio que é muito fácil a pessoa se proteger quando existe violência física. Existe agressão. Então é mais fácil dela perceber. Contudo, nem tanto.

Agora, quer ver o desafio?  É quando o abuso vem de forma abstrata, de forma sutil:

  - Nossa! Você não emagrece nunca! Ou do tipo: - Me dá a senha do seu cartão, eu novamente preciso de um dinheiro emprestado!

Essas relações abusivas são extremamente tóxicas, causam danos terríveis.

- É claro, que eu iria te elogiar. Mas você não me dá chance de eu te elogiar! Porque você está sempre se queixando, que eu fico o tempo sentado no sofá.

Desculpa eu estar usando este termo, tão em relação do masculino para o feminino, mas é absolutamente super comum em relações conjugais.

Existem  muitas pessoas do sexo feminino também, que abusam muito, dentro dos relacionamentos conjugais. Então fique muito atento, uma relação abusiva é aquela que faz você se sentir mal, mal!

Às vezes não há explicação. As relações mais perigosas são essas.  Essas abstratas, essas sutis, oferecem flores, mas absolutamente essa pessoa se sente mal, sente-se triste, vai se sentindo espremida, porque existe abuso nesse relacionamento conjugal. É incrível, porque quando começamos adentrar nesse campo,  começamos a ter imagens internas acerca de pessoas que nós conhecemos e que nós sabemos que ah!...  - Eu acho que essa pessoa esta sendo vitima!

Uma das características das vitimas abusivas é de que elas começam a se fechar, elas começam a ficar quietas, elas começam a entristecer, elas não conseguem muitas  vezes se defender, elas começam muitas vezes, perceber que querem sair, mas elas não tem motivos para sair. Porque mesmo com todos os motivos que elas têm para sair, eles não são suficientes, afinal de contas, esse cônjuge, declara tanto esse amor! Essa pessoa mais incrível do mundo, ela se sente errada, porque  o abusador tem essa condição, essa característica, de fazer  com que o cônjuge se sinta errado, culpado. O abusador tem essa característica horrível, que é fazer com que a vitima se sinta responsável, por estar sendo abusada, do tipo:  - É claro que eu tenho razão de te chutar, né?! cachorro! Você passou na frente do meu pé.

Essa comparação é horrível, mas é real. Eu tenho certeza absoluta, de que você agora sabe o que é isso. Que você sabe caracterizar e que poderá ajudar algumas pessoas que por desventura, estão sofrendo isso em sua vida.

Não! Ninguém tem direito de abusar. E toda  vitima tem o dever humano de se proteger, de cair fora, de dizer: - Alto lá!!! A porta da rua é a serventia da casa.

Contudo, sabemos que não é fácil pra vítima, porque toda vítima carrega memórias transgeracionais de opressão, de colocar limites, de não poder se defender. Todo o perpetrador, todo o abusador também carrega  essas memórias transgeracionais de perseguição, de violência, de tortura. Então não é difícil só pra vítima. É difícil também para o agressor, é muito difícil! Ah! Talvez você esteja se perguntando: - Olinda! Quer dizer que não tem esperança?

Bert Hellinger tem um livro fantástico, que fala sobre isso:  "Amor a Segunda Vista". Quando ele  fala de  pessoas se curarem por meio da terapia, por meio  da constelação, por meio da intervenção sensorial, resolver os seus emaranhamentos, as suas lealdades e elas poderão ser felizes naquele relacionamento como se fosse realmente um reconhecer. Duas novas  pessoas  se apresentando. Duas pessoas reeditadas  e curadas, elas têm muita chance no amor, mas elas precisam se curar.

Eu lembro agora de um vídeo que estou publicando acerca de violência doméstica. Acho que pode ajudar muitas pessoas a entender sobre relações abusivas no que diz respeito a  tão  aclamada  violência doméstica. 

Mais a seguir neste texto o vídeo estará disponível.

Eu fico até  um pouco angustiada de falar  acerca de tema , o meu impulso é querer salvar as pessoas acerca de relacionamentos abusivos. Esse é um dos sinais que você terá. Quando você vê uma pessoa no relacionamento abusivo. Se isso for verdadeiro, você terá um impulso de ir lá resgatar essa pessoa, como  se tivesse  sido sequestrada, em cativeiro. Esse é um dos sinais que confirma que a pessoa esta num relacionamento abusivo.

O que vamos fazer pra ajudar?

A gente vai precisar empoderar a vítima, ela esqueceu de que é protagonista. A vítima, dentro de um relacionamento abusivo, pensa que protagonista é o agressor. E, não é. A vítima tem uma força infinita, porque ninguém no mundo faz nada com outra pessoa a menos que essa pessoa permita.

Mas, porque que ela esta permitindo se é tanto sofrimento? talvez você esteja se perguntando isso, e aí tem outro vídeo que eu já produzi. Porque que a vítima não consegue assumir o seu poder, porque esta cumprindo uma tarefa em relação ao seu destino, ela esta trabalhando por  uma “avó” que  não teve amor, que não teve proteção, que foi órfã, ela estará trabalhando  em função da sua própria memória de desproteção que talvez ela experienciou na sua primeira infância. Tem memórias de desproteção que precisam ser  curadas, que precisam ser ressignificadas. Eu uso, eu costumo dizer uma frase que é assim: “ O órfão, ele é abusado! Quem tem pai e tem mãe não é abusado.”

Você já reparou uma criança que tem pai e tem mãe, essa criança ela é respeitada, ela tem a sua dignidade preservada. Então uma pessoa que carrega essa memória pessoal, ou transgeracional de solidão, de desmerecimento, de que esta subestimada pelos pais. Às vezes os pais, não são nem pais. São só genitores. Porque genitor e genitora todo mundo tem! Ninguém nasceu da árvore.  Masculino e feminino é necessário pra fazer um corpo físico. Agora! pai e mãe, nem sempre as pessoas têm. Às vezes as pessoas são criadas. Simplesmente criadas, sobrevivem.

O que elas estarão informando? A sua mente inconsciente estará informando, seja em qualquer lugar que ela esteja: - Portanto você pode agredir, você pode subestimar, pode fazer  o que quer que seja, porque não tem ninguém por mim. A vítima carrega essa condição da orfandade nela. Por isso que a gente tem esse impulso de resgatar a vítima. Por quê?

Porque realmente ela esqueceu de que é protagonista, não está empoderada. Uma pessoa que está empoderada, pode ser abusada, mas não permanece nessas relações.  Aliás, na maioria das vezes, ela nem atrai esse tipo de pessoas, esse tipo de outro, porque no seu script de vida, não está escrito: “Eu preciso de alguém que me abuse!” no seu script de vida está escrito assim: “Eu sou uma pessoa protegida, amada e respeitada!"

Portanto ela não vai atrair esse tipo de gente na vida dela.

Então o que faz que a pessoa possa sair de relações abusivas, é: essa pessoa precisa tomar o pai e a mãe!

- Mas, Olinda! Ela não teve. Faz dez gerações que não tem pai e mãe. Só genitor e genitora! E é esse angu de caroço de gente disfuncional, de gente fragilizada, de gente que está vivendo esta lealdade.

Como que faz, Olinda?

Essa pessoa vai ser adotada agora? Já com 53 anos? – Ué, essa pessoa pode adotar uma figura mítica, ela pode viver num processo de meditação. Ela pode tomar  a Deus como pai, Maria como mãe. Ela pode tomar a natureza como mãe, ela pode tomar a natureza como pai, ela pode ter um vínculo parental com um terapeuta. E realmente, isso nós aprendemos na analise transacional. Fazer contratos de vida, contratos de ser amparado e de ser validado. Tem cura! Mas ninguém consegue sair de relações abusivas, apenas se tornando consciente de que é uma  relação abusiva. Isso não faz com que as pessoas saiam, porque muitas e muitas pessoas que sofrem de violência doméstica, elas simplesmente voltam com esses cônjuges. Que coisa horrível! Sabendo muitas vezes que elas podem ser mortas e assassinadas. Coisas horríveis acontecem, por quê?

Porque essa pessoa tem que se curar, ela tem que tomar em si, um pai e uma mãe que lhe deem proteção e segurança. Porque só deste modo, essa pessoa vai conseguir ir pra diante. Aliás! Você sabe que a gente tem uma comunidade digital, chamada "Saber Sistêmico"?  Lá tem um texto lindíssimo, que eu escrevi sobre isso.

Algumas pessoas falam acerca da maneira que tenho de me relacionar com a minha família, e alguns mandam mensagem:  - Olinda! Isso não é proteção? Você não está mimando muito os seus filhos?

Eu gostaria de dizer pra você, aqui e agora: 

Toda criança que é amada, que tem tudo de bom, que é tratada como majestade, essa  criança não vai se submeter a relações abusivas. Ela não vai!  Ela vai curar pra si, e vai curar todas as gerações anteriores e as que virão. Quando uma criança é bem tratada, quando  é amada, quando é tratada como majestade pelos seus pais, ela cura a humanidade! Que coisa mais linda!

Eu estou falando agora pra você da importância do contato, da importância do respeito, da importância da elegância. Hoje de manhã, um dos meus filhos se aproximou de mim, me abraçou e ficou assim um tempo abraçado comigo. O cabelo dele estava tão cheiroso. Ele também tava com “bafinho de guarda chuva”. É assim que a gente chama lá em casa, quando ainda não escovou os dentes. Vejam, eu poderia ser deselegante e dizer:  - Filho! Vá escovar os dentes, como  você veio dizer bom dia pra mamãe, sem ter escovado os dentes? Mas eu poderia ter perdido uma oportunidade linda, de ancoragem, de amor. Então, eu cochichei no ouvidinho dele, depois do longo abraço: - Eu te amo. Ele foi rápido escovar os dentes.

Imagina! Ele, lembrando o restante da vida dele, que ele foi até o ático, o trabalho da mamãe, porque eu estava hoje no ático trabalhando e, ele, a hora que ele chegou, chegou pertinho de mim, ele veio, me abraçou, me abraçou. Colocou a cabeça, assim no meu peito! Eu parei tudo o que eu estava fazendo, porque é assim que a gente tem que tratar os filhos da gente: com deferência!

Eu abracei, abracei.  Dei beijinhos no cabelo dele! - Filho, que cabelo cheiroso, que delicia!  A gente ficou ali abraçadinho!  Um tempo depois ele voltou, conversou comigo, perguntou alguma coisa.

Nossos filhos, merecem ser tratados com deferência. É essa deferência, é esse respeito que precisa acontecer na infância, que não é só curativo, ele é também preventivo, é preditivo. Vai fazer com que essa pessoa não suporte relações abusivas, porque ela foi respeitada por suas figuras parentais.

Talvez você não saiba, mas  sou precursora no Brasil acerca de Pedagogia Sistêmica. Gostaria de convidar você pra estudar muito mais sobre pedagogia sistêmica, porque é uma ferramenta maravilhosa, sobre  o quanto o amor cura as nossas vidas, quanto o amor nos empodera. O quanto o conhecimento nos liberta pra a gente ir adiante.

Aliás, eu falo muito sobre isso. Ali, no Grupo de Estudo Terapêutico da Escola  Real, que carinhosamente, a minha mana Susy Guedes apelidou de GETER.  É um nome lindo e sistêmico, que fala também de amor e de transformação. Vou deixar o link logo mais adiante, para você. 

São tantas as dificuldades sobre esta questão que eu resolvi fazer um vídeo destes mais longo falando sobre o assunto.

Eu também abordo bastante esse tema dentro do meu grupo de estudos GETER, aqui, no "Saber Sistêmico" a minha, a nossa comunidade sobre constelação familiar. 

GETER - Grupo de Estudos Temáticos da Escola Real: 

https://sabersistemico.com.br/course/escola-real

 

Indicações nos vídeos:

- O que eu penso sobre Violência Doméstica e Destino:
 

 

- Por que tanta violência doméstica no meu sistema?: 
 

 

GETER - Grupo de Estudos Temáticos da Escola Real: 

https://sabersistemico.com.br/course/escola-real

Livros:

- "Amor à segunda vista". Bert Hellinger. Ed. Atman.

- "O que traz quem levamos para a escola?" - Pedagogia Sistêmica. Olinda Guedes. Ed. Appris*. 

(*) Para adquirir o livro: por gentileza, envie mensagem para o WhatsApp do Instituto Anauê-Teiño (41) 9 9919 7071. Fale com Vera Lu ou Susy.

 

Olá!💝


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OLINDA GUEDES é mãe. Sua primogênita é Nina Maria. Apaixonada pela vida, escreve com o coração o que cabe em palavras. A Verdade Sobre o Sofrimento Humano é o terceiro livro de sua autoria.

Sempre admirou sua avó paterna, Maria do Carmo, uma mulher de fibra.

Conduz, no Instituto Anauê-Teiño, a Escola Real, uma Escola de Saberes Úteis. Uma iniciativa cujo objetivo é trocar saberes das diversas ciências com o propósito de uma vida mais feliz, próspera e saudável.

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Oilá, gente linda! É uma boa história a minha vida... ainda temos muito a viver. A parte mais linda é ser "Mamain" das duas princesas Nina Maria, Camila Maria e dos cinco príncipes cavalheiros...

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